What is the recommended approach for providing analgesia, including opioid dosing and adjunctive non‑opioid medications?

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Abordagem Recomendada para Analgesia

A analgesia deve ser multimodal, priorizando agentes não-opioides como primeira linha (acetaminofeno, AINEs, bloqueios regionais) e reservando opioides para dor severa ou refratária, na menor dose efetiva e pelo menor tempo possível 1, 2.

Estratégia Algorítmica de Analgesia

Primeira Linha: Agentes Não-Opioides

Inicie sempre com:

  • Acetaminofeno: Agente de primeira linha com eficácia moderada e efeitos antipiréticos 1

    • Ajuste dose em cirrose hepática ou insuficiência hepática aguda
  • AINEs (ex: Ibuprofeno): Eficazes para dor inflamatória 1

    • Cuidado: Risco aumentado de sangramento em úlcera péptica, idade avançada, possível comprometimento da cicatrização óssea
    • Contrário ao mito comum, meta-análise de 27 estudos randomizados não mostrou diferença em sangramento pós-operatório com cetorolaco (OR 1.1; 95% IC 0.61-2.06; P=0.72) 3

Segunda Linha: Adjuvantes Especializados

Adicione conforme necessário:

  • Ketamina: Efeito poupador de opioides, interage diretamente com vias de dor 1

    • Cuidado: Pode causar pensamentos desorganizados, alucinações angustiantes, agitação
    • Doses subanestésicas reduzem efeitos adversos
  • Lidocaína IV: Perfil de segurança elevado, bem tolerada 1

    • Limitação: Falta de dados robustos; doses altas ou disfunção hepática podem precipitar toxicidade ou arritmias
  • Gabapentinoides: Úteis em dor neuropática 4

Terceira Linha: Opioides (Quando Necessário)

Use opioides SOMENTE quando:

  1. Dor severa não responsiva a não-opioides
  2. Dor que não respondeu à terapia não-opioide 5

Princípios de prescrição de opioides:

  • Menor dose efetiva pelo menor tempo possível 2, 5
  • Prefira opioides de ação curta 5
  • Evite em insuficiência renal (TFG <30 mL/min/1.73 m²): meperidina, codeína, morfina (metabólitos ativos) 2
  • Preferidos em insuficiência renal: fentanil, sufentanil, metadona (sem metabólitos ativos) 2

Antes de prescrever opioides:

  • Identifique fatores de risco para transtorno de uso de opioides 6
  • Consulte programa de monitoramento de prescrições 5
  • Eduque sobre riscos: depressão respiratória, consciência deprimida, náusea, vômito, íleo, delirium (dose-dependente), tolerância, abstinência, hiperalgesia 1

Para pacientes em uso crônico de opioides:

  • Continue opioides pré-operatórios até o dia da cirurgia, incluindo dose matinal 2
  • Estes pacientes necessitarão doses maiores que o usual ou analgesia adjuvante não-opioide para controle adequado 2
  • Apresentam escores de dor mais altos, resolução mais lenta, internação prolongada 2

Técnicas Regionais

Considere bloqueios de nervos periféricos e truncais 7:

  • Reduzem exposição a opioides
  • Otimizam deambulação precoce e recuperação funcional
  • Componente crítico de vias perioperatórias protocolizadas

Intervenções Não-Farmacológicas

Antes de iniciar/escalar medicações, otimize:

  • Sincronização ventilatória (pacientes em ventilação mecânica) 1
  • Reposicionamento para aliviar desconforto 1
  • Higiene do sono para reduzir insônia 1
  • Trate constipação ou retenção urinária 1
  • Considere abstinência de drogas, dispneia 1

Técnicas adjuvantes:

  • Massagem, relaxamento, meditação 1
  • Terapia musical, técnicas de distração 1
  • Otimização ambiental (exposição solar, arte) 1
  • Estimulação elétrica nervosa transcutânea 8

Armadilhas Comuns

  1. Não co-administre opioides parenterais e orais simultaneamente 5
  2. Cuidado ao co-prescrever opioides com outros depressores do SNC 5
  3. Meperidina, fentanil, sufentanil, metadona, levorfanol, tapentadol, tramadol: Aumentam risco de toxicidade quando combinados com medicações serotoninérgicas/noradrenérgicas 2
  4. Codeína e tramadol: São pró-drogas que requerem metabolismo por CYP2D6; inibidores desta enzima resultam em analgesia inadequada 2
  5. Nunca coloque adesivos de fentanil sob aquecedores de ar forçado 2

Educação e Seguimento

Instrua pacientes a:

  • Comunicar se dor não está controlada ou se ocorrerem efeitos colaterais 6
  • Parar opioides quando dor estiver controlada com não-opioides 6
  • Parar todos analgésicos quando dor resolver 6
  • Armazenar opioides prescritos de forma segura 6
  • Descartar opioides não utilizados através de programas de devolução 6

Acompanhamento em 30 dias:

  • Verificar se paciente parou de usar opioides 6
  • Confirmar descarte de opioides não utilizados 6
  • Avaliar satisfação com plano de manejo da dor 6

Evidência de Suporte

A diretriz BMJ 2024 1 e o consenso SPAQI 2021 2 fornecem as recomendações mais recentes e de maior qualidade, enfatizando abordagem multimodal com não-opioides como primeira linha. Aproximadamente 50% dos pacientes em vias ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) não necessitam opioides após alta hospitalar quando analgesia multimodal é implementada adequadamente 3.

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