What is the protocol for managing a hypertensive crisis?

Medical Advisory BoardAll articles are reviewed for accuracy by our Medical Advisory Board
Educational purpose only • Exercise caution as content is pending human review
Article Review Status
Submitted
Under Review
Approved

Last updated: February 17, 2026View editorial policy

Personalize

Help us tailor your experience

Which best describes you? Your choice helps us use language that's most understandable for you.

Protocolo de Crise Hipertensiva

Classificação Imediata: Emergência vs. Urgência

A presença ou ausência de lesão aguda de órgão-alvo—não o valor absoluto da pressão arterial—é o único critério que distingue emergência de urgência hipertensiva. 1

  • Emergência hipertensiva: PA >180/120 mmHg com lesão aguda de órgão-alvo → requer internação em UTI e terapia intravenosa imediata 1, 2
  • Urgência hipertensiva: PA >180/120 mmHg sem lesão aguda de órgão-alvo → pode ser tratada com medicamentos orais e acompanhamento ambulatorial 1, 2

Avaliação Rápida de Lesão de Órgão-Alvo

Realize uma avaliação sistemática focada em minutos para identificar dano agudo: 1, 3

Avaliação Neurológica

  • Estado mental alterado, cefaleia intensa com vômitos, alterações visuais, convulsões ou déficits focais sugerem encefalopatia hipertensiva ou AVC 1, 2

Avaliação Cardíaca

  • Dor torácica, dispneia com edema pulmonar indicam síndrome coronariana aguda, insuficiência ventricular esquerda aguda ou dissecção aórtica 1, 2

Avaliação Renal

  • Elevação aguda da creatinina, oligúria ou proteinúria nova indicam lesão renal aguda 1, 3

Avaliação Oftalmológica (Fundoscopia)

  • Hemorragias retinianas bilaterais, exsudatos algodonosos ou papiledema (retinopatia grau III-IV) definem hipertensão maligna 1, 3
  • Hemorragia subconjuntival isolada NÃO é lesão de órgão-alvo 1

Avaliação Laboratorial

  • Hemograma completo, plaquetas, creatinina, eletrólitos, LDH, haptoglobina, urinálise e troponina (se dor torácica) 1
  • Trombocitopenia com LDH elevado e haptoglobina baixa sugerem microangiopatia trombótica 1

Protocolo para EMERGÊNCIA Hipertensiva

Internação e Monitorização

  • Internação imediata em UTI com monitorização contínua por linha arterial (Recomendação Classe I) 1, 2

Metas de Redução da PA (Sem Condições Específicas)

Reduza a PAM em 20-25% (ou PAS ≤25%) na primeira hora, depois para ≤160/100 mmHg nas próximas 2-6 horas se estável, e normalize gradualmente em 24-48 horas. 1, 2

  • Evite quedas sistólicas >70 mmHg para prevenir isquemia cerebral, renal ou coronariana 1, 2
  • A taxa de elevação da PA é mais importante que o valor absoluto; pacientes com hipertensão crônica toleram pressões mais altas devido à autorregulação alterada 1

Metas Específicas por Condição

Condição Meta de PAS Tempo
Dissecção aórtica <120 mmHg 20 minutos
Pré-eclâmpsia grave/eclâmpsia <140 mmHg 1 hora
Síndrome coronariana aguda <140 mmHg Imediato
Edema pulmonar cardiogênico <140 mmHg Imediato
Hemorragia intracerebral (PAS ≥220) 140-180 mmHg 6 horas
AVC isquêmico (PA >220/120) Reduzir PAM 15% 1 hora

1, 2, 3

Medicamentos Intravenosos de Primeira Linha

Nicardipina (Preferencial para Maioria das Emergências)

  • Dose: Iniciar 5 mg/h IV, titular 2.5 mg/h a cada 15 minutos até máximo de 15 mg/h 1, 4
  • Vantagens: Preserva fluxo sanguíneo cerebral, não aumenta pressão intracraniana, titulação previsível 1
  • Evitar em: Insuficiência cardíaca aguda (pode causar taquicardia reflexa) 1

Labetalol (Preferencial para Dissecção Aórtica, Eclâmpsia, Hipertensão Maligna com Envolvimento Renal)

  • Dose: 10-20 mg IV em bolus durante 1-2 minutos, repetir/dobrar a cada 10 minutos (máximo cumulativo 300 mg) OU infusão contínua 2-8 mg/min 1, 2
  • Contraindicações: Doença pulmonar reativa, DPOC, bloqueio cardíaco, bradicardia, insuficiência cardíaca descompensada 1

Nitroprussiato de Sódio (Último Recurso)

  • Dose: 0.25-10 µg/kg/min IV 1
  • Risco: Toxicidade por cianeto com uso prolongado (>30 min em ≥4 µg/kg/min) ou insuficiência renal; requer co-administração de tiossulfato 1, 5

