Tratamento da Larva Migrans Cutânea
O tratamento de primeira linha para larva migrans cutânea em adultos é ivermectina 200 μg/kg em dose oral única, com taxas de cura de 95-100%. 1
Opções Terapêuticas de Primeira Linha
Ivermectina é a escolha preferencial:
- Dose: 200 μg/kg via oral em dose única 1
- Taxa de cura de 100% em estudos comparativos diretos 2
- Estudos prospectivos demonstram eficácia de 77% com dose única, chegando a 97% quando doses adicionais são necessárias 3
- Prurido desaparece em média em 3 dias e as lesões em 7 dias 3
- Não requer ajuste de dose na insuficiência renal 1
Albendazol como alternativa igualmente eficaz:
- Dose: 400 mg via oral uma vez ao dia por 3 dias 1
- Recomendado pelo National Institute for Health and Care Excellence (UK) como opção de primeira linha com excelente tolerabilidade 1
- Em estudos comparativos com dose única, albendazol mostrou taxa de recorrência de 54% versus 0% com ivermectina 2
- Para lesões múltiplas ou extensas, considerar estender o tratamento para 7 dias (400 mg/dia) para reduzir recorrências, com taxas de cura de 100% 1
Considerações Clínicas Importantes
Armadilhas comuns a evitar:
- Não confundir prurido persistente com falha terapêutica - o prurido pode persistir por vários dias após a erradicação do parasita devido à resposta inflamatória alérgica 1
- O diagnóstico é puramente clínico baseado na apresentação característica de erupção serpiginosa pruriginosa que migra 1-2 cm por dia 1
- Eosinofilia pode estar presente mas não é necessária para o diagnóstico 1
Populações Especiais
Gravidez:
- Albendazol deve ser evitado, especialmente no primeiro trimestre 1
- Ivermectina mostrou ausência de teratogenicidade em dados humanos limitados segundo o American College of Obstetricians and Gynecologists, embora cautela ainda seja recomendada 1
Lactação:
- Tanto ivermectina quanto albendazol são compatíveis com amamentação segundo a Organização Mundial da Saúde, baseado na baixa excreção no leite materno 1
Imunocomprometidos:
- Podem requerer tratamento mais agressivo e monitoramento 1
Terapia Tópica
- Ivermectina tópica demonstrou resolução completa em relatos de caso, evitando efeitos adversos sistêmicos 4
- Tiabendazol tópico combina eficácia com ausência de efeitos sistêmicos, mas disponibilidade é limitada 5
Terapia Combinada
- Relatos recentes de 2024 demonstram sucesso com terapia combinada de albendazol e ivermectina, com resolução completa em uma semana sem recorrência, potencialmente útil em contexto de resistência anti-helmíntica emergente 6