What is the appropriate hypercoagulability workup for a 78-year-old male patient?

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Investigação de Hipercoagulabilidade em Homem de 78 Anos

Em um homem de 78 anos investigando hipercoagulabilidade, o workup deve ser direcionado pela apresentação clínica específica (trombose venosa versus arterial) e fatores de risco identificáveis, priorizando causas secundárias adquiridas sobre trombofilias hereditárias nesta faixa etária.

Avaliação Clínica Inicial Direcionada

A investigação começa com história e exame físico focados em elementos específicos que orientam o workup laboratorial subsequente 1, 2:

História Essencial

  • História trombótica detalhada: localização (venosa vs arterial), idade no primeiro evento, recorrência, provocado vs não-provocado 1, 3
  • Fatores de risco adquiridos: malignidade ativa ou oculta, cirurgia recente (últimas 3 semanas), imobilização prolongada, uso de dispositivos de acesso venoso 4, 5
  • Medicações: corticosteroides (dose e duração), quimioterapia, radioterapia 6
  • Comorbidades: fibrilação atrial, insuficiência cardíaca, doença arterial periférica, diabetes, dislipidemia, doenças mieloproliferativas 4, 2
  • História familiar: trombose em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos 7

Exame Físico Direcionado

  • Sinais de malignidade oculta: linfadenopatia, hepatoesplenomegalia, massas abdominais 2, 7
  • Evidência de trombose: edema unilateral de membros, sinais de trombose venosa profunda, pulsos arteriais diminuídos 4
  • Estigmas de doenças sistêmicas: artrite temporal (arterite de células gigantes), livedo reticularis (síndrome antifosfolípide) 4

Workup Laboratorial Estratificado

Testes Iniciais Obrigatórios

Hemograma completo com plaquetas 4:

  • Anemia (pode indicar malignidade ou doença crônica)
  • Trombocitose >400×10³/μL (associada a estados hipercoaguláveis) 4
  • Policitemia ou trombocitemia (doenças mieloproliferativas) 2

Coagulograma básico 4:

  • Tempo de protrombina (TP)
  • Tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa)
  • Contagem de plaquetas

Marcadores inflamatórios 4:

  • Velocidade de hemossedimentação (VHS)
  • Proteína C reativa (PCR)

Função renal e hepática 4:

  • Creatinina sérica
  • Transaminases hepáticas

Testes para Trombofilias Hereditárias (Seletivos)

Importante: Em pacientes idosos, trombofilias hereditárias são causas menos prováveis, mas devem ser consideradas em apresentações atípicas 3, 7:

Indicações para testar trombofilias hereditárias 4, 7:

  • Trombose venosa não-provocada em idade <50 anos (menos relevante neste paciente)
  • História familiar forte de trombose
  • Trombose em locais incomuns (cerebral, mesentérica, portal)
  • Trombose recorrente sem causa identificável

Painel de trombofilias (se indicado) 4:

  • Fator V Leiden
  • Mutação da protrombina G20210A
  • Deficiência de proteína C
  • Deficiência de proteína S
  • Deficiência de antitrombina III

Armadilha crítica: Estes testes devem ser realizados fora do evento agudo e sem anticoagulação, pois resultados durante trombose aguda ou em uso de anticoagulantes são frequentemente imprecisos e difíceis de interpretar 5, 7.

Testes para Causas Secundárias (Prioritários em Idosos)

Síndrome antifosfolípide 4:

  • Anticorpo anticardiolipina (IgG e IgM)
  • Anticoagulante lúpico
  • Anti-β2-glicoproteína I

Screening para malignidade oculta 2, 7:

  • Tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve (se não realizada recentemente)
  • Marcadores tumorais direcionados por história/exame
  • Colonoscopia (se não atualizada)
  • Antígeno prostático específico (PSA)

Perfil metabólico 4, 2:

  • Glicemia de jejum (diabetes)
  • Perfil lipídico completo (dislipidemia, Lp(a) se disponível)
  • Homocisteína (se história de doença arterial prematura)

Doenças mieloproliferativas 2:

  • Mutação JAK2 V617F (se policitemia ou trombocitose)
  • Esfregaço de sangue periférico

Algoritmo de Decisão por Apresentação Clínica

Se Trombose Venosa (TEV)