Regimes Específicos por Condição

  • Síndrome coronariana aguda/edema pulmonar: Nitroglicerina IV 5-100 µg/min ± labetalol 1, 2
  • Dissecção aórtica: Esmolol (carga 500-1000 µg/kg, depois 50-200 µg/kg/min) antes de qualquer vasodilatador (nitroprussiato ou nitroglicerina) 1
  • Eclâmpsia/pré-eclâmpsia grave: Labetalol, hidralazina ou nicardipina; IECAs, BRAs e nitroprussiato são absolutamente contraindicados 1, 2
  • Encefalopatia hipertensiva: Nicardipina é superior (preserva perfusão cerebral); labetalol é alternativa aceitável 1, 3

Protocolo para URGÊNCIA Hipertensiva

Abordagem Geral

  • Não requer internação hospitalar; evite medicamentos IV 1, 2
  • Reduza gradualmente para <160/100 mmHg em 24-48 horas, depois para <130/80 mmHg nas semanas seguintes 1, 2
  • Evite redução rápida da PA pois pode causar isquemia cerebral, renal ou coronariana em hipertensos crônicos 1, 2

Medicamentos Orais Preferenciais

  • Nifedipina de liberação prolongada 30-60 mg VO 1
  • Captopril 12.5-25 mg VO (cautela em pacientes com depleção de volume) 1
  • Labetalol oral 200-400 mg VO (evitar em doença pulmonar reativa, bloqueio cardíaco, bradicardia) 1

Acompanhamento

  • Consulta ambulatorial em 2-4 semanas 1, 2
  • Visitas mensais até atingir PA <130/80 mmHg e regressão de lesão de órgãos 1

Armadilhas Críticas a Evitar

  • Não interne pacientes com hipertensão grave assintomática sem evidência de lesão aguda de órgão-alvo 1
  • Não use nifedipina de liberação imediata (pode causar quedas precipitadas imprevisíveis, AVC e morte) 1, 5
  • Não reduza PA rapidamente em urgência hipertensiva (risco de lesão por hipoperfusão) 1
  • Não normalize PA agudamente em hipertensos crônicos (autorregulação cerebral alterada predispõe a lesão isquêmica) 1
  • Não use agentes IV para urgência hipertensiva; terapia oral é mais segura 1
  • Não assuma que ausência de sintomas equivale a ausência de lesão de órgãos; exame focado (incluindo fundoscopia) é essencial 1
  • Até um terço dos pacientes com PA diastólica >95 mmHg normalizam antes do acompanhamento agendado; redução excessivamente agressiva pode ser prejudicial 1

Considerações Pós-Estabilização

  • Rastreie causas secundárias: 20-40% dos casos de hipertensão maligna têm etiologias identificáveis (estenose de artéria renal, feocromocitoma, aldosteronismo primário, doença renal parenquimatosa) 1, 3
  • Aborde não-aderência medicamentosa: identificada como o gatilho mais comum para emergências hipertensivas 1
  • Prognóstico: Emergências hipertensivas não tratadas têm mortalidade de 1 ano >79% e sobrevida mediana de apenas 10.4 meses 1

References

Guideline

Hypertensive Emergency Management

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Guideline

Hypertensive Emergencies Management

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Hypertensive Emergency Assessment and Management

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Research

The diagnosis and treatment of hypertensive crises.

Postgraduate medicine, 2009

Related Questions

What should be the target blood pressure (BP) in a patient with a hypertensive crisis upon arrival at the destination?
What is the management of a hypertensive crisis?
How to manage a patient with severe headache, blurred vision, and hypertensive crisis?
What is the best course of action for a patient with a history of hypertension, on regular hemodialysis, who presents with severe dyspnea, bradycardia, and a hypertensive emergency, after consuming tender coconut water and missing their morning dose of clonidine?
What is the best management approach for a patient with hypertensive crisis, presenting with headache, blurred vision, and blood pressure readings of 160/120 at night, with a family history of hypertension?
What questions should I ask when evaluating a patient with suspected or known inflammatory bowel disease?
What is the recommended management of Ogilvie’s syndrome (pseudo‑colonic obstruction) in an 80‑year‑old woman?
Is inducing vomiting to reduce gastric volume a reasonable method to lower aspiration risk before surgery for small‑bowel obstruction?
In a premenopausal menstruating woman with acute coronary syndrome, should estrogen supplementation be started?
What ICD‑10 code should be assigned for a patient with moderate concentric left ventricular hypertrophy and mildly reduced left ventricular ejection fraction (≈45‑50 %) without documented hypertension?
What guideline‑directed medications should be started in a patient with chronic systolic heart failure, including African‑American considerations?

Professional Medical Disclaimer

This information is intended for healthcare professionals. Any medical decision-making should rely on clinical judgment and independently verified information. The content provided herein does not replace professional discretion and should be considered supplementary to established clinical guidelines. Healthcare providers should verify all information against primary literature and current practice standards before application in patient care. Dr.Oracle assumes no liability for clinical decisions based on this content.

Have a follow-up question?

Our Medical A.I. is used by practicing medical doctors at top research institutions around the world. Ask any follow up question and get world-class guideline-backed answers instantly.