When can I remove the cervical collar?

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Quando Remover o Colar Cervical

Para fraturas cervicais estáveis tratadas de forma não-cirúrgica, você deve remover o colar enquanto o paciente está deitado na cama em repouso, mantendo-o apenas durante mobilização e transferências, após confirmação de estabilidade por tomografia computadorizada de alta resolução. 1

Algoritmo de Decisão para Remoção do Colar

1. Confirme a Estabilidade da Lesão

  • Obtenha uma tomografia computadorizada cervical de alta qualidade com cortes de 1,5-2mm de espessura para confirmar que não há fratura instável 1
  • Em pacientes obnubilados ou sedados, uma TC cervical negativa de alta qualidade (espessura axial <3mm) é suficiente para remover o colar sem necessidade de ressonância magnética adicional ou radiografias dinâmicas 2, 3
  • A TC cervical tem valor preditivo negativo de 91% quando combinada com seguimento clínico, e 0% de incidência de lesões instáveis perdidas na literatura acumulada 3

2. Protocolo de Remoção Baseado na Situação Clínica

Para lesões estáveis tratadas conservadoramente:

  • Remova o colar durante o repouso na cama - isto é essencial para prevenir complicações graves 1
  • Reaplique o colar durante mobilização, atividades em posição vertical e transferências - o colar serve mais como lembrete para limitar movimentos do pescoço do que como verdadeira estabilização mecânica 1
  • Monitore a pele em busca de lesões por pressão a cada turno 1

Para pacientes em trauma agudo com TC negativa:

  • Remova o colar no dia 3 de internação hospitalar, não espere até o dia 7,5 quando a TC é negativa 2
  • Em pacientes intubados na UTI de trauma com TC cervical normal interpretada por radiologista, a remoção do colar por intensivistas é segura mesmo com 70% dos pacientes sedados/comatosos 4

Duração Total do Uso do Colar

  • A duração típica é de 4-6 semanas para lesões estáveis tratadas conservadoramente 1
  • Durante este período, o colar deve ser usado apenas durante atividades e mobilização, não continuamente 1

Riscos Críticos da Imobilização Prolongada

A imobilização prolongada além de 48-72 horas causa morbidade significativa que frequentemente excede os riscos da própria lesão: 1

  • Úlceras de pressão - cada úlcera custa aproximadamente $30.000 para tratar e requer tempo prolongado de cicatrização 1, 5
  • Aumento da pressão intracraniana - piora desfechos em pacientes com trauma craniano concomitante (presente em até um terço dos casos de trauma), com aumento médio de 4,69 mm Hg 1, 2
  • Pneumonia associada à ventilação mecânica - com mortalidade atribuível que se aproxima da incidência de lesão espinal instável 1
  • Complicações de vias aéreas - potencialmente fatais 1, 5
  • Falha na nutrição enteral 1
  • Delirium - mais comum com imobilização prolongada 1

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Não confie no colar para estabilização mecânica verdadeira - colares rígidos não previnem de forma confiável o deslocamento de lesões cervicais verdadeiramente instáveis, com movimento paradoxal especialmente na junção cervicotorácica onde C6 está localizado 1, 6
  • Não mantenha o colar continuamente após 48-72 horas - os riscos da imobilização prolongada são mal compreendidos e excedem aqueles de uma lesão cervical grave perdida 1
  • Não atrase a remoção em pacientes já liberados por imagem apropriada - estratégias com alta sensibilidade mas baixa especificidade resultam em aplicação liberal do colar e imobilização prolongada 1

Consideração Especial Durante Intubação

  • Se precisar intubar um paciente com colar cervical, remova a porção anterior do colar enquanto mantém estabilização manual em linha - manter o colar completamente no lugar piora significativamente a visualização glótica e aumenta taxas de falha na intubação 5, 2

Evidência Contra Uso Rotineiro Prolongado

  • Não existe evidência de boa qualidade mostrando benefício clínico do uso de colar cervical para pacientes traumatizados 1, 2
  • Colares cervicais fornecem imobilização incompleta, particularmente nas junções craniocervical e cervicotorácica onde a maioria das lesões ocorre 1, 2
  • 86% das lesões cervicais perdidas foram posteriormente classificadas como estáveis após avaliação adicional 1

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