Diluição de Adrenalina para Tampão Nasal
Para tampão nasal tópico, utilize adrenalina 1:1000 (1 mg/mL) diretamente sem diluição, aplicada em pledgets de algodão bem espremidos, ou dilua para 1:2000 a 1:10,000 se preferir concentrações mais baixas para aplicação tópica.
Preparação da Solução Tópica
Concentração Padrão (Mais Comum)
- Adrenalina 1:1000 (1 mg/mL) pode ser usada diretamente sem diluição para aplicação tópica em tampões nasais, sendo esta a concentração mais estudada e segura quando os pledgets são adequadamente espremidos 1, 2.
- Cada pledget de algodão (0,5 × 3 polegadas) embebido em adrenalina 1:1000 e bem espremido retém aproximadamente 0,9-1,0 mg de adrenalina, independentemente do tempo de submersão (0-5 minutos) 1.
Diluições Alternativas
- Para criar solução 1:10,000: adicione 1 mL de adrenalina 1:1000 (1 mg) a 9 mL de solução salina normal, resultando em 10 mL de solução 1:10,000 (0,1 mg/mL) 3.
- Para criar solução 1:2000: dilua a adrenalina 1:1000 em proporção 1:1 com solução salina (exemplo: 1 mL de adrenalina + 1 mL de salina) 2.
Técnica de Aplicação Segura
Preparação dos Pledgets
- Submerja os pledgets de algodão na solução de adrenalina escolhida 1, 4.
- Esprema completamente os pledgets antes da aplicação para remover o excesso de solução e prevenir absorção sistêmica excessiva 1.
- O tempo de submersão (imediato até 5 minutos) não afeta significativamente a quantidade de adrenalina retida após espremer 1.
Quantidade Segura
- Com pledgets bem espremidos embebidos em adrenalina 1:1000, aproximadamente 1 mg de adrenalina é absorvido por pledget 1.
- A aplicação tópica de adrenalina 1:1000 a 1:2000 não causa alterações cardiovasculares agudas significativas durante cirurgia endoscópica nasal 2.
Comparação: Tópico vs Infiltração
Absorção Sistêmica
- A aplicação tópica (método de Moffett) com 1 mL de adrenalina 1:1000 resulta em pico plasmático de 1,27 nmol/L aos 10 minutos, significativamente menor que a infiltração submucosa 5.
- A infiltração submucosa com 4 mL de adrenalina 1:80,000 produz pico plasmático de 9 nmol/L em 1 minuto, 7,8 vezes maior que a aplicação tópica 5.
Perfil de Segurança
- Estudos prospectivos com 1260 casos usando adrenalina tópica 1:2000 e infiltração 1:100,000 identificaram apenas 0,16% de complicações cardiovasculares, todas relacionadas à infiltração, não à aplicação tópica 2.
- Não foram observadas alterações no ECG, frequência cardíaca ou pressão arterial após aplicação tópica de adrenalina 1:1000 2.
Infiltração Submucosa (Se Necessária)
Concentrações Recomendadas
- Para infiltração submucosa, utilize adrenalina 1:100,000 a 1:400,000 misturada com lidocaína 2% 4, 6.
- Adrenalina 1:400,000 produz resposta hemodinâmica significativamente menor que 1:200,000, mantendo condições cirúrgicas similares 6.
- Apenas 12,5% dos pacientes com adrenalina 1:400,000 apresentaram aumento >50% na pressão sistólica, comparado a 37,5% com 1:200,000 6.
Volume de Infiltração
- Limite a infiltração a aproximadamente 2 mL de solução por lado da cavidade nasal 4.
Armadilhas Críticas a Evitar
Erro de Concentração
- Nunca confunda adrenalina 1:1000 com 1:10,000 - usar 1:1000 intravenosamente quando 1:10,000 é indicado resultaria em dose 10 vezes maior 3.
- Adrenalina 1:1000 (1 mg/mL) é para uso tópico ou intramuscular; 1:10,000 (0,1 mg/mL) é para uso intravenoso 3.
Saturação Excessiva
- Complicações hemodinâmicas foram relatadas quando pledgets saturados não foram espremidos 1.
- Sempre esprema os pledgets completamente antes da aplicação para prevenir absorção sistêmica excessiva 1.
Monitorização Inadequada
- Monitore continuamente ECG, frequência cardíaca e pressão arterial durante todo o procedimento 4, 2.
- Efeitos colaterais graves relacionados à adrenalina são extremamente raros quando o paciente é monitorado adequadamente 4.
Considerações Práticas
- A solução de adrenalina 1 mg/mL já está na concentração 1:1000 e não requer diluição para uso tópico 3.
- A aplicação tópica concentrada (1:1000 a 1:2000) é mais segura que a infiltração em termos de alterações cardiovasculares 2.
- As alterações cardiovasculares observadas durante cirurgia nasal são predominantemente causadas pela infiltração, não pela aplicação tópica 2.