Sedação Pós-Intubação: Obrigatoriedade de Bomba de Infusão
A sedação pós-intubação não é obrigatória que seja administrada por bomba de infusão, embora seja frequentemente recomendada para otimizar a titulação e segurança. As diretrizes internacionais não estabelecem a bomba de infusão como requisito absoluto para sedação após intubação em adultos ventilados mecanicamente.
Evidência das Diretrizes sobre Sedação Protocolizada
As diretrizes mais recentes focam na minimização da sedação através de protocolos, não no método de administração:
O American College of Chest Physicians/American Thoracic Society sugere o uso de protocolos que tentam minimizar a sedação em pacientes hospitalizados ventilados por mais de 24 horas (recomendação condicional, evidência de baixa certeza) 1.
A evidência demonstrou tendência para menor duração de ventilação mecânica, menor tempo de internação na UTI e tendência para menor mortalidade a curto prazo no grupo com sedação protocolizada 1.
Contexto Clínico da Sedação Pós-Intubação
A sedação após intubação é frequentemente necessária, mas as diretrizes não especificam o método de administração:
Em pacientes asmáticos graves intubados, a sedação é frequentemente necessária para otimizar a ventilação, diminuir a dissincronia com o ventilador e minimizar o barotrauma 1.
Dados do National Emergency Airway Registry mostram que 77,5% dos pacientes receberam sedação pós-intubação dentro de 15 minutos após a intubação, mas não há menção sobre o método de administração 2.
Vantagens das Bombas de Infusão (Contexto Geral)
Embora não obrigatórias, as bombas de infusão oferecem benefícios práticos:
Bombas inteligentes permitem controle computadorizado da dose, bibliotecas de medicamentos que fornecem informações e previnem infusão excessiva, e múltiplos alarmes de segurança 3.
A administração de sedativos por infusão usando bomba é mais efetiva e bem-sucedida do que administração em bolus para procedimentos de sedação 3.
Situações Específicas Pós-Intubação
Pacientes com Asma Grave
- A sedação é necessária para otimizar a ventilação e minimizar o barotrauma, mas o método de administração não é especificado 1.
Pacientes Pós-Cirurgia Cardíaca
- Estudos comparando propofol versus midazolam em infusão contínua após cirurgia de revascularização miocárdica não especificam obrigatoriedade de bomba programável 4.
Pacientes com Hipotensão
- Hipotensão pré e pós-intubação está associada a menores taxas de sedação pós-intubação (OR 0,27), sugerindo que a decisão de sedar e como sedar deve considerar o estado hemodinâmico 2.
Recomendação Prática Baseada em Evidência
Na prática clínica real, a escolha do método de administração deve priorizar:
Segurança do paciente - bombas de infusão reduzem erros de dosagem e permitem titulação precisa 3.
Recursos disponíveis - em ambientes com recursos limitados, a administração cuidadosa por outros métodos é aceitável se monitorização adequada estiver disponível.
Protocolos de minimização de sedação - independente do método, o foco deve ser em protocolos que minimizem a sedação excessiva 1.
Armadilhas Comuns a Evitar
Não assumir que sedação pós-intubação é sempre necessária - pacientes com hipotensão significativa podem não tolerar sedação adicional 2.
Não usar sedação excessiva - as diretrizes enfatizam minimização da sedação para reduzir tempo de ventilação e internação 1.
Não negligenciar a monitorização - independente do método de administração, monitorização contínua é essencial 1.