How should tachycardia occurring during amphotericin B infusion be managed?

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Manejo da Taquicardia Durante Infusão de Anfotericina B

A taquicardia durante a infusão de anfotericina B é uma reação infusional aguda comum que deve ser manejada com desaceleração ou interrupção temporária da infusão, seguida de pré-medicação para doses subsequentes.

Reconhecimento e Resposta Imediata

A taquicardia é uma das reações infusionais agudas mais frequentes da anfotericina B, ocorrendo tipicamente 15-20 minutos após o início da infusão 1. Se taquicardia significativa ocorrer durante a infusão, interrompa temporariamente a administração e monitore os sinais vitais até estabilização 1.

Características das Reações Infusionais

As reações relacionadas à infusão incluem 1:

  • Taquicardia (aumento médio de 135-225 batimentos/minuto acima da linha de base)
  • Febre e calafrios (ocorrem em 51-66% dos pacientes)
  • Hipotensão
  • Taquipneia
  • Náuseas e vômitos

Importante: Infusões rápidas estão associadas a maior risco de hipotensão, hipocalemia, arritmias e choque, devendo ser evitadas 1.

Estratégia de Prevenção e Manejo

Velocidade de Infusão

A anfotericina B deoxicolato deve ser infundida lentamente ao longo de 6-8 horas, a uma taxa de 0,08 mg/kg/hora 2. Estudos demonstram que:

  • Infusões rápidas (45 minutos) causam significativamente mais calafrios, taquicardia e necessidade de meperidina comparadas a infusões lentas (4 horas) 3
  • A incidência de reações diminui com infusões mais lentas, embora o início dos sintomas ocorra mais tarde 4
  • Para formulações lipídicas, infusões de 2 horas são geralmente adequadas 5

Pré-medicação

Administre pré-medicação antes de cada infusão de anfotericina B 2:

  • Difenidramina (antihistamínico)
  • Acetaminofeno/Paracetamol (antipirético)
  • Considere corticosteroides em baixas doses imediatamente antes ou durante a infusão para reações febris graves 1

A evidência mostra que a pré-medicação desde a primeira dose reduz significativamente a incidência de reações infusionais (P = 0,006) 6. Embora estudos mais antigos sugiram eficácia limitada da pré-medicação empírica 7, dados mais recentes em pacientes oncohematológicos demonstram benefício claro 6.

Manejo da Taquicardia Estabelecida

Se taquicardia persistir apesar da desaceleração da infusão:

  1. Meperidina 25-50 mg IV pode diminuir a duração de calafrios e febre que acompanham a taquicardia 1
  2. Mantenha o paciente em decúbito dorsal e monitore sinais vitais continuamente 8
  3. Considere administração de difenidramina IV se não foi pré-medicado 9

Hidratação e Prevenção de Nefrotoxicidade

Administre 1 litro de solução salina normal antes e após a infusão de anfotericina B deoxicolato 2. Esta estratégia:

  • Reduz o risco de nefrotoxicidade 9, 1
  • Pode diminuir reações infusionais, incluindo taquicardia
  • É especialmente importante em pacientes com função renal comprometida

Considerações Especiais

Formulações Lipídicas

Se reações infusionais graves persistirem apesar das medidas acima, considere trocar para anfotericina B lipossomal, que tem perfil de tolerabilidade significativamente melhor 5, 10. A análise multivariada demonstra que anfotericina B lipossomal tem menor risco de reações infusionais comparada ao complexo lipídico (OR 3,04, P = 0,008) 6.

Reações Pulmonares Agudas

Atenção: Raramente, podem ocorrer reações pulmonares graves com dispneia aguda, aperto torácico e taquicardia dentro de 15 minutos do início da infusão 11, 12. Se houver comprometimento respiratório significativo:

  • Interrompa imediatamente a infusão
  • Administre oxigênio suplementar
  • Considere broncodilatadores se houver broncoespasmo 1

Monitoramento

Durante e após cada infusão, monitore 8, 1:

  • Sinais vitais (especialmente frequência cardíaca e pressão arterial)
  • Eletrólitos séricos (potássio, magnésio)
  • Função renal
  • ECG se houver arritmias ou prolongamento do QTc

Armadilhas Comuns

  • Não infundir rapidamente para "terminar logo" - isso aumenta dramaticamente o risco de reações graves 1, 3
  • Não assumir que reações diminuirão sozinhas - intervenção ativa é necessária
  • Não esquecer de pré-medicar doses subsequentes após primeira reação - a tolerância se desenvolve, mas pré-medicação ainda é benéfica 3, 7
  • Evitar uso concomitante de outros agentes nefrotóxicos que podem potencializar toxicidade 1

References

Research

Pretreatment regimens for adverse events related to infusion of amphotericin B.

Clinical infectious diseases : an official publication of the Infectious Diseases Society of America, 1995

Research

Pulmonary toxicity during infusion of liposomal amphotericin B in two patients with acute leukemia.

European journal of clinical microbiology & infectious diseases : official publication of the European Society of Clinical Microbiology, 1995

Research

Pulmonary reactions during treatment with amphotericin B: review of published cases and guidelines for management.

Clinical infectious diseases : an official publication of the Infectious Diseases Society of America, 2001

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