Explain the pathophysiology of epilepsy.

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Fisiopatologia da Epilepsia

A epilepsia resulta de atividade neuronal excessiva e sincronizada anormal no cérebro, causada por um desequilíbrio fundamental entre neurotransmissão excitatória e inibitória, com envolvimento crítico de células gliais na modulação da excitabilidade neuronal. 1

Mecanismo Celular Básico

A fisiopatologia da epilepsia centra-se em hiperexcitabilidade neuronal e hipersincronização, que resultam em descargas elétricas corticais excessivas e síncronas 1. Apesar de décadas de investigação extensiva, os mecanismos básicos das crises epilépticas ainda não foram completamente elucidados 1.

Desequilíbrio Neuroquímico

O mecanismo central envolve:

  • Desequilíbrio glutamato-GABA: Um desequilíbrio entre o glutamato (neurotransmissor excitatório) e o ácido gama-aminobutírico/GABA (neurotransmissor inibitório) leva à hiperexcitabilidade 2
  • Alterações sinápticas: Modificações nas funções sinápticas e propriedades intrínsecas dos neurónios são mecanismos comuns subjacentes à hiperexcitabilidade 2
  • Sistemas neuromoduladores: Sistemas neurotransmissores catecolaminérgicos e peptídeos opioides também desempenham papéis na epileptogénese 2

Papel das Células Gliais

As células gliais, particularmente astrócitos e microglia, emergiram como alvos cruciais na fisiopatologia da epilepsia 3, 4:

  • Astrócitos: Regulam a homeostase neuronal, excitabilidade e plasticidade sináptica. A astrogliose reativa pode levar a atividade neuronal anormal e geração de crises. Libertam gliotransmissores, citocinas e quimiocinas que podem exacerbar ou mitigar crises 3
  • Microglia: Contribuem para neuroinflamação, excitotoxicidade do glutamato e o equilíbrio entre neurotransmissão excitatória e inibitória 3
  • Oligodendrócitos: Modulam a excitabilidade axonal e contribuem para a rede neurónio-glia subjacente à patogénese das crises 3

Mecanismos de Epileptogénese

Canalopatias

Defeitos genéticos identificados em quatro epilepsias monogénicas revelaram que estas doenças são causadas por mutações em canais iónicos, lançando nova luz sobre a fisiopatologia 2:

  • Epilepsia generalizada com crises febris
  • Epilepsia frontal noturna autossómica dominante
  • Convulsões neonatais familiares benignas
  • Ataxia episódica tipo 1 com crises parciais

Alterações de Neurotransmissores e Receptores

Existem alterações conhecidas de neurotransmissores e receptores na epilepsia 1:

  • GABA: Neurotransmissor inibitório importante na regulação da atividade epiléptica (avaliado com 11C-flumazenil)
  • Opioides: Podem reduzir a propagação da atividade elétrica e ter efeito anticonvulsivante
  • Serotonina: Pode ter efeito anticonvulsivante
  • Dopamina: Alterações nos receptores de dopamina foram associadas a várias formas de epilepsia

Classificação Fisiopatológica

Crises Focais vs. Generalizadas

Crises focais surgem dentro de redes de um único hemisfério cerebral e podem permanecer localizadas ou subsequentemente tornar-se mais amplamente distribuídas 1.

Crises generalizadas afetam rapidamente ambos os hemisférios e ambos os lados do corpo, mesmo quando causadas por uma lesão "focal" 1.

Crises Provocadas vs. Não Provocadas

  • Crises provocadas (sintomáticas agudas): Ocorrem no momento ou dentro de 7 dias de um insulto neurológico, sistémico, metabólico ou tóxico agudo (hiponatremia, abstinência, ingestões tóxicas, encefalite, lesões do SNC) 5
  • Crises não provocadas: Ocorrem na ausência de fatores precipitantes agudos, incluindo crises sintomáticas remotas e crises idiopáticas 5

Lesões Estruturais Associadas

Certos tipos de distúrbios convulsivos estão associados a lesões cerebrais estruturais 1:

  • Tumores
  • Infeção
  • Enfarte
  • Traumatismo cranioencefálico
  • Malformações vasculares
  • Anomalias do desenvolvimento
  • Patologia cerebral associada a crises

Armadilha Clínica Importante

Apesar da investigação extensiva, a classificação das crises é operacional e não baseada em mecanismos fundamentais 1. Isto significa que a classificação clínica atual serve principalmente para comunicação, ensino e investigação, mas não reflete completamente os mecanismos fisiopatológicos subjacentes.

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