How should a patient with gallstones (cholelithiasis) and acute cholecystitis be managed?

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Manejo da Colelitíase e Colecistite Aguda

Para pacientes com cálculos biliares e colecistite aguda, a colecistectomia laparoscópica precoce dentro de 7 dias da admissão hospitalar (idealmente dentro de 72 horas do diagnóstico) é o tratamento definitivo recomendado, resultando em menor tempo de recuperação, hospitalização mais curta, menores custos e maior satisfação do paciente. 1, 2

Diagnóstico

Características Clínicas e Laboratoriais

  • A colecistite aguda apresenta-se com dor no quadrante superior direito, febre e leucocitose 1, 2
  • A contagem de neutrófilos é o preditor laboratorial mais forte, com sensibilidade de aproximadamente 70% e especificidade de 66% 2
  • Solicitar testes de função hepática completos (AST, ALT, fosfatase alcalina, bilirrubina, GGT) imediatamente para rastrear cálculos no ducto biliar comum 2

Imagem

  • Ultrassonografia é o exame de escolha, demonstrando líquido pericolecístico, vesícula distendida, parede edemaciada, cálculos e sinal de Murphy ultrassonográfico 1, 2
  • Quando os testes hepáticos estão alterados, realizar TC ou RM para avaliar simultaneamente a árvore biliar e o parênquima hepático 2

Tratamento Cirúrgico Definitivo

Colecistectomia Laparoscópica Precoce

  • Realizar dentro de 72 horas do diagnóstico, com janela aceitável de até 7-10 dias do início dos sintomas 1, 2, 3
  • A cirurgia precoce está associada a: 1, 2
    • Menor tempo de recuperação e hospitalização
    • Menores custos hospitalares
    • Menos dias de trabalho perdidos
    • Maior satisfação do paciente
    • Risco reduzido de complicações recorrentes relacionadas a cálculos biliares

Vantagens sobre Cirurgia Tardia

  • Meta-análises de 16 estudos envolvendo 1.625 pacientes demonstram que a colecistectomia laparoscópica precoce é tão segura e eficaz quanto a tardia 1
  • A cirurgia tardia (após 6-12 semanas) resulta em hospitalização total mais longa devido a episódios recorrentes de colecistite 1, 4
  • Aproximadamente 30% dos pacientes tratados conservadoramente desenvolvem complicações recorrentes relacionadas a cálculos biliares 1

Fatores de Risco para Conversão para Cirurgia Aberta

Os seguintes fatores aumentam o risco de conversão, mas não são contraindicações: 1, 2

  • Idade >65 anos
  • Sexo masculino
  • Parede da vesícula espessada
  • Diabetes mellitus
  • Cirurgia abdominal superior prévia

A conversão para cirurgia aberta não é uma falha, mas uma opção válida quando necessária para a segurança do paciente. 1, 2

Manejo Médico Inicial (Pré-operatório)

Terapia Antimicrobiana

  • Iniciar antibióticos intravenosos imediatamente após o diagnóstico, cobrindo aeróbios Gram-negativos (E. coli, Klebsiella) e anaeróbios (Bacteroides fragilis) 2

Pacientes Estáveis com Infecção Adquirida na Comunidade

  • Primeira linha: amoxicilina/clavulanato OU ceftriaxona + metronidazol 2
  • Alergia a β-lactâmicos: ciprofloxacino + metronidazol OU levofloxacino + metronidazol 2
  • Fatores de risco para ESBL: ertapenem OU tigeciclina 2

Pacientes Instáveis ou Doença Grave

  • Regime preferido: piperacilina-tazobactam OU cefepima + metronidazol 2

Infecção Associada a Cuidados de Saúde

  • Usar regimes de espectro mais amplo (piperacilina-tazobactam ou carbapenêmicos) 2
  • Obter culturas de bile intraoperatórias em todos esses casos 2

Pacientes Imunossuprimidos

  • Adicionar cobertura específica para enterococos ao regime escolhido 2

Duração da Antibioticoterapia

  • Colecistite não complicada: descontinuar antibióticos dentro de 24 horas após a cirurgia uma vez alcançado o controle definitivo da fonte 2, 5
  • Colecistite complicada (perfuração, abscesso, alterações gangrenosas): continuar por 3-5 dias, ajustando com base na resposta clínica 2, 5
  • Não cobrir rotineiramente enterococos em infecções biliares adquiridas na comunidade em pacientes imunocompetentes 2

