What are the Brazilian guidelines for diagnosing hepatitis A, including recommended serologic tests, follow‑up testing, and notification requirements?

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Diagnóstico da Hepatite A: Diretrizes Brasileiras

O diagnóstico da hepatite A aguda é confirmado pela detecção de anticorpos IgM anti-HAV no soro ou plasma através de ensaio imunoenzimático, que deve ser o teste de primeira linha em pacientes com suspeita clínica da doença. 1

Testes Sorológicos Recomendados

Teste Diagnóstico Principal

  • IgM anti-HAV é o marcador específico para infecção aguda ou recente pela hepatite A, permanecendo detectável tipicamente por até 6 meses após a infecção 1, 2
  • O IgM anti-HAV torna-se detectável 5-10 dias antes do início dos sintomas na infecção aguda 2
  • Em uma pequena porcentagem de pacientes, o IgM anti-HAV pode persistir por até 9 meses, embora a maioria tenha níveis indetectáveis aos 6 meses 2

Interpretação dos Anticorpos Totais

  • Anti-HAV total (IgM + IgG) positivo indica exposição ao vírus da hepatite A, mas não diferencia entre infecção atual, infecção passada ou imunidade induzida por vacinação 1, 2
  • Para determinar se um resultado anti-HAV total positivo representa infecção atual ou passada, é necessário testar especificamente o IgM anti-HAV 1
  • IgM anti-HAV negativo com anti-HAV total positivo indica infecção passada com imunidade natural ou imunidade por vacinação 1, 2

Coleta e Manuseio de Amostras

Especificações Técnicas

  • O sangue deve ser coletado em tubos de soro ou plasma para teste de IgM anti-HAV 1
  • Para plasma, utilizar tubos tratados com EDTA ou tubos de preparação de plasma; para soro, utilizar tubos com coágulo ou tubos separadores de soro 1
  • As amostras devem ser mantidas em temperatura ambiente e entregues ao laboratório dentro de 2 horas após a coleta para preservar a integridade dos anticorpos 1

Testes Moleculares Avançados

  • RNA do HAV quantitativo por amplificação de ácido nucleico (NAAT) pode ser realizado em plasma ou soro quando a sorologia é equívoca ou quando há suspeita de infecção precoce 1
  • Estudos brasileiros recentes identificaram o genótipo I.A em todos os casos analisados, com aproximadamente 450 mutações identificadas, principalmente nas proteínas estruturais VP1-3 3

Contexto Clínico e Diagnóstico Diferencial

Apresentação Clínica

  • A hepatite A apresenta características clínicas indistinguíveis da hepatite E; portanto, o teste de IgM anti-HAV deve ser incluído na investigação virológica inicial de hepatite aguda 1
  • O início da hepatite A é frequentemente abrupto, com sintomas prodrômicos característicos seguidos, dentro de alguns dias a uma semana, por urina escura e icterícia 4
  • Os níveis séricos de alanina e aspartato aminotransferase geralmente aumentam rapidamente durante o período prodrômico, atingem níveis de pico e depois diminuem aproximadamente 75% por semana 4

Armadilhas Diagnósticas Importantes

  • Falsos positivos podem ocorrer: A infecção aguda pelo vírus Epstein-Barr (EBV) pode causar resultados falso-positivos para anti-HAV IgM, anticorpos antinucleares (ANA) e antígeno hepático solúvel (SLA) 5
  • Médicos devem avaliar cuidadosamente os resultados sorológicos, incluindo aqueles para hepatite viral e autoimune, que podem ser falsamente positivos na mononucleose infecciosa 5
  • O teste para EBV é uma investigação necessária na linha de base em hepatite aguda 5

Populações de Alto Risco e Considerações Especiais

Coinfecção com Hepatite B Crônica

  • Em pacientes com infecção crônica por hepatite B, a coinfecção com hepatite A aguda aumenta marcadamente o risco de insuficiência hepática fulminante, ressaltando a importância do teste rápido de HAV nesta população 1
  • A coinfecção aguda de hepatite A em pacientes com hepatite B crônica pode resultar em manifestação ictérica aumentada, tempo de recuperação mais longo e risco aumentado de insuficiência hepática fulminante 6

Dados Epidemiológicos Brasileiros

  • Estudos brasileiros recentes (2019-2023) identificaram infecção aguda por HAV em 6,3% dos pacientes com suspeita de hepatite aguda, predominantemente em homens jovens (80%) e das regiões Sul e Sudeste do Brasil (97%) 3
  • Em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, a prevalência total de anti-HAV foi de 20,7%, com 94,7% das crianças menores de 5 anos suscetíveis à infecção por HAV, indicando baixo nível de endemicidade 7

Requisitos de Notificação

  • A hepatite A aguda é uma doença de grande importância clínica e requer notificação ao sistema de vigilância epidemiológica 8
  • Dados sobre hepatite aguda no Brasil precisam ser reavaliados quanto às diferentes frequências de agentes hepatotrópicos (vírus da hepatite A a E), bem como outros agentes que podem causar condições clínicas semelhantes 8

Teste de Acompanhamento

Monitoramento da Recuperação

  • Quase todos os pacientes adultos com doença clinicamente aparente experimentam recuperação clínica completa com restauração dos valores normais de bilirrubina sérica e aminotransferases em 6 meses 4
  • O período de icterícia persiste por menos de 2 semanas em aproximadamente 85% dos casos 4
  • Recidivas e colestase prolongada são manifestações incomuns da hepatite A, e mesmo nestas circunstâncias, a recuperação é a regra e hepatite crônica não é observada 4

Confirmação de Imunidade

  • Indivíduos com anti-HAV total positivo já possuem imunidade e não necessitam de vacinação adicional contra hepatite A 1, 2
  • Os níveis de anticorpos protetores da infecção natural persistem por toda a vida 1, 2
  • Após a vacinação, os níveis de anticorpos protetores persistem por pelo menos 20-40 anos, de acordo com modelos cinéticos 1

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