Is it safe to remove docetaxel from the neoadjuvant regimen for patients with HER2-positive early-stage disease?

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Retirada do Docetaxel da Neoadjuvância para Pacientes HER2 Positivo com Doença Inicial

A retirada do docetaxel do regime neoadjuvante para pacientes com câncer de mama HER2 positivo em estágio inicial não é recomendada como abordagem padrão, pois os estudos de desescalada não demonstraram eficácia equivalente aos regimes padrão contendo taxanos. 1

Regimes Neoadjuvantes Padrão para HER2 Positivo

  • O tratamento neoadjuvante com quimioterapia mais duplo bloqueio HER2 (pertuzumabe-trastuzumabe) é considerado padrão para pacientes com doença de alto risco (tumores ≥2 cm e/ou linfonodos positivos) 1
  • O regime padrão inclui docetaxel ou paclitaxel combinado com carboplatina mais trastuzumabe e pertuzumabe, demonstrando altas taxas de resposta patológica completa (pCR) 1
  • No estudo NeoSphere, a combinação de pertuzumabe-trastuzumabe com docetaxel resultou em taxa de pCR de 45,8%, significativamente superior à combinação de trastuzumabe com docetaxel (29%) 1

Tentativas de Desescalada sem Taxanos

  • O estudo KRISTINE avaliou a desescalada com T-DM1 (trastuzumabe emtansina) mais pertuzumabe versus quimioterapia convencional (docetaxel e carboplatina) mais pertuzumabe-trastuzumabe 1
  • O regime baseado em T-DM1 produziu taxa de pCR significativamente menor (44,4% versus 55,7%, p=0,016) 1
  • Após 3 anos de seguimento, o risco de eventos de sobrevida livre de eventos (EFS) foi maior com T-DM1 mais pertuzumabe (HR 2,61; IC 95% 1,36-4,98), impulsionado por eventos de progressão locorregional pré-cirurgia (15 versus 0) 1

Alternativas de Desescalada com Taxanos

  • O estudo HELEN-006 recentemente avaliou nab-paclitaxel semanal com trastuzumabe e pertuzumabe versus docetaxel, carboplatina, trastuzumabe e pertuzumabe, mostrando taxa de pCR de 66,3% versus 57,6%, respectivamente 2
  • Estudos de mundo real com o regime TCHP (docetaxel/carboplatina/trastuzumabe/pertuzumabe) demonstraram taxa de pCR de 64% e sobrevida livre de eventos em 3 anos de 90% 3
  • O regime TCH (docetaxel, carboplatina, trastuzumabe) sem antracíclicos mostrou-se eficaz e seguro com taxa de pCR de 43,6% e sobrevida livre de doença de 84,6% após seguimento mediano de 48,5 meses 4

Considerações Especiais e Abordagens Alternativas

  • Para pacientes com preocupações cardíacas, regimes sem antracíclicos (docetaxel/carboplatina) com trastuzumabe são recomendados, com taxas menores de disfunção cardíaca em comparação com regimes contendo antracíclicos 1
  • O estudo WSG-ADAPT avaliou T-DM1 ± terapia endócrina por 12 semanas, com taxas de pCR de aproximadamente 41%, mas os resultados de eficácia a longo prazo não mostraram diferenças na sobrevida livre de doença/sobrevida global 1
  • O estudo PHERGain avaliou a possibilidade de omitir quimioterapia em respondedores por PET após 2 ciclos de pertuzumabe-trastuzumabe ± terapia endócrina, com taxa de pCR de 37,9% nos respondedores por PET sem quimioterapia 1

Conclusão e Recomendações Práticas

  • A retirada completa do taxano (docetaxel ou paclitaxel) do regime neoadjuvante não é recomendada como abordagem padrão para pacientes HER2 positivo 1
  • Para pacientes que não podem receber docetaxel, o paclitaxel (convencional ou nab-paclitaxel) é uma alternativa viável 2, 5
  • Estratégias de desescalada devem ser consideradas apenas em ensaios clínicos ou para pacientes selecionados com baixo risco de recorrência 1
  • A avaliação da resposta patológica completa após terapia neoadjuvante é crucial para determinar o tratamento adjuvante subsequente, especialmente para considerar T-DM1 em pacientes com doença residual 1

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