Do hypoxemia and hypercapnia determine mortality in ARDS, or are they just markers of disease severity?

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Last updated: August 30, 2025View editorial policy

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Relação entre Hipoxemia e Hipercapnia e Mortalidade na SDRA

A hipoxemia grave e a hipercapnia não controlada são preditores significativos de mortalidade na SDRA, sendo a hipoxemia refratária um indicador mais forte de desfechos negativos, com taxas de mortalidade de 30-45% em casos graves. 1

Hipoxemia na SDRA

A hipoxemia na SDRA é classificada pela relação PaO₂/FiO₂, conforme a definição de Berlim:

  • SDRA leve: 201-300 mmHg (mortalidade menor)
  • SDRA moderada: 101-200 mmHg (mortalidade intermediária)
  • SDRA grave: ≤100 mmHg (mortalidade de 46-60%) 1

O mecanismo primário da hipoxemia na SDRA é o shunt intrapulmonar, com fatores contribuintes como desajuste ventilação-perfusão, diminuição da complacência pulmonar e formação de edema e membranas hialinas.

Dados observacionais recentes demonstraram um aumento progressivo na mortalidade em pacientes médicos agudos hipoxêmicos respirando ar ambiente, com a menor mortalidade (3,7%) encontrada em pacientes com saturação ≥96%, aumentando incrementalmente para mortalidade em saturações <88% 2.

Hipercapnia na SDRA

A hipercapnia pode resultar da própria doença ou como consequência de estratégias de ventilação protetora. A hipercapnia permissiva pode aumentar o shunt pulmonar e piorar a oxigenação 1. Quando não controlada, pode levar a:

  • Exacerbação da vasoconstrição pulmonar hipóxica
  • Aumento da pressão da artéria pulmonar
  • Risco de cor pulmonale agudo (ocorrendo em 20-25% dos casos) 1

Um estudo suíço com 530 amostras de gases sanguíneos no departamento de emergência mostrou que muitos pacientes hipercápnicos apresentavam acidose respiratória 2.

Impacto na Mortalidade

Hipoxemia como Determinante de Mortalidade

A hipoxemia grave (PaO₂/FiO₂ ≤100 mmHg) está associada a maior mortalidade (46-60%) 1. Estudos mostram que o funcionamento mental fica comprometido se a PaO₂ cai rapidamente para <6 kPa (45 mmHg, SaO₂ <80%) e a consciência é perdida em <4 kPa (30 mmHg, SaO₂ <56%) em participantes normais 2.

O fluxo urinário e a função renal diminuem abruptamente quando a PaO₂ cai abaixo de 40 mmHg (5,3 kPa), correspondendo a uma saturação de oxigênio de aproximadamente 74% 2.

Hipercapnia como Determinante de Mortalidade

A hipercapnia não controlada (pH <7,15) está associada a piores desfechos 1. Fatores de risco para mortalidade relacionados à hipercapnia incluem:

  • PaCO₂ > 45 mmHg 2
  • Acidose respiratória associada 2
  • Necessidade de ventilação mecânica 2

Um estudo prospectivo incluindo 3700 pacientes com pneumonia adquirida na comunidade grave comparando aqueles que precisaram de ventilação mecânica versus não, mostrou que a ventilação mecânica foi o principal fator determinante para mortalidade (odds ratio ajustado = 3,54, IC 95%: 1,45-8,37, p = 0,006) 2.

Marcadores de Gravidade vs. Determinantes de Mortalidade

A hipoxemia e hipercapnia funcionam tanto como marcadores de gravidade quanto como determinantes diretos de mortalidade:

Como Marcadores de Gravidade:

  • Refletem a extensão do dano pulmonar subjacente
  • Indicam a gravidade da disfunção pulmonar
  • Correlacionam-se com a classificação de Berlim para SDRA

Como Determinantes de Mortalidade:

  • Hipoxemia grave causa dano cerebral e morte 2
  • Hipercapnia não controlada leva a acidose respiratória e disfunção multiorgânica 1
  • Ambas podem exigir estratégias ventilatórias mais agressivas, que por sua vez podem causar lesão pulmonar induzida pelo ventilador

Estratégias de Manejo

Para mitigar o impacto da hipoxemia e hipercapnia na mortalidade:

  1. Ventilação protetora pulmonar:

    • Volumes correntes baixos (4-8 ml/kg de peso corporal previsto)
    • Pressões de platô ≤30 cmH₂O
    • Driving pressure (pressão de platô - PEEP) <15 cmH₂O 1
  2. Metas de oxigenação:

    • PaO₂ entre 70-90 mmHg ou SaO₂ entre 92-97% 1
    • SpO₂ 92-97% quando PEEP <10 cmH₂O e 88-92% quando PEEP ≥10 cmH₂O 1
  3. Manejo da hipercapnia:

    • Evitar hipercapnia não controlada (pH <7,15) 1
    • Considerar normocapnia como padrão (PaCO₂ 35-45 mmHg) 2
    • Evitar hiperventilação rotineira com hipocapnia, pois pode piorar a isquemia cerebral global 2
  4. Estratégias para hipoxemia refratária:

    • Manobras de recrutamento e titulação de PEEP
    • Posição prona por >12 horas/dia (especialmente na SDRA grave)
    • Vasodilatadores pulmonares inalatórios como terapia de resgate
    • ECMO em casos selecionados de hipoxemia refratária 1

Conclusão

A hipoxemia grave e a hipercapnia não controlada não são apenas marcadores de gravidade na SDRA, mas também determinantes independentes de mortalidade. A hipoxemia refratária é um preditor mais forte de desfechos negativos, com taxas de mortalidade de 30-45% em casos graves. O manejo adequado dessas alterações gasométricas através de estratégias ventilatórias protetoras, posicionamento prono e, em casos selecionados, suporte extracorpóreo, é fundamental para melhorar os desfechos dos pacientes com SDRA.

References

Guideline

Acute Respiratory Distress Syndrome (ARDS) Management

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

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