What are the possible causes and recommended work‑up for a persistent non‑productive cough in a patient without fever or flu symptoms?

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Tosse Seca Persistente: Causas e Investigação

Uma tosse seca persistente sem sintomas de gripe requer investigação sistemática das três causas mais comuns: síndrome de tosse das vias aéreas superiores (gotejamento pós-nasal), asma/bronquite eosinofílica não-asmática, e doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). 1

Classificação Temporal

Primeiro, determine a duração da tosse:

  • Tosse subaguda (3-8 semanas): Considere tosse pós-infecciosa, mesmo sem história clara de infecção respiratória recente 1
  • Tosse crônica (>8 semanas): Proceda com investigação completa das causas comuns 1

Causas Principais e Abordagem Diagnóstica

1. Síndrome de Tosse das Vias Aéreas Superiores (UACS/Gotejamento Pós-Nasal)

Inicie o tratamento empírico com anti-histamínico/descongestionante oral de primeira geração, pois a história clínica sozinha não é confiável para confirmar ou excluir este diagnóstico 1. Esta é a primeira linha de tratamento recomendada.

2. Asma ou Bronquite Eosinofílica Não-Asmática (NAEB)

Se a tosse persistir após tratamento para UACS:

  • Realize espirometria para detectar obstrução reversível
  • Se espirometria normal: Idealmente faça teste de broncoprovocação com metacolina 1
  • Teste de óxido nítrico exalado ou eosinófilos no escarro induzido para detectar inflamação eosinofílica 2, 3

Diferença crítica: A NAEB apresenta inflamação eosinofílica das vias aéreas SEM hiperresponsividade brônquica, ao contrário da asma 2, 3. Ambas respondem a corticosteroides inalados.

Se testes não estiverem disponíveis, considere trial terapêutico com corticosteroides inalados + broncodilatadores ou inibidores de leucotrienos 1.

3. Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)

Se tosse persiste após tratamento adequado de UACS e asma/NAEB, trate empiricamente para DRGE 1. A DRGE pode causar tosse mesmo sem sintomas digestivos típicos.

Importante: Não prescreva inibidores de bomba de prótons se a investigação para refluxo ácido foi negativa 4.

Causas Menos Comuns a Considerar

  • Medicamentos: Suspenda imediatamente inibidores da ECA se o paciente estiver usando 1
  • Tabagismo: Aconselhe e auxilie na cessação tabágica 1
  • Tosse pós-infecciosa: Se duração 3-8 semanas, considere:
    • Ipratrópio inalado como primeira opção 1
    • Corticosteroides inalados se ipratrópio falhar 1
    • Prednisona oral 30-40mg/dia por período curto para paroxismos graves 1
  • Coqueluche (Bordetella pertussis): Suspeite se tosse ≥2 semanas com paroxismos, vômitos pós-tosse ou som inspiratório característico 1

Investigação Adicional se Tosse Persiste

Se as causas comuns foram adequadamente tratadas sem resolução:

  • TC de tórax para avaliar causas incomuns 1
  • Broncoscopia se TC sugerir anormalidades 1, 5
  • Considere causas raras: corpo estranho, bronquite linfocítica, pneumonia lipóidica 1, 2, 6

Tosse Crônica Inexplicada (Refratária)

Apenas após investigação completa e tratamento adequado das causas identificáveis, considere:

  • Gabapentina: Dose inicial 300mg/dia, aumentando até máximo de 1800mg/dia em doses divididas, se tolerado 4
    • Discuta riscos e benefícios antes de iniciar
    • Reavalie perfil risco-benefício aos 6 meses 4
  • Não prescreva corticosteroides inalados se testes para hiperresponsividade brônquica e eosinofilia forem negativos 4

Armadilhas Comuns

  • Múltiplas causas simultâneas: Mais de uma condição pode estar presente; o tratamento deve ser sequencial e aditivo 1
  • Tratamento inadequado: Certifique-se de que cada causa foi tratada de forma otimizada e por tempo suficiente antes de descartá-la
  • Diagnóstico prematuro de tosse inexplicada: Não faça este diagnóstico antes de excluir causas incomuns 1, 4

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