Repetição da Carga Viral Após Início ou Troca para Dolutegravir + Tenofovir Disoproxil Fumarato e Lamivudina
A carga viral do HIV deve ser repetida 1 mês após iniciar ou trocar para um regime contendo dolutegravir mais tenofovir disoproxil fumarato e lamivudina. 1
Protocolo de Monitoramento Virológico
Primeira Avaliação (1 Mês)
- Realize a carga viral 1 mês após a troca de regime para garantir que a supressão virológica foi mantida ou alcançada 1
- Este intervalo de 1 mês é recomendado tanto para pacientes virgens de tratamento quanto para aqueles com supressão virológica que estão trocando de regime 1
- A avaliação precoce permite identificar rapidamente falha virológica ou problemas de adesão 1
Monitoramento Subsequente
- Continue monitorando a carga viral a cada 3 meses durante o primeiro ano após a troca 2, 3
- Após o primeiro ano com supressão virológica sustentada, o intervalo pode ser estendido conforme protocolos locais 1
Considerações Especiais por Contexto Clínico
Pacientes Virgens de Tratamento
- A supressão virológica com dolutegravir + TDF/3TC ocorre rapidamente, com redução mediana de -3.40 log₁₀ cópias/mL na semana 4 4
- O tempo mediano para atingir <50 cópias/mL é de aproximadamente 29 dias (4 semanas) na população geral 4
- Para pacientes com carga viral basal >100.000 cópias/mL, o tempo para supressão é mais longo (57 dias ou 8 semanas), mas a eficácia permanece alta 4
Pacientes Trocando de Regime com Supressão Virológica
- 97,4% dos pacientes mantêm supressão virológica (<50 cópias/mL) na semana 24 após trocar para dolutegravir/lamivudina 5
- A avaliação em 1 mês é crítica para detectar precocemente qualquer perda de supressão 1
Pacientes Transitando de Regimes Baseados em ITRNN
- Mesmo pacientes com viremia e resistência a lamivudina/tenofovir no momento da troca alcançam 88,3% de supressão em 12 meses com dolutegravir + TDF/3TC 6
- Carga viral basal elevada é fator de risco para falha virológica (OR ajustado 14,1 para 1.000-10.000 cópias/mL; OR 64,4 para ≥10.000 cópias/mL) 6
- Nestes casos, considere monitoramento mais frequente além do protocolo padrão de 1 mês 6
Definição e Confirmação de Falha Virológica
Critérios de Falha
- Falha virológica é definida como HIV-RNA >200 cópias/mL em duas medições consecutivas, não em um único teste 7
- "Blips" transitórios de 20-200 cópias/mL não são considerados falha e não devem desencadear mudanças de regime 7
- Uma carga viral isolada de 600 cópias/mL deve ser repetida em 2-4 semanas antes de rotular como falha verdadeira 7
Ações Imediatas em Suspeita de Falha
- Repita a carga viral em 2-4 semanas para confirmar persistência da viremia 7
- Realize avaliação minuciosa de adesão (horário das doses, doses perdidas, interações medicamentosas potenciais) 7
- Solicite teste genotípico de resistência enquanto o paciente permanece no regime atual 7
Armadilhas Comuns a Evitar
- Nunca modifique o regime baseado em uma única carga viral elevada; blips transitórios são comuns e não indicam falha verdadeira 7
- Não solicite teste de resistência após >4 semanas fora da TARV, pois mutações arquivadas podem reverter e tornar-se indetectáveis 7
- Não descontinue tenofovir em pacientes com coinfecção por hepatite B sem fornecer terapia alternativa ativa contra HBV, para evitar reativação hepática grave 7
- Para pacientes com desafios de adesão conhecidos, considere suporte adicional de adesão ao trocar de terapia injetável de longa duração para terapia oral diária 2, 3
Evidência de Eficácia em Contextos Reais
- Em coortes espanholas, 91,4% dos pacientes virgens de tratamento alcançaram supressão em 24 semanas e 93,8% em 48 semanas com dolutegravir/lamivudina 5
- Em adolescentes rurais no Zimbábue transitando para TLD, 95% alcançaram supressão virológica após mediana de 6,9 meses, mesmo com 24% tendo falha virológica no regime anterior 8
- A adesão ≥90% resulta em 93% de supressão (Snapshot) na semana 48, comparado a 69% com adesão <90% 9