How should tachycardia occurring during amphotericin B infusion be managed?

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Manejo da Taquicardia Durante Infusão de Anfotericina B

A taquicardia durante a infusão de anfotericina B deve ser manejada imediatamente com a desaceleração ou interrupção temporária da infusão, seguida de medidas de suporte e ajustes na velocidade de administração para prevenir recorrências.

Reconhecimento e Resposta Imediata

A taquicardia é uma reação infusional aguda comum com anfotericina B, tipicamente ocorrendo dentro de 15-20 minutos após o início da infusão 1. Esta reação pode ser acompanhada por febre, calafrios, hipotensão e taquipneia 1.

Ações Imediatas Quando Taquicardia Ocorre:

  • Interrompa temporariamente a infusão se a taquicardia for significativa ou acompanhada de outros sintomas cardiovasculares 2
  • Monitore sinais vitais continuamente, incluindo pressão arterial e frequência cardíaca
  • Avalie se há hipotensão, arritmias ou sinais de choque - estas são emergências que requerem suporte cardiovascular imediato 1
  • Mantenha o paciente em posição supina se houver hipotensão associada 3

Estratégias de Prevenção e Manejo

Velocidade de Infusão

A infusão lenta é fundamental para minimizar reações cardiovasculares. A anfotericina B desoxicolato deve ser administrada em 5% dextrose com infusão lenta durante 6-8 horas, a uma taxa de 0,08 mg/kg/hora 4. Evidências demonstram que infusões rápidas (45 minutos) causam significativamente mais taquicardia e outras reações adversas comparadas a infusões lentas (4 horas), com aumento médio máximo de pulso de 225 ± 64 versus 135 ± 56 batimentos por minuto (P < 0,02) 5.

Armadilha Comum: Evite infusões rápidas, especialmente nos primeiros 5-7 dias de tratamento, quando as reações são mais problemáticas 5, 6. A infusão rápida está associada a hipotensão, hipocalemia, arritmias e choque 1.

Pré-Medicação

Administre pré-medicação antes de cada infusão 4, 7:

  • Difenidramina ou acetaminofeno para prevenir reações febris 4, 7
  • Considere meperidina (25-50 mg IV) se calafrios e febre ocorrerem durante a infusão - demonstrou diminuir a duração destes sintomas 1

A pré-medicação desde a primeira dose é estatisticamente significativa na redução de reações infusionais (P = 0,006) 8.

Hidratação e Suporte Eletrolítico

  • Administre 1 litro de solução salina normal antes e após a infusão para reduzir nefrotoxicidade e melhorar tolerância cardiovascular 4, 7
  • Monitore e corrija hipocalemia e hipomagnesemia, que podem predispor a disfunção cardíaca e potencializar toxicidade digitálica 1
  • A hipocalemia induzida pela anfotericina B pode agravar arritmias 1

Monitorização Laboratorial

Monitore frequentemente (1-2 vezes por semana) 3:

  • Eletrólitos séricos (especialmente potássio e magnésio)
  • Função renal (creatinina, ureia)
  • ECG - particularmente importante pois a anfotericina B pode causar prolongamento do QTc e arritmias 3, 1

Considerações Especiais por Formulação

Anfotericina B Lipossomal

A formulação lipossomal geralmente é melhor tolerada que o desoxicolato, com menos reações infusionais 9, 10. Entretanto, pode causar reações agudas em aproximadamente 20% dos pacientes, incluindo dor torácica, dispneia e hipóxia, que ocorrem nos primeiros 5 minutos de infusão 7. Estas reações podem ser mediadas por pseudoalergia relacionada à ativação do complemento induzida por lipossomas (CARPA) 3.

Se taquicardia ocorrer com anfotericina B lipossomal:

  • Interrompa temporariamente a infusão
  • Administre difenidramina IV
  • Reinicie a infusão mais lentamente após resolução dos sintomas 7

Pacientes de Alto Risco

Evite infusões rápidas em pacientes com 6:

  • Doença cardiovascular
  • Disfunção renal
  • Distúrbios eletrolíticos (especialmente hipocalemia)
  • Neutropenia (fator de risco independente para reações infusionais - OR 11,02, P = 0,025) 8

Manejo de Reações Graves

Se ocorrer hipotensão, arritmias ou reações anafilactoides 1:

  • Descontinue imediatamente a infusão
  • Administre suporte cardiovascular (fluidos IV, vasopressores se necessário)
  • Administre difenidramina IV para reações alérgicas
  • Monitore continuamente até estabilização
  • Considere trocar para formulação lipossomal se disponível 9, 10

Ajustes para Doses Subsequentes

  • Desenvolve-se tolerância às reações infusionais com doses subsequentes, com diminuição significativa na incidência e gravidade até o dia 7 5
  • Se a terapia for interrompida por mais de 7 dias, reinicie com a dose mais baixa (0,25 mg/kg) e aumente gradualmente 1
  • Considere administração em dias alternados para diminuir anorexia e flebite 1

Quando Considerar Mudança de Formulação

Troque para anfotericina B lipossomal se 9, 10:

  • Reações infusionais intoleráveis persistem apesar das medidas preventivas
  • Disfunção renal moderada a grave
  • Pacientes com doença cardiovascular significativa que não toleram as reações hemodinâmicas

A formulação lipossomal tem perfil de segurança superior com menos toxicidade, embora as reações infusionais agudas ainda possam ocorrer 9, 11.

References

Research

Pulmonary toxicity during infusion of liposomal amphotericin B in two patients with acute leukemia.

European journal of clinical microbiology & infectious diseases : official publication of the European Society of Clinical Microbiology, 1995

Research

Rapid infusion of amphotericin B in dextrose.

The Annals of pharmacotherapy, 1995

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