How is hepatic failure diagnosed using laboratory studies?

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Diagnóstico Laboratorial da Falência Hepática

A falência hepática é diagnosticada laboratorialmente pela presença de bilirrubina elevada e INR (Razão Normalizada Internacional) elevado, que definem a disfunção hepática primária. 1

Critérios Laboratoriais Essenciais

Marcadores Primários de Falência Hepática

Os dois exames laboratoriais fundamentais para diagnosticar falência hepática são:

  • Bilirrubina total elevada: Os pontos de corte variam entre 5-12 mg/dL dependendo da definição utilizada, sendo que valores ≥5.0 mg/dL são amplamente aceitos para identificar disfunção hepática significativa 1, 2

  • INR (Razão Normalizada Internacional) elevado: Coagulopatia definida por INR de 1.5-2.5 ou superior é utilizada para definir falência hepática aguda e insuficiência hepática aguda-sobre-crônica 1

Importante: O tempo de protrombina (TP) e o INR são os melhores indicadores de gravidade na lesão hepática aguda 3

Marcadores Complementares Importantes

Para avaliação completa da função hepática, outros exames são essenciais:

  • ALT (Alanina Aminotransferase): É o teste mais importante para reconhecimento de lesão hepática aguda e crônica, embora não se correlacione com a gravidade da lesão aguda 3, 4

  • Albumina sérica: Níveis reduzidos indicam disfunção sintética hepática e têm valor prognóstico 5, 3

  • Alfa-fetoproteína: Pode ser utilizada como índice prognóstico na falência hepática crônica 5

Contexto Clínico para Interpretação

Falência Hepática Aguda-sobre-Crônica (ACLF)

Para o diagnóstico de ACLF, os critérios laboratoriais devem ser interpretados junto com:

  • Deterioração clínica rápida e de início agudo 1
  • Presença de pelo menos uma falência de órgão extra-hepático (neurológico, circulatório, respiratório ou renal) 1
  • Doença hepática crônica subjacente com ou sem cirrose 1

Falência Hepática Aguda (ALF)

Na falência hepática aguda fulminante, os critérios incluem:

  • Coagulopatia de origem hepática (INR elevado) 6, 7
  • Encefalopatia hepática clinicamente aparente 7
  • Ausência de doença hepática crônica subjacente 7

Testes Etiológicos Específicos

Após confirmar a falência hepática pelos marcadores primários, investigar a etiologia:

  • Marcadores virais específicos: Devem ser os testes diferenciais iniciais tanto na lesão hepática aguda quanto crônica 3
  • Teste para HSV: Recomendado em pacientes com ALF, com tratamento se positivo 6
  • Teste para hepatite E: Especialmente em gestantes com ALF 6
  • Autoanticorpos: Para investigação de hepatite autoimune 6

Armadilhas Comuns a Evitar

Limitações importantes na interpretação laboratorial:

  • Os níveis de amônia têm valor diagnóstico limitado na prática diária, mas podem ser úteis para diagnóstico diferencial 8
  • O INR não deve ser o único método para reportar resultados de tempo de protrombina na doença hepática; pesquisas adicionais são necessárias para determinar o mecanismo de reporte que melhor se correlaciona com comprometimento funcional 4
  • Algoritmos que combinam diagnósticos hospitalares relevantes, evidência laboratorial de disfunção hepática e prescrições para tratamento de encefalopatia hepática tiveram baixos valores preditivos positivos para eventos confirmados de ALF 2

Monitoramento da Gravidade

Para avaliação prognóstica:

  • Escore MELD: Recomendado sobre os Critérios de King's College, com ponto de corte de 30.5 para prognóstico; escores mais altos predizem necessidade de transplante hepático 6
  • A combinação de bilirrubina, tempo de protrombina e alfa-fetoproteína pode ser considerada como índices prognósticos na falência hepática crônica 5

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