What investigations are recommended to diagnose and differentiate Crohn's disease from ulcerative colitis?

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Exames para Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa

Realize ileocolonoscopia completa com biópsias sistemáticas de pelo menos cinco locais (incluindo íleo terminal e reto) combinada com enterografia por ressonância magnética para estabelecer o diagnóstico e diferenciar as duas doenças. 1, 2


Avaliação Endoscópica (Exame Fundamental)

A ileocolonoscopia completa é imperativa para estabelecer o diagnóstico diferencial, mesmo que uma sigmoidoscopia inicial sugira retocolite ulcerativa. 1 Este é o exame mais importante porque permite visualização direta da mucosa e coleta de tecido para análise histológica, alcançando diagnóstico preciso em até 90% dos casos. 3

Protocolo de Biópsias

  • Colete no mínimo duas biópsias de cinco locais diferentes, incluindo íleo terminal e reto, mesmo de áreas com aparência normal. 1, 2
  • Biópsias de áreas não afetadas são essenciais para documentar histologicamente os segmentos preservados entre áreas inflamatórias, característica da doença de Crohn. 1
  • Examine sistematicamente o íleo terminal e todos os segmentos colônicos com descrição detalhada das lesões (tipo, localização, profundidade, extensão). 1

Características Endoscópicas Diferenciais

  • Retocolite ulcerativa: inflamação contínua começando no reto e estendendo-se proximalmente, envolvimento retal em >97% dos casos não tratados. 1
  • Doença de Crohn: lesões descontínuas (skip lesions), poupança retal, estenoses, fístulas, doença perianal. 1, 2

Exames de Imagem (Obrigatórios)

Realize sistematicamente enterografia por ressonância magnética (ou enterografia por tomografia computadorizada) em todos os pacientes no diagnóstico para avaliar a extensão da doença, envolvimento do intestino delgado e descartar complicações. 1, 2

Justificativa

  • Aproximadamente um terço dos pacientes com doença de Crohn tem envolvimento do intestino delgado que não é detectável pela colonoscopia. 1
  • A enterografia por ressonância magnética é a modalidade de primeira linha preferida para avaliar doença do intestino delgado além do alcance endoscópico, sem exposição à radiação ionizante. 2

Alternativas de Imagem

  • Ultrassonografia intestinal: sensibilidade de 85% e especificidade de 92% para detectar inflamação, comparável à enterografia por ressonância magnética para monitoramento, mas com menor sensibilidade para extensão total da doença (70% vs 80%). 2, 4, 5
  • Enterografia por tomografia computadorizada: reserve para apresentações agudas ou quando ressonância magnética é contraindicada, devido à exposição cumulativa à radiação. 2

Exames Laboratoriais Iniciais

Realize avaliação laboratorial básica incluindo hemograma completo, proteína C-reativa, albumina, função hepática, estudos de ferro, função renal e vitamina B12. 6, 1, 7

Marcadores Inflamatórios

  • Proteína C-reativa (PCR): correlaciona-se amplamente com gravidade clínica na retocolite ulcerativa, porém aproximadamente 20% dos pacientes com doença de Crohn ativa podem ter PCR normal. 1, 7
  • Velocidade de hemossedimentação (VHS): marcador inflamatório alternativo. 7

Marcadores Fecais

  • Calprotectina fecal: sensibilidade de 93% e especificidade de 96% para diagnosticar doença inflamatória intestinal em adultos, limiar ótimo de 100 μg/g. 1, 7
  • Lactoferrina fecal: biomarcador alternativo. 1, 7
  • Estes marcadores são úteis para selecionar pacientes para investigação diagnóstica, avaliar gravidade da doença e diagnosticar recidiva. 6

Avaliação de Deficiência de Ferro

  • Ferritina sérica <30 μg/L indica deficiência de ferro em pacientes sem inflamação ativa. 7
  • Ferritina sérica 30-100 μg/L com inflamação sugere quadro misto. 2, 7
  • Ferritina >100 μg/L e saturação de transferrina <20% indica anemia de doença crônica em pacientes com evidência bioquímica de inflamação. 7

