What care should be provided to a pregnant woman diagnosed with Oropouche virus during gestation?

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Cuidados Durante o Parto em Gestantes com Diagnóstico de Oropouche

O parto de gestantes com diagnóstico de Oropouche durante a gestação deve ser conduzido com monitoramento fetal contínuo e vigilância para complicações hemorrágicas, considerando o risco de transmissão vertical e possíveis complicações fetais como microcefalia e malformações congênitas.

Riscos Associados ao Vírus Oropouche na Gestação

O vírus Oropouche (OROV) é um arbovírus emergente que tem demonstrado capacidade de transmissão vertical com potenciais efeitos adversos no desenvolvimento fetal, incluindo:

  • Aborto espontâneo e morte fetal 1, 2
  • Malformações congênitas, incluindo microcefalia 1, 3
  • Disgenesia do corpo caloso e outras anomalias do sistema nervoso central 2
  • Infecção placentária e de órgãos fetais 1, 3

Avaliação Pré-parto

  • Realizar avaliação detalhada da condição materna e fetal antes do parto
  • Monitorar parâmetros de coagulação, incluindo D-dímero, relação TP, relação TTPA, fibrinogênio e contagem de plaquetas, usando valores de referência específicos para gravidez 4
  • Considerar ultrassonografia para avaliação do crescimento fetal, especialmente se a infecção ocorreu no primeiro ou segundo trimestre 2
  • Avaliar sinais de restrição de crescimento fetal, que pode estar associada a infecções congênitas 5

Manejo Durante o Trabalho de Parto

  1. Monitoramento fetal contínuo:

    • Recomenda-se monitoramento eletrônico fetal contínuo durante o trabalho de parto 4
    • Vigilância mais frequente para sinais de sofrimento fetal
  2. Modo de parto:

    • A infecção por Oropouche por si só não é indicação para cesariana 4
    • A via de parto deve ser determinada por indicações obstétricas padrão
    • Decisões sobre o momento, local e modo de parto devem envolver uma equipe multidisciplinar incluindo obstetras, médicos, anestesistas e intensivistas
  3. Manejo da dor:

    • Analgesia neuroaxial durante o trabalho de parto deve ser encorajada 5
    • Para dor pós-parto, utilizar abordagem multimodal começando com analgésicos não opioides 5
  4. Prevenção de hemorragia:

    • Monitorar níveis de fibrinogênio cuidadosamente, pois a hipofibrinogenemia está associada à hemorragia pós-parto 4
    • Gestantes com COVID-19 podem apresentar um fenótipo de CIVD hiperfibrinolítica, caracterizado por baixo fibrinogênio e tendência a sangramento, o que pode ser relevante também para outras infecções virais 4

Cuidados Pós-parto

  1. Não separar mãe e bebê:

    • Mãe e bebê não devem ser separados após o nascimento 4
    • Amamentação deve ser encorajada com higiene adequada das mãos e uso de máscara
  2. Vigilância neonatal:

    • Avaliação cuidadosa do recém-nascido para sinais de infecção congênita
    • Considerar testes para OROV em amostras de sangue do cordão umbilical, placenta e líquido cefalorraquidiano do recém-nascido se houver sinais de infecção ou anomalias 1, 3
    • Monitorar o recém-nascido para manifestações clínicas, mesmo em casos de infecção no terceiro trimestre 2
  3. Tromboprofilaxia materna:

    • Considerar heparina de baixo peso molecular (HBPM) ajustada ao peso para gestantes hospitalizadas com infecções virais 4
    • A duração da tromboprofilaxia pós-parto deve ser de 2-6 semanas, dependendo da gravidade da infecção e outros fatores de risco

Considerações Especiais

  • Gestantes com infecção por Oropouche no primeiro trimestre apresentam maior risco de aborto espontâneo e malformações fetais 2, 3
  • Infecções no terceiro trimestre podem resultar em transmissão vertical com possíveis manifestações clínicas no recém-nascido 2
  • Considerar diagnósticos diferenciais como embolia pulmonar e sepse, que podem mimetizar ou coexistir com infecções virais 4

Recomendações para Equipe de Saúde

  • Utilizar equipamentos de proteção individual apropriados durante o parto
  • Realizar avaliação de saúde mental durante cada consulta
  • Manter cuidados pré-natais de rotina com precauções apropriadas de controle de infecção
  • Estar ciente do potencial de transmissão vertical do vírus Oropouche e suas possíveis consequências

O manejo adequado do parto em gestantes com histórico de infecção por Oropouche requer vigilância cuidadosa para complicações maternas e fetais, com especial atenção à possibilidade de transmissão vertical e suas consequências.

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