How is COPD classified according to the GOLD system?

Medical Advisory BoardAll articles are reviewed for accuracy by our Medical Advisory Board
Educational purpose only • Exercise caution as content is pending human review
Article Review Status
Submitted
Under Review
Approved

Last updated: October 19, 2026 • View editorial policy

Have a follow-up question?

Our Medical A.I. is used by practicing medical doctors at top research institutions around the world. Ask any follow up question and get world-class guideline-backed answers instantly.

Classificação do DPOC segundo o sistema GOLD

A DPOC é classificada pelo sistema GOLD através de uma avaliação multidimensional que combina três componentes principais: (1) gravidade da limitação do fluxo aéreo por espirometria (Graus 1-4), (2) carga de sintomas (usando mMRC ou CAT), e (3) histórico de exacerbações 1, 2.

Componentes da Classificação GOLD

1. Classificação Espirométrica (Graus 1-4)

A gravidade da obstrução do fluxo aéreo é determinada por espirometria pós-broncodilatador com VEF1/CVF <0,7 1, 2:

  • Grau 1 (Leve): VEF1 ≥80% do previsto
  • Grau 2 (Moderado): VEF1 50-79% do previsto
  • Grau 3 (Grave): VEF1 30-49% do previsto
  • Grau 4 (Muito Grave): VEF1 <30% do previsto

Nota importante: A recomendação GOLD 2025 mais recente estabelece que a espirometria pré-broncodilatador pode ser usada para excluir DPOC, mas valores pós-broncodilatador são necessários para confirmar o diagnóstico 3.

2. Avaliação de Sintomas

Dois instrumentos validados são aceitos 1, 2:

Escala mMRC (Modified Medical Research Council):

  • Poucos sintomas: mMRC 0-1
  • Mais sintomas: mMRC ≥2

CAT (COPD Assessment Test):

  • Poucos sintomas: CAT <10
  • Mais sintomas: CAT ≥10

Armadilha clínica: Existe discordância significativa entre mMRC e CAT em 22% dos pacientes 4. O mMRC avalia apenas dispneia, enquanto o CAT é mais abrangente. Quando discordantes, considere usar o critério que indica maior gravidade para evitar subtratamento.

3. Risco de Exacerbações

Baixo risco: 0-1 exacerbação moderada por ano (sem hospitalização)

Alto risco: ≥2 exacerbações moderadas OU ≥1 exacerbação grave (com hospitalização) no último ano 1, 2

Ponto crítico: O histórico de exacerbações é o melhor preditor de exacerbações futuras 5. Uma hospitalização prévia por exacerbação indica prognóstico ruim e risco aumentado de morte 5.

Sistema de Grupos GOLD (A-D)

A classificação atual combina sintomas e risco de exacerbação em quatro grupos 5:

  • Grupo A: Poucos sintomas + Baixo risco de exacerbação
  • Grupo B: Mais sintomas + Baixo risco de exacerbação
  • Grupo C: Poucos sintomas + Alto risco de exacerbação
  • Grupo D: Mais sintomas + Alto risco de exacerbação

Mudança importante: A partir de 2017, o grau espirométrico foi separado da classificação ABCD 5. Agora você documenta ambos separadamente (ex: "GOLD Grau 3, Grupo D"). Esta separação reconhece que o VEF1 isolado tem precisão limitada para decisões terapêuticas individuais, embora seja importante para prognóstico populacional 5.

Índices Compostos Alternativos

Para avaliação prognóstica mais refinada, considere 1:

Índice BODE (melhor validado):

  • B: IMC (Body Mass Index)
  • O: Obstrução (VEF1)
  • D: Dispneia (mMRC)
  • E: Capacidade de Exercício (teste de caminhada de 6 minutos)

Pontuação: 0-2 (leve), 3-4 (moderado), 5-6 (grave), ≥7 (muito grave)

Outros índices: BODEx (substitui exercício por exacerbações), ADO (idade, dispneia, obstrução), DOSE 1.

Considerações Adicionais

Comorbidades

As comorbidades contribuem significativamente para a gravidade da doença e devem ser incluídas na avaliação multidimensional 1. A prevalência de diabetes, hipertensão e hiperlipidemia aumenta progressivamente dos grupos A para D 6.

Eosinófilos Sanguíneos

Contagens elevadas de eosinófilos (≥300 células/μL) podem prever risco de exacerbação e resposta a corticosteroides inalados 5. No entanto, este teste permanece subutilizado na prática clínica 7.

Limitações Práticas

Estudos mostram que 40-50% dos pacientes diagnosticados com DPOC não realizaram espirometria 3. Quando realizada, 25-50% não incluíram medidas pós-broncodilatador 3. Esta subotimização contribui para diagnósticos incorretos e manejo inadequado.

Recomendação prática: Use espirometria pré-broncodilatador para triagem inicial. Se VEF1/CVF ≥0,7, DPOC é improvável. Se <0,7, confirme com pós-broncodilatador, especialmente se valores próximos ao limiar 3.

Related Questions

What is the best treatment for a 67-year-old man with chronic obstructive pulmonary disease presenting with severe respiratory distress, acidemia (pH 7.2) and hypoxemia (oxygen saturation 85%, PaO2 7.2 kPa)?
In a 71-year-old man with chronic obstructive pulmonary disease and recurrent lower-respiratory infections, what measures can be taken to prevent further COPD exacerbations?
What is the appropriate management of exertional hypoxia in a 71‑year‑old male with esophageal cancer and chronic obstructive pulmonary disease?
How should an 84-year-old woman with chronic obstructive pulmonary disease and a prior left pleural effusion who now presents with left basilar atelectasis be evaluated and managed?
In a 64-year-old female with chronic obstructive pulmonary disease who has a permanent Hood E Benson ST‑512‑S silicone tracheal T‑tube (no external ties) and no compatible replacement in our inventory, should we proactively involve ENT to obtain a suitable replacement or convert to a standard cuffed tracheostomy tube?
Can tamsulosin cause a sensation of heavy eyelids?
What is the recommended fever monitoring protocol for a multiple myeloma patient receiving the D‑VRd regimen (daratumumab, bortezomib, lenalidomide)?
In a patient with type 2 diabetes who is not pregnant, has no personal history of medullary thyroid carcinoma or multiple endocrine neoplasia type 2, and has adequate renal function, how should I initiate GLP‑1 receptor agonist therapy?
Should I obtain a blood level for lamotrigine (Lamictal) monitoring?
What are the dosing and monitoring guidelines for using brexpiprazole (Rexulti) as adjunct therapy in adult bipolar I depression?
When should ceftriaxone be administered by injection (intravenous infusion or deep intramuscular) and what are the appropriate indications?

Professional Medical Disclaimer

This information is intended for healthcare professionals. Any medical decision-making should rely on clinical judgment and independently verified information. The content provided herein does not replace professional discretion and should be considered supplementary to established clinical guidelines. Healthcare providers should verify all information against primary literature and current practice standards before application in patient care. Dr.Oracle assumes no liability for clinical decisions based on this content.