From the Research
A anticoagulação e o tratamento cirúrgico para a endocardiomiofibrose são indicados com base em apresentações clínicas específicas, e não como manejo rotineiro. A anticoagulação é recomendada quando a endocardiomiofibrose é complicada por fibrilação atrial, aumento significativo da câmara cardíaca ou evidência de trombos intracardíacos, utilizando warfarina com um alvo de INR de 2,0-3,0, ou anticoagulantes orais diretos como apixaban 5mg duas vezes ao dia 1. A intervenção cirúrgica é indicada para doença avançada (sintomas de classe III ou IV da NYHA) com sintomas de insuficiência cardíaca graves apesar da terapia médica ótima, obliteração ventricular significativa, regurgitação valvar grave ou trombos intracavitários grandes. A abordagem cirúrgica geralmente envolve decorticação endocárdica, remoção de tecido fibroso e reparo ou substituição de válvula conforme necessário. Essas intervenções são necessárias porque a endocardiomiofibrose causa espessamento progressivo da fibrose endocárdica, levando a uma restrição da filling ventricular, disfunção valvar e formação de trombos. Embora a cirurgia possa melhorar os sintomas e a sobrevivência em casos avançados, ela carrega riscos perioperatórios significativos com taxas de mortalidade de 15-20% 2. Os pacientes requerem acompanhamento de longo prazo independentemente da abordagem de tratamento devido à natureza progressiva da doença. Além disso, estudos recentes destacam a importância de uma abordagem individualizada para a anticoagulação em pacientes com endocardite infecciosa, considerando fatores como o risco de complicações tromboembólicas e hemorrágicas 3. Portanto, a decisão sobre a anticoagulação e o tratamento cirúrgico para a endocardiomiofibrose deve ser baseada em uma avaliação clínica cuidadosa e em evidências disponíveis, considerando as características específicas de cada paciente e as possíveis complicações associadas ao tratamento.
Algumas considerações importantes incluem:
- A avaliação do risco de tromboembolismo e hemorragia em pacientes com endocardiomiofibrose;
- A escolha do anticoagulante mais adequado, considerando fatores como a eficácia, a segurança e a facilidade de uso;
- A necessidade de acompanhamento de longo prazo para monitorar a evolução da doença e ajustar o tratamento conforme necessário;
- A importância de uma abordagem multidisciplinar, envolvendo cardiologistas, cirurgiões cardíacos e outros especialistas, para garantir a melhor gestão possível da endocardiomiofibrose. Em resumo, a anticoagulação e o tratamento cirúrgico para a endocardiomiofibrose devem ser indicados com base em apresentações clínicas específicas e em uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios associados a cada abordagem de tratamento.