Cuidados de Suporte

  • Jejum, infusão de fluidos intravenosos e analgésicos conforme necessário 3

Pacientes de Alto Risco

Colecistectomia Laparoscópica vs. Drenagem Percutânea

  • A colecistectomia laparoscópica imediata é superior à drenagem percutânea transhepática da vesícula biliar (PTGBD) mesmo em pacientes de alto risco 1, 2
  • O ensaio randomizado CHOCOLATE (evidência nível I) demonstrou que a colecistectomia laparoscópica precoce resulta em menos complicações pós-operatórias maiores comparada à drenagem percutânea isolada 1, 2
  • Revisão sistemática de 337.500 pacientes mostrou que PTGBD teve maior mortalidade, maior tempo de internação e mais readmissões comparado à colecistectomia 1

Quando Considerar Drenagem Percutânea

  • Reservar colecistostomia percutânea apenas para pacientes que recusam absolutamente a cirurgia ou têm descompensação fisiológica proibitiva 2
  • Quando usada, a colecistostomia percutânea deve ser uma ponte para a cirurgia, com colecistectomia de intervalo recomendada dentro de 4-6 semanas após estabilização 2
  • Remover stents metálicos dentro de 4 semanas para prevenir impactação alimentar e colecistite recorrente 2

Manejo Não Operatório

Indicações Limitadas

  • Considerar apenas para pacientes que recusam cirurgia ou não são adequados para cirurgia 1
  • Tratamento conservador com fluidos, analgesia e antibióticos pode ser considerado para colecistite aguda levemente sintomática 1

Resultados do Manejo Conservador

  • Aproximadamente 30% dos pacientes tratados conservadoramente desenvolvem complicações recorrentes relacionadas a cálculos biliares 1
  • 60% eventualmente são submetidos à colecistectomia no seguimento de longo prazo 1
  • Estudo randomizado com seguimento mediano de 14 anos mostrou que a observação está associada a complicações recorrentes significativamente maiores (RR 6,63, IC 95% 1,57-28,51) 1

Situações Especiais

Colecistite Alitiásica Perfurada

  • Colecistectomia imediata (aberta ou laparoscópica) é o tratamento de escolha 2
  • Drenagem percutânea ou colecistostomia não devem ser usadas como terapia definitiva para colecistite alitiásica perfurada com peritonite 2
  • Retardar a cirurgia para tentar drenagem percutânea em pacientes com perfuração aumenta significativamente a mortalidade 2

Pacientes Cirróticos

  • A colecistectomia laparoscópica permanece viável e segura em pacientes com cirrose hepática 2
  • O risco de conversão para procedimento aberto é maior do que em pacientes não cirróticos 2

Pacientes Idosos

  • A idade >65 anos não é contraindicação para colecistectomia laparoscópica 2
  • Pacientes idosos se beneficiam da colecistectomia precoce quando aptos para cirurgia 2

Pacientes Transplantados

  • Realizar colecistectomia o mais rápido possível após o diagnóstico 2
  • A colecistectomia laparoscópica é viável e deve ser preferida sempre que possível 2

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Não adiar a colecistectomia definitiva para completar investigação extensa de hepatomegalia se o paciente estiver hemodinamicamente estável 2
  • Não estender antibióticos pós-operatórios em casos não complicados com controle adequado da fonte para prevenir resistência antimicrobiana 2
  • Não gastar tempo excessivo em dissecção laparoscópica uma vez diagnosticado empiema ou colecistite gangrenosa; converter para cirurgia aberta prontamente 6
  • Reavaliar a dosagem de antibióticos diariamente em pacientes criticamente enfermos, pois sepse e disfunção orgânica alteram marcadamente a farmacocinética 2
  • Se o diagnóstico for retardado ou o tratamento inadequado, as taxas de mortalidade variam de 30% a 50% em pacientes com colecistite alitiásica aguda 2

References

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