Investigação Microbiológica (Essencial)

Exclua causas infecciosas antes de finalizar o diagnóstico, pois estas podem mimetizar doença inflamatória intestinal. 6, 1, 7

Testes Obrigatórios

  • Culturas de fezes para patógenos bacterianos comuns devem ser realizadas para excluir diarreia infecciosa. 2
  • Teste para toxina de Clostridioides difficile é obrigatório na investigação de suspeita de doença inflamatória intestinal. 6, 2
  • Teste microbiológico é recomendado em pacientes com recidiva de colite, incluindo infecção por C. difficile e citomegalovírus. 6

Marcadores Sorológicos (Valor Limitado)

Marcadores sorológicos (pANCA, ASCA) têm acurácia limitada e não devem ser utilizados isoladamente para diferenciar doença de Crohn de retocolite ulcerativa. 1, 2, 7

  • pANCA: detectado em até 65% dos pacientes com retocolite ulcerativa e menos de 10% com doença de Crohn. 6
  • ASCA: mais comum na doença de Crohn. 6
  • Anticorpos antiglicanos e antimicrobianos (anti-OmpC, CBir1) fornecem valor diagnóstico adicional mínimo. 7
  • Teste genético para polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) associados à doença inflamatória intestinal não fornece certeza diagnóstica. 2, 7

Exames Adicionais em Casos Indeterminados

Em 5-15% dos casos, avaliação endoscópica e histológica não permite diferenciação entre doença de Crohn e retocolite ulcerativa. 1, 7

Cápsula Endoscópica

  • Cápsula endoscópica do intestino delgado pode estabelecer diagnóstico definitivo demonstrando lesões de intestino delgado compatíveis com doença de Crohn em 17-70% dos pacientes com doença inflamatória intestinal não classificada. 1, 7
  • Cápsula de patência ou imagem prévia é necessária para excluir estenoses devido ao risco de retenção. 2, 7
  • Cápsula endoscópica negativa não exclui definitivamente diagnóstico futuro de doença de Crohn. 1, 7

Endoscopia Digestiva Alta

  • Não é rotineiramente necessária, exceto quando o paciente apresenta sintomas gastrointestinais superiores. 2

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Colonoscopia normal isolada não deve excluir doença de Crohn; imagem transversal é essencial para avaliação abrangente. 7
  • Não confie apenas em marcadores laboratoriais para diagnóstico, pois nenhum teste isolado é específico ou sensível o suficiente. 7
  • PCR normal não exclui doença ativa, pois aproximadamente 20% dos pacientes com doença de Crohn ativa podem ter PCR normal. 7
  • Falha em excluir causas infecciosas antes de fazer diagnóstico de doença inflamatória intestinal pode levar a tratamento inadequado. 7
  • Biópsias inadequadas ou insuficientes frequentemente perdem o padrão de lesões descontínuas característico da doença de Crohn. 7
  • Interpretar estudos de ferro sem considerar o impacto da inflamação pode levar a diagnóstico perdido de deficiência de ferro. 7

Características Histológicas Diferenciais

  • Granulomas não criptolíticos estão ausentes na retocolite ulcerativa, mas presentes em 61-67% dos pacientes com doença de Crohn não tratados. 1, 7
  • Abscessos de cripta são mais comuns na retocolite ulcerativa (41%) do que na doença de Crohn (19%). 1
  • Retocolite ulcerativa: inflamação limitada à mucosa e ocasionalmente submucosa, infiltrado inflamatório difuso sem variações de intensidade. 1
  • Doença de Crohn: inflamação transmural (afetando todas as camadas da parede intestinal), infiltrado inflamatório varia em intensidade dentro e entre biópsias. 1

References

Guideline

Diagnostic Approach for Crohn's Disease versus Ulcerative Colitis

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Diagnostic Approach to Crohn’s Disease

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Research

THE IMPORTANCE OF COLONOSCOPY IN INFLAMMATORY BOWEL DISEASES.

Arquivos brasileiros de cirurgia digestiva : ABCD = Brazilian archives of digestive surgery, 2018

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Diagnostic Approach to Inflammatory Bowel Disease

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

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