Should anticoagulation be continued and what other management is indicated in a patient with atrial fibrillation, normal biventricular systolic function, impaired diastolic relaxation with preserved overall function, and mild mitral and aortic valve degeneration with mild regurgitation?

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Anticoagulação em Fibrilação Atrial com Função Ventricular Preservada

Sim, a anticoagulação deve ser mantida indefinidamente neste paciente com fibrilação atrial, independentemente da função ventricular ou do status do ritmo cardíaco, baseando-se exclusivamente no escore de risco tromboembólico CHA₂DS₂-VASc. 1

Decisão sobre Anticoagulação

A decisão de manter anticoagulação não depende dos achados ecocardiográficos (função sistólica preservada, alterações valvares leves), mas sim do cálculo do escore CHA₂DS₂-VASc 1:

  • Homens com CHA₂DS₂-VASc ≥2: anticoagulação obrigatória 2, 1
  • Mulheres com CHA₂DS₂-VASc ≥3: anticoagulação obrigatória 2, 1
  • Homens com CHA₂DS₂-VASc = 1 ou mulheres com score = 2: considerar fortemente anticoagulação 1

O escore CHA₂DS₂-VASc inclui: insuficiência cardíaca congestiva (1 ponto), hipertensão (1 ponto), idade ≥75 anos (2 pontos), diabetes (1 ponto), AVC/AIT prévio (2 pontos), doença vascular (1 ponto), idade 65-74 anos (1 ponto), sexo feminino (1 ponto) 2, 1.

Escolha do Anticoagulante

Anticoagulantes orais diretos (DOACs) são preferíveis à varfarina na maioria dos pacientes 2:

  • Primeira linha: apixabana, rivaroxabana, edoxabana ou dabigatrana 2
  • Varfarina permanece apropriada apenas para: válvulas mecânicas, estenose mitral moderada-grave, ou controle excelente de INR (tempo em faixa terapêutica ≥70%) 2
  • Meta de INR com varfarina: 2,0-3,0 2, 3

Armadilhas Críticas a Evitar

Nunca descontinuar anticoagulação baseado em:

  • Restauração do ritmo sinusal (cardioversão ou ablação) 1, 4
  • Função ventricular preservada 2
  • Ausência de FA em monitorização 4
  • Alterações valvares leves 2

Aspirina não é recomendada para prevenção de AVC em fibrilação atrial 1.

Outras Condutas Essenciais

Controle de Frequência Cardíaca

Para FA persistente ou permanente, o controle de frequência é fundamental 2:

  • Primeira linha: betabloqueadores, diltiazem ou verapamil em pacientes com FEVE >40% 2
  • Meta de frequência: <80 bpm em repouso (controle rigoroso) ou <110 bpm (controle leniente se assintomático e FEVE preservada) 2
  • Betabloqueadores e/ou digoxina para FEVE ≤40% 2

Controle de Ritmo

Se houver sintomas persistentes apesar do controle de frequência 2:

  • Cardioversão elétrica é razoável para restaurar ritmo sinusal 2
  • Anticoagulação peri-cardioversão: ≥3 semanas antes e ≥4 semanas após cardioversão (INR 2,0-3,0) 2
  • Alternativa: ecocardiograma transesofágico para excluir trombo, permitindo cardioversão precoce com anticoagulação imediata 2

Manejo das Valvopatias Degenerativas

As alterações degenerativas leves de valvas mitral e aórtica com regurgitação leve não requerem tratamento específico neste momento, mas necessitam 2:

  • Ecocardiograma de seguimento anual ou bianual para monitorar progressão
  • Reavaliação se sintomas (dispneia, fadiga, palpitações) se desenvolverem

Fatores de Risco Modificáveis

Otimizar agressivamente 4:

  • Hipertensão arterial: controle rigoroso
  • Diabetes mellitus: controle glicêmico adequado
  • Obesidade: programa de perda de peso se IMC elevado
  • Insuficiência cardíaca: tratamento otimizado se presente

Monitorização

  • INR semanal durante início de varfarina, depois mensal quando estável 2
  • Reavaliação periódica da necessidade de anticoagulação 2
  • Atenção a interações medicamentosas: amiodarona requer redução de 25-40% da dose de varfarina 4

Evidência Sobre Função Ventricular e Anticoagulação

A função sistólica preservada não elimina o risco de AVC. Estudos demonstram que pacientes com FA e função ventricular normal ainda apresentam risco significativo de eventos tromboembólicos 2. A disfunção diastólica (relaxamento alterado) é comum em FA e não modifica a indicação de anticoagulação 2. O risco de AVC em FA relaciona-se à estase atrial e formação de trombos no apêndice atrial esquerdo, não à função ventricular 5.

References

Guideline

Anticoagulation Guidelines for Atrial Fibrillation

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Management of Atrial Fibrillation After Pulmonary Vein Antral Isolation

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

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