What is the recommended management of placenta accreta?

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Manejo do Acretismo Placentário

O manejo recomendado do acretismo placentário é a histerectomia cesárea planejada com a placenta deixada in situ, realizada entre 34 0/7 e 35 6/7 semanas de gestação, em um centro de nível III ou IV com equipe multidisciplinar experiente. 1

Momento Ideal do Parto

A janela de 34 0/7 a 35 6/7 semanas é o período preferencial para cesariana eletiva ou histerectomia em pacientes estáveis 1. Esta recomendação baseia-se em:

  • Capacidade dos grandes centros de manejar complicações neonatais nesta idade gestacional
  • Risco aumentado de sangramento após 36 semanas (aproximadamente metade das mulheres com acretismo placentário após 36 semanas requer parto emergencial por hemorragia) 1
  • Não é necessária amniocentese para avaliar maturidade pulmonar nesta idade gestacional 1

Corticosteroides antenatais devem ser administrados quando o parto é antecipado antes de 37 0/7 semanas 1.

Exceções ao Timing Planejado

Parto mais precoce pode ser necessário em casos de:

  • Sangramento persistente
  • Pré-eclâmpsia
  • Trabalho de parto
  • Ruptura de membranas
  • Comprometimento fetal
  • Comorbidades maternas em desenvolvimento 1

Abordagem Cirúrgica Padrão

Princípio Fundamental

Cesariana seguida imediatamente de histerectomia cesárea com a placenta deixada in situ é a abordagem mais aceita 1.

Tentativas de remoção placentar são fortemente desencorajadas devido ao risco significativo de hemorragia profusa 1.

Técnica Cirúrgica

  1. Posicionamento: Posição de litotomia dorsal para acesso vaginal e vesical 1

  2. Incisão cutânea: Incisões verticais ou transversas amplas (Maylard ou Cherney) para melhor visualização 1

  3. Inspeção uterina: Avaliar nível de invasão placentária e localização antes da histerotomia 1

  4. Histerotomia: Evitar a placenta sempre que possível, mesmo que seja necessária incisão não tradicional 1

  5. Após o parto do feto: Fechar rapidamente a incisão uterina e proceder com histerectomia 1

  6. Tipo de histerectomia: Histerectomia total é geralmente necessária devido ao sangramento do segmento inferior ou cervical 1

Preparação Pré-operatória Essencial

Equipe Multidisciplinar Obrigatória

  • Medicina materno-fetal
  • Anestesiologia
  • Cirurgiões pélvicos experientes (frequentemente oncologia ginecológica)
  • Neonatologia
  • Banco de sangue com protocolo de transfusão maciça 1

O uso de equipe multidisciplinar consistente melhora os desfechos maternos 1.

Otimização Pré-operatória

Anemia: Deve ser avaliada e tratada agressivamente 1:

  • Reposição oral de ferro
  • Infusões intravenosas de ferro
  • Agentes estimuladores de eritropoietina quando indicado

Banco de sangue: Notificação e colaboração são essenciais, especialmente em casos difíceis de compatibilizar 1.

Intervenções Controversas (NÃO Recomendadas Rotineiramente)

  • Stents ureterais: Valor incerto, decisão caso a caso 1
  • Balões de oclusão arterial ilíaca: Controverso, sem benefício comprovado em ensaio clínico randomizado, com risco de complicações vasculares graves 1
  • Repouso no leito ou pélvico: Benefício não comprovado 1

Manejo Intraoperatório da Hemorragia

Protocolo de Transfusão Maciça

Proporção de 1:1:1 a 1:2:4 de concentrado de hemácias: plasma fresco congelado: plaquetas 1

Princípios Críticos

  • Manter temperatura corporal >36°C (fatores de coagulação funcionam mal abaixo desta temperatura) 1
  • Evitar acidose
  • Re-dosar antibióticos profiláticos se perda sanguínea ≥1.500 mL 1
  • Tratar baseado na apresentação clínica, não esperar resultados laboratoriais 1

Medidas Temporárias de Controle

  • Compressão ou clampeamento aórtico (reservado para situações heroicas) 1
  • Empacotamento pélvico (pode ser deixado por 24 horas com abdome aberto) 1

Manejo Conservador (Preservação Uterina)

O manejo conservador ou expectante deve ser considerado apenas para casos cuidadosamente selecionados após aconselhamento detalhado sobre riscos, benefícios incertos e eficácia, e deve ser considerado investigacional 1.

Esta abordagem pode ser considerada em:

  • Acretismo focal com possibilidade de remoção e reparo do defeito
  • Pacientes que desejam preservar fertilidade futura
  • Pacientes que concordam com monitoramento rigoroso 1, 2

Armadilha importante: Mesmo com manejo conservador, há risco substancial de necessidade de histerectomia de emergência por hemorragia.

Reconhecimento Intraoperatório Inesperado

Se o acretismo placentário for reconhecido inesperadamente durante a cesariana 1:

  1. Antes da histerotomia: Pausar o caso até que expertise cirúrgica ideal chegue
  2. Após abertura uterina e parto: Fechar rapidamente o útero e proceder com histerectomia
  3. Mobilizar recursos: Anestesia, acesso venoso adicional, produtos sanguíneos, equipe de cuidados críticos
  4. Se recursos inadequados: Considerar estabilização e transferência para centro de referência

Cuidados Pós-operatórios

Monitoramento em unidade de terapia intensiva é frequentemente necessário 1.

Vigilância para Complicações

  • Sangramento contínuo (baixo limiar para reoperação) 1
  • Insuficiência renal ou hepática
  • Infecção
  • Lesão não reconhecida de ureter, bexiga ou intestino
  • Edema pulmonar
  • Coagulação intravascular disseminada
  • Síndrome de Sheehan (necrose hipofisária pós-parto) 1

Armadilhas Comuns a Evitar

  1. Não tentar remover a placenta manualmente - isto resulta em hemorragia profusa 1
  2. Não esperar além de 36 semanas - risco de hemorragia emergencial aumenta drasticamente 1
  3. Não realizar parto em centro sem recursos adequados - desfechos são significativamente piores 1, 3
  4. Não subestimar a perda sanguínea - preparar para transfusão maciça desde o início 1

References

Guideline

placenta accreta spectrum.

American Journal of Obstetrics and Gynecology, 2018

Research

Management of placenta accreta.

Acta obstetricia et gynecologica Scandinavica, 2013

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