From the Guidelines
O uso de antipsicóticos em pacientes com demência vascular deve ser evitado sempre que possível, a menos que seja absolutamente necessário para distúrbios comportamentais graves que representem riscos de segurança. Esses medicamentos (risperidona, olanzapina, quetiapina, aripiprazol) devem ser considerados apenas após a falha de abordagens não farmacológicas e na dose eficaz mais baixa por um período de tempo o mais curto possível 1. Quando utilizados, deve-se iniciar com doses muito baixas (por exemplo, risperidona 0,25 mg diariamente, olanzapina 2,5 mg diariamente) e titrar lentamente, monitorando de perto os efeitos adversos. O tratamento deve ser reavaliado a cada 4-6 semanas com tentativas de descontinuar ou reduzir a dosagem. Esses medicamentos têm advertências de caixa preta para aumento da mortalidade e eventos cerebrovasculares em pacientes idosos com demência, podendo piorar a função cognitiva e causar sedação, quedas, sintomas extrapiramidais, problemas metabólicos e prolongamento do QT. Pacientes com demência vascular são particularmente vulneráveis a esses riscos devido à doença cerebrovascular pré-existente. Abordagens não farmacológicas devem sempre ser a primeira linha, incluindo identificar e abordar gatilhos para distúrbios comportamentais, manter rotina, fornecer estímulo apropriado e educação para os cuidadores 1. Além disso, intervenções psicológicas, como terapias cognitivo-comportamentais, e atividades físicas podem ser benéficas para melhorar o humor e a qualidade de vida desses pacientes 1. Portanto, a decisão de usar antipsicóticos em pacientes com demência vascular deve ser tomada com cautela e após uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios potenciais.
From the FDA Drug Label
WARNINGS AND PRECAUTIONS SECTION 5. 1 Increased Mortality in Elderly Patients with Dementia-Related Psychosis Elderly patients with dementia-related psychosis treated with antipsychotic drugs are at an increased risk of death.
5.2 Cerebrovascular Adverse Reactions, Including Stroke, in Elderly Patients with Dementia-Related Psychosis Cerebrovascular adverse reactions (e.g., stroke, transient ischemic attack), including fatalities, were reported in patients (mean age 85 years; range 73-97) in trials of risperidone in elderly patients with dementia-related psychosis.
Uso de antipsicóticos em demência vascular: O uso de antipsicóticos, como risperidona e olanzapina, em pacientes com demência vascular não é recomendado devido ao aumento do risco de morte e reações adversas cerebrovasculares, incluindo acidente vascular cerebral e ataque isquêmico transitório 2 3. Principais riscos:
- Aumento do risco de morte
- Reações adversas cerebrovasculares, incluindo acidente vascular cerebral e ataque isquêmico transitório
- Contraindicação: Risperidona e olanzapina não são aprovadas para o tratamento de psicose relacionada à demência.
From the Research
Uso de Antipsicóticos em Demência Vascular
O uso de antipsicóticos em pacientes com demência vascular é um tópico complexo e controverso. Existem estudos que avaliam a eficácia e a segurança desses medicamentos nesse contexto.
- Eficácia: Estudos como o de 4 sugerem que antipsicóticos atípicos, como risperidona e olanzapina, podem reduzir a agitação em pacientes com demência, mas seu efeito sobre a psicose é negligenciável. Já o estudo de 5 encontrou que risperidona e olanzapina são úteis na redução de agitação e risperidona reduz psicose, mas ambos estão associados a eventos adversos cerebrovasculares graves e sintomas extrapiramidais.
- Segurança: Há evidências de que o uso de antipsicóticos está associado a um aumento no risco de morte, eventos cerebrovasculares adversos e efeitos colaterais como sonolência e sintomas extrapiramidais, como destacado nos estudos de 5, 4 e 6.
- Recomendações: Devido aos riscos associados, as diretrizes atuais recomendam o uso de antipsicóticos apenas em casos de agitação ou psicose graves e por um período limitado, preferindo intervenções não farmacológicas sempre que possível, como mencionado em 7.
- Alternativas: Estudos como o de 8 e 7 sugerem que novos antipsicóticos, como brexpiprazol e pimavanserin, e medicamentos como inibidores da colinesterase, podem oferecer alternativas mais seguras para o tratamento de sintomas comportamentais e psiquiátricos em demência.
Considerações Clínicas
É crucial que os profissionais de saúde avaliem cuidadosamente os benefícios e riscos do uso de antipsicóticos em pacientes com demência vascular, considerando a gravidade dos sintomas, a presença de comorbidades e a possibilidade de uso de alternativas terapêuticas. A monitorização regular dos pacientes é essencial para minimizar os riscos associados ao uso desses medicamentos.