Which soft‑tissue lesions of the external auditory canal can be diagnosed on computed tomography (CT) with a reasonable degree of confidence?

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Lesões de Partes Moles do Canal Auditivo Externo Diagnosticáveis por TC

A TC de osso temporal com contraste intravenoso é o método de escolha para avaliar lesões de partes moles do canal auditivo externo, permitindo diagnóstico confiável de colesteatoma do canal auditivo externo, otite externa necrosante/maligna, e identificação de massas inflamatórias e neoplásicas com suas extensões.

Lesões Diagnosticáveis com Alto Grau de Confiança

Colesteatoma do Canal Auditivo Externo (CCAE)

A TC demonstra características altamente específicas do CCAE 1, 2:

  • Massa de densidade de partes moles no canal auditivo externo
  • Erosão óssea adjacente (presente em 100% dos casos)
  • Fragmentos ósseos intramurais (identificados em aproximadamente 54% dos casos) - este achado é praticamente patognomônico
  • Localização preferencial: inferior (61%) ou posterior (61%), podendo ser circunferencial

Extensões detectáveis pela TC 1, 3:

  • Orelha média (38% dos casos)
  • Mastoide (89% dos casos)
  • Erosão do canal do nervo facial (15-33%)
  • Deiscência do tegmen timpânico (8%)

Otite Externa Necrosante/Osteomielite da Base do Crânio

A TC com contraste é excelente para demonstrar 4:

  • Erosões ósseas - achado fundamental com alta acurácia diagnóstica
  • Alterações inflamatórias circundantes e tecido mole anormal na base do crânio
  • Localização de coleções - principal benefício do contraste segundo Lau et al
  • Desmineralização óssea - melhor visualizada na TC

A TC de osso temporal tem alta resolução espacial e demonstra alterações sutis superiormente ao TC de crânio ou pescoço 4.

Massas Inflamatórias e Neoplásicas

A TC permite diagnóstico confiável de 5, 6:

  • Pólipo aural - massa de partes moles com características inflamatórias
  • Tecido de granulação - identificável pela densidade e padrão de realce
  • Hemangioma - padrão de realce característico
  • Papiloma - massa com características específicas
  • Ceruminoma - lesão bem definida
  • Carcinoma de células escamosas, basocelular ou adenocístico - invasão óssea e extensão

Limitações da TC

Quando a RM é Superior

A RM é complementar e superior para 4:

  • Caracterização de tecidos moles - diferenciação entre tecido cicatricial, granulação inflamada e colesteatoma
  • Complicações intracranianas - meningite, cerebrite, abscesso, trombose venosa
  • Alterações de medula óssea - melhor demonstradas na RM
  • Envolvimento de estruturas neurovasculares - avaliação mais precisa

Lesões com Diagnóstico Limitado por TC Isolada

A TC não consegue diferenciar com confiança 4:

  • Natureza exata de tecidos moles (cicatriz vs. granulação vs. colesteatoma) - requer RM com difusão
  • Extensão precisa de envolvimento de partes moles na base do crânio - RM é superior
  • Complicações intracranianas precoces - RM tem maior sensibilidade

Protocolo Técnico Recomendado

Para avaliação ótima de lesões de partes moles do CAE 4:

  • TC de osso temporal COM contraste IV (não TC de crânio ou pescoço - menor resolução espacial)
  • Alta resolução espacial para demonstrar alterações sutis
  • Janelas ósseas para avaliar erosões
  • Janelas de partes moles para caracterizar massas e realce

Armadilhas Comuns a Evitar

  1. Não solicitar TC de crânio ou pescoço - campo de visão muito amplo e resolução espacial inadequada para o osso temporal 4

  2. Não confiar apenas em TC sem contraste - perde informações sobre coleções, tecido inflamatório e envolvimento vascular 4

  3. Não assumir que toda massa com erosão óssea é maligna - colesteatoma do CAE causa erosão extensa mas é benigno 1, 2

  4. Reconhecer quando a RM é necessária - sempre que houver suspeita de complicação intracraniana ou necessidade de caracterização tecidual precisa 4

Abordagem Algorítmica

Para lesão de partes moles do CAE:

  1. Primeira linha: TC de osso temporal COM contraste IV
  2. Se houver suspeita de complicação intracraniana: adicionar RM de crânio e CAI com e sem contraste
  3. Se houver necessidade de caracterizar colesteatoma vs. tecido cicatricial: RM com sequências de difusão (DWI não-ecoplanar) 4

References

Research

External auditory canal cholesteatoma: clinical and imaging spectrum.

AJNR. American journal of neuroradiology, 2003

Research

External Auditory Canal Cholesteatoma: Clinical and Radiological Features.

International archives of otorhinolaryngology, 2022

Guideline

acr appropriateness criteria® inflammatory ear disease.

Journal of the American College of Radiology, 2025

Research

Lesions in the external auditory canal.

The Indian journal of radiology & imaging, 2011

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