  1. Workup imediato: Hemograma, coagulograma, função renal/hepática, D-dímero (se diagnóstico incerto) 4
  2. Screening de malignidade: TC tórax/abdome/pelve, marcadores tumorais, colonoscopia 7
  3. Síndrome antifosfolípide: Anticorpos antifosfolípides (especialmente se <65 anos ou história sugestiva) 4
  4. Trombofilias hereditárias: Considerar apenas se história familiar forte, idade jovem relativa, ou trombose recorrente 4, 7

Se Trombose Arterial

  1. Avaliação cardiovascular: ECG, ecocardiograma (fonte embólica cardíaca), Doppler carotídeo 4
  2. Fatores de risco ateroscleróticos: Perfil lipídico, glicemia, hemoglobina glicada 4
  3. Marcadores inflamatórios: VHS, PCR (arterite de células gigantes se >50 anos com sintomas sugestivos) 4
  4. Síndrome antifosfolípide: Anticorpos antifosfolípides 4
  5. Fibrinogênio e fator VII: Marcadores de hipercoagulabilidade arterial 3

Se Apresentação Mista ou Atípica

  1. Workup abrangente: Combinar elementos de ambos os algoritmos acima 1, 2
  2. Considerar causas raras: Hemoglobinúria paroxística noturna, doença de Behçet, hiperhomocisteinemia 4
  3. Avaliação reumatológica: FAN, complemento, crioglobulinas (se sinais sistêmicos) 2

Timing da Investigação Laboratorial

Momento ideal para testes de trombofilias hereditárias 5, 7:

  • Aguardar 2-4 semanas após evento agudo
  • Suspender anticoagulação por pelo menos 2 semanas (se seguro clinicamente)
  • Warfarina interfere com proteínas C e S
  • Heparina interfere com antitrombina III
  • Anticoagulantes orais diretos podem afetar múltiplos testes

Testes que podem ser realizados durante anticoagulação 7:

  • Fator V Leiden (teste genético)
  • Mutação da protrombina G20210A (teste genético)
  • Anticorpos antifosfolípides (mas confirmar após 12 semanas)

Considerações Especiais para Pacientes Idosos

Priorizar causas secundárias sobre hereditárias 3, 2, 7:

  • Malignidade oculta é a causa mais importante a excluir em idosos com trombose não-provocada
  • Trombofilias hereditárias raramente se manifestam pela primeira vez após os 60 anos
  • Múltiplos fatores de risco adquiridos frequentemente coexistem (fibrilação atrial, imobilidade, cirurgia recente, câncer)

Contexto cirúrgico recente 4:

  • Paciente >60 anos com cirurgia nas últimas 3 semanas tem risco alto de TEV (20-40% sem profilaxia)
  • Investigação de hipercoagulabilidade hereditária tem menor rendimento neste contexto
  • Focar em adequação da profilaxia e fatores de risco modificáveis

Fibrilação atrial 4:

  • Se presente, é causa suficiente para tromboembolismo arterial
  • Avaliar com CHA₂DS₂-VASc score (idade 78 anos = 2 pontos)
  • Investigação adicional de hipercoagulabilidade tem menor utilidade

Armadilhas Comuns a Evitar

  1. Não testar trombofilias durante anticoagulação aguda: Resultados não confiáveis e difíceis de interpretar 5, 7
  2. Não assumir que um teste positivo explica tudo: Múltiplas anormalidades coexistem frequentemente; continuar investigação de causas secundárias 5
  3. Não negligenciar screening de malignidade: Em idosos com TEV não-provocada, câncer oculto é achado em até 10% dos casos 7
  4. Não solicitar painel completo indiscriminadamente: Estratificar testes baseado na apresentação clínica e probabilidade pré-teste 1, 2

References

Research

The hypercoagulable states.

Annals of internal medicine, 1985

Research

Hypercoagulability in venous and arterial thrombosis.

Annals of internal medicine, 1997

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Research

Hypercoagulability: clinical assessment and treatment.

Southern medical journal, 2001

Guideline

Guidelines for Diagnosis, Evaluation, and Management of Tibial Bone Infarction

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Research

Hypercoagulability syndromes.

Archives of internal medicine, 2001

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