Meia-Vida do Diltiazem
A meia-vida de eliminação do diltiazem em adultos é de aproximadamente 3,0 a 4,5 horas após doses únicas ou múltiplas da formulação de liberação imediata, conforme estabelecido pela FDA. 1
Formulações de Liberação Imediata
- A FDA estabelece que a meia-vida plasmática de eliminação do diltiazem após administração oral única ou múltipla é de aproximadamente 3,0 a 4,5 horas. 1
- Estudos farmacocinéticos em voluntários saudáveis confirmam uma meia-vida de eliminação de 3,1 ± 1,0 horas após administração intravenosa e 3,2 ± 1,3 horas após dose oral. 2
- Em adultos americanos saudáveis, a meia-vida variou de 4,1 a 5,6 horas dependendo da dose (60 mg a 120 mg), demonstrando alguma variabilidade interindividual. 3
Formulações de Liberação Modificada
- As formulações de liberação modificada apresentam meia-vida significativamente prolongada de aproximadamente 6,25 horas, comparada a 2,69 horas da formulação de liberação imediata. 4
- A FDA indica que a meia-vida das formulações de liberação prolongada é de aproximadamente 12 horas, permitindo administração uma vez ao dia. 5
Considerações em Populações Especiais
Idosos
- Em voluntários idosos saudáveis, a meia-vida de eliminação foi de 7,4 ± 1,2 horas após dose única e 5,7 ± 0,3 horas após doses múltiplas, sem aumento significativo entre dose única e múltipla nesta população. 6
Insuficiência Hepática
- Pacientes com cirrose apresentam aumento da meia-vida e aumento de 69% na área sob a curva (AUC) comparado a pacientes com função hepática normal, devido ao metabolismo hepático extenso do diltiazem. 1
Insuficiência Renal
- A FDA relata que um estudo em nove pacientes com função renal gravemente comprometida não mostrou diferença no perfil farmacocinético do diltiazem comparado a pacientes com função renal normal. 1
Metabolismo e Farmacocinética
- O diltiazem sofre metabolismo extenso de primeira passagem, resultando em biodisponibilidade absoluta de aproximadamente 40% a 44% após administração oral. 1, 7
- Apenas 2% a 4% do fármaco inalterado aparece na urina, confirmando que a eliminação é predominantemente hepática. 1
- O desacetil-diltiazem, metabólito ativo, está presente no plasma em níveis de 10% a 20% do fármaco original e possui 25% a 50% da potência vasodilatadora coronariana do diltiazem. 1
Armadilhas Clínicas Comuns
- A farmacocinética do diltiazem não é linear: quando a dose aumenta de 120 mg para 240 mg diários, há aumento de 2,3 vezes na AUC; de 240 mg para 360 mg, o aumento é de 1,8 vezes. 1
- A ampla variabilidade interindividual na biodisponibilidade (24% a 74%) pode ser explicada por efeito de primeira passagem variável. 2
- Em pacientes com disfunção hepática, ajustes de dose são necessários devido ao aumento significativo da meia-vida e exposição ao fármaco. 1