How to manage a patient with spondylodiscitis at T7-8, anterior epidural phlegmon, and spinal cord compression?

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Manejo da Espondilodiscite T7-8 com Flegmão Epidural e Compressão Medular

A espondilodiscite T7-8 com flegmão epidural anterior causando compressão medular requer intervenção cirúrgica imediata para descompressão da medula espinhal, seguida de antibioticoterapia prolongada. 1, 2, 3

Avaliação Diagnóstica

  • A ressonância magnética (RM) sem e com contraste é o exame de escolha para avaliação de infecção espinhal, com sensibilidade de 96%, especificidade de 94% e precisão de 92% 1
  • A RM oferece excelente caracterização dos tecidos e delineação anatômica, sendo ideal para visualizar o espaço epidural e a medula espinhal 1
  • A presença de flegmão epidural com compressão medular representa uma emergência médica que requer atenção imediata 3
  • A RM deve incluir sequências T1, T2 com supressão de gordura ou STIR, seguidas por sequências T1 com contraste nos planos axial e sagital 1

Manejo Terapêutico

Medidas Imediatas

  • Iniciar corticosteroides em altas doses (dexametasona) para reduzir o edema e a compressão medular 3
  • Consulta neurocirúrgica urgente para avaliação da necessidade de descompressão cirúrgica 3
  • Controle adequado da dor com analgésicos, incluindo opioides se necessário 3

Intervenção Cirúrgica

  • A descompressão cirúrgica é indicada na presença de déficits neurológicos e compressão medular documentada 1, 4
  • Procedimentos cirúrgicos incluem laminectomia para drenagem do abscesso/flegmão epidural e descompressão da medula espinhal 4, 5
  • A cirurgia também é indicada quando há instabilidade espinhal ou cifose significativa 3
  • O tipo de abordagem cirúrgica deve ser adaptado à distribuição da doença na coluna vertebral 3

Antibioticoterapia

  • Coleta de hemoculturas e, se possível, biópsia guiada por imagem para identificação do agente etiológico 1
  • Início de antibioticoterapia empírica de amplo espectro até identificação do agente causador 5
  • Após identificação do patógeno, ajustar a antibioticoterapia específica por via intravenosa por 4-6 semanas 5

Monitoramento e Seguimento

  • Avaliação neurológica frequente utilizando a escala Frankel-ASIA para monitorar a progressão ou melhora dos déficits 4
  • RM de controle para avaliar a resposta ao tratamento, embora os achados de imagem possam demorar mais para normalizar do que os parâmetros clínicos e laboratoriais 1
  • Monitoramento dos marcadores inflamatórios (VHS e PCR) para avaliar a resposta ao tratamento 1
  • TC pode ser útil no planejamento pré-cirúrgico e no acompanhamento da coluna instrumentada 1

Prognóstico e Considerações Especiais

  • O prognóstico está diretamente relacionado à rapidez do diagnóstico e intervenção 5
  • Fatores associados a pior prognóstico incluem idade avançada do paciente, grau de compressão do saco dural e duração dos sintomas 5
  • A prevenção da progressão da cifose local e da perda de altura do disco intervertebral é significativamente melhor no grupo cirúrgico 4
  • A melhora do estado neurológico e dos dados laboratoriais é superior no grupo cirúrgico em comparação ao grupo conservador 4

Armadilhas e Cuidados Especiais

  • Não atrasar o tratamento aguardando exames de imagem se déficits neurológicos estiverem presentes 3
  • A TC tem baixa sensibilidade (6%) para identificação de abscesso epidural, não devendo substituir a RM na avaliação inicial 1
  • A radiografia simples tem pouca utilidade na avaliação do espaço epidural e da compressão medular 1
  • Considerar a possibilidade de infecção em múltiplos níveis não contíguos (ocorre em cerca de 10% dos casos) 1
  • Em casos de dúvida diagnóstica, o PET-CT com FDG pode ser útil, especialmente se a RM for inconclusiva ou contraindicada 1

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