What is the role of ursodeoxycholic acid (UDCA) in the prophylaxis of cholelithiasis post-bariatric surgery?

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Last updated: August 26, 2025View editorial policy

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Papel do Ácido Ursodesoxicólico na Profilaxia de Colelitíase Pós-Cirurgia Bariátrica

O ácido ursodesoxicólico (UDCA) deve ser administrado na dose de 500-600 mg diariamente por 6 meses após cirurgia bariátrica para prevenir a formação de cálculos biliares em pacientes sem colelitíase prévia. 1

Evidência e Eficácia

A formação de cálculos biliares é uma consequência comum após cirurgia bariátrica, principalmente devido à rápida perda de peso. Cinco ensaios clínicos randomizados (quatro abordando bypass gástrico em Y de Roux e um gastrectomia vertical) incluindo um total de 616 pacientes demonstraram redução significativa na formação de cálculos biliares pós-operatórios com o uso de ácido ursodesoxicólico em pacientes sem cálculos biliares no momento da cirurgia 1.

Os dados mais recentes de meta-análises confirmam estes achados:

  • Uma meta-análise de 2023 incluindo 14 ensaios clínicos (3619 pacientes) mostrou que o UDCA reduziu significativamente o risco de formação de cálculos biliares de 38,1% no grupo controle para 8,3% no grupo UDCA (RR 0,27) 2
  • O UDCA também reduziu significativamente o risco de doença biliar sintomática (RR 0,30) 2

Dosagem e Duração

Embora a dose ideal ainda seja objeto de debate, os estudos sugerem que:

  • Doses de 500-600 mg por dia são suficientes para obter o efeito protetor 1
  • A duração recomendada do tratamento é de 6 meses após a cirurgia, coincidindo com o período de perda de peso mais rápida 3
  • Doses maiores (>600 mg/dia) não demonstraram benefício adicional significativo em comparação com doses de 500-600 mg/dia 4

Fatores de Risco e Preditores

A perda rápida de peso é o principal fator de risco para desenvolvimento de colelitíase após cirurgia bariátrica:

  • A perda de IMC nos primeiros 6 meses foi identificada como o único preditor independente para colelitíase pós-operatória (HR = 1,10) 5
  • Procedimentos associados a perda de peso mais rápida, como gastrectomia vertical (64,7%) e bypass gástrico de uma anastomose (28,1%), apresentam maior incidência de colelitíase em comparação com procedimentos restritivos como a plicatura da grande curvatura (7,2%) 6

Algoritmo de Tratamento

  1. Avaliação pré-operatória:

    • Realizar ultrassonografia abdominal para identificar presença de cálculos biliares
    • Se cálculos biliares sintomáticos estiverem presentes, considerar colecistectomia antes ou durante a cirurgia bariátrica 1
  2. Profilaxia pós-operatória:

    • Para pacientes sem cálculos biliares no momento da cirurgia:
      • Iniciar UDCA 500-600 mg/dia imediatamente após a cirurgia
      • Manter por 6 meses durante o período de perda de peso rápida
      • Número necessário para tratar (NNT) para prevenir colelitíase: 6 pacientes 6
  3. Monitoramento:

    • Realizar ultrassonografia abdominal aos 6,12 e 24 meses após a cirurgia para detectar formação de cálculos biliares 5
    • Estar atento aos sintomas de doença biliar (dor no quadrante superior direito, náuseas, vômitos)

Considerações Especiais

  • O UDCA não tem efeito comprovado na prevenção da progressão de cálculos biliares já existentes 1
  • A adesão ao tratamento é crucial para a eficácia - doses de 600 mg/dia estão associadas a melhor adesão e melhores resultados, independentemente do tipo de cirurgia 4
  • O risco de formação de cálculos biliares é maior no primeiro ano após a cirurgia, coincidindo com o período de perda de peso mais rápida 5

Limitações e Precauções

  • Não há dados disponíveis sobre o efeito potencial do ácido ursodesoxicólico na prevenção da progressão de cálculos biliares prevalentes 1
  • O UDCA é geralmente bem tolerado, com poucos efeitos colaterais relatados nos estudos de profilaxia pós-bariátrica
  • O custo do medicamento deve ser considerado, embora o NNT de 6 sugira uma relação custo-benefício favorável quando comparado ao custo do tratamento da colelitíase sintomática

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