O Maxalt (rizatriptan) e o Zeforus (ergotamina) podem causar hipertensão
Tanto o rizatriptan (Maxalt) quanto a ergotamina (Zeforus) podem causar elevações na pressão arterial, mas o rizatriptan apresenta um perfil de segurança cardiovascular mais favorável com aumentos menores e transitórios da pressão arterial.
Efeitos do Rizatriptan (Maxalt) na Pressão Arterial
O rizatriptan pode causar elevações leves e transitórias na pressão arterial. Em estudos com doses máximas (10 mg a cada 2 horas por 3 doses), foram observados aumentos de aproximadamente 2 a 3 mmHg na pressão arterial em adultos jovens saudáveis 1.
Em casos raros, o rizatriptan pode causar elevações significativas da pressão arterial, incluindo crises hipertensivas com comprometimento agudo de órgãos-alvo, tanto em pacientes com ou sem histórico de hipertensão 1.
O rizatriptan é contraindicado em pacientes com hipertensão não controlada devido ao risco de complicações cardiovasculares 1.
Estudos de monitoramento hemodinâmico cerebral não demonstraram alterações significativas no fluxo sanguíneo cerebral durante o uso de rizatriptan para tratamento de enxaqueca, o que sugere segurança cerebrovascular 2.
Efeitos da Ergotamina (Zeforus) na Pressão Arterial
A ergotamina pode causar vasoconstrição periférica e sistêmica mais prolongada e intensa que os triptanos, com efeitos adversos cardiovasculares mais significativos 3.
Entre os efeitos cardiovasculares da ergotamina estão: alterações eletrocardiográficas, hipertensão arterial e precipitação de isquemia miocárdica 3.
A ergotamina pode causar vasoconstrição que persiste além de sua duração farmacológica de ação, aumentando o risco de complicações vasculares 3.
A ergotamina está associada a reações hipertensivas graves quando combinada com anestésicos locais e epinefrina 3.
Comparativo entre Rizatriptan e Ergotamina
Perfil de Segurança Cardiovascular
O rizatriptan apresenta um perfil de segurança cardiovascular mais favorável que a ergotamina, com menor risco de vasoconstrição prolongada 4, 5.
A ergotamina tem maior potencial para causar hipertensão significativa e sustentada devido ao seu mecanismo de ação não seletivo e efeitos vasoconstritores mais prolongados 3.
O rizatriptan tem efeito vasoconstritor mais seletivo para vasos intracranianos e extracranianos, com menor efeito sistêmico na pressão arterial 2.
Contraindicações e Precauções
Ambos os medicamentos são contraindicados em pacientes com hipertensão não controlada, doença arterial coronariana e histórico de acidente vascular cerebral ou ataque isquêmico transitório 1, 3.
A ergotamina tem mais contraindicações e interações medicamentosas que o rizatriptan, incluindo interações com beta-bloqueadores e outros anti-hipertensivos 3.
O rizatriptan deve ser usado com cautela em pacientes com fatores de risco cardiovascular, mas apresenta menor risco de complicações hipertensivas graves que a ergotamina 1, 5.
Recomendações de Uso
Para pacientes com histórico de hipertensão controlada, o rizatriptan é geralmente preferível à ergotamina devido ao seu perfil de segurança mais favorável 4, 5.
Recomenda-se suspender a ergotamina pelo menos 2 dias antes de procedimentos cirúrgicos devido ao risco de complicações cardiovasculares, enquanto o rizatriptan pode ser mantido até o dia da cirurgia 3.
Em pacientes com enxaqueca e hipertensão, o monitoramento da pressão arterial é recomendado ao iniciar o tratamento com qualquer um desses medicamentos 1, 3.
Considerações Especiais
Pacientes com hipertensão devem ser avaliados quanto ao risco cardiovascular antes de iniciar o tratamento com triptanos ou ergotamina 3.
O uso crônico de ergotamina deve ser evitado devido ao potencial de vasoconstrição periférica prolongada e complicações cardiovasculares 3.
Para pacientes com enxaqueca e hipertensão, considerar estratégias de tratamento preventivo para reduzir a necessidade de medicamentos abortivos como rizatriptan ou ergotamina 3.