Manejo de Aneurismas Cerebrais Não Rotos < 3mm
Aneurismas cerebrais não rotos menores que 3mm devem ser manejados conservadoramente em praticamente todos os casos, sem necessidade de intervenção cirúrgica ou endovascular. 1
Recomendações Baseadas em Evidências
- Aneurismas pequenos e incidentais menores que 5mm (incluindo aqueles <3mm) devem ser manejados conservadoramente em praticamente todos os casos 1
- O risco de ruptura de aneurismas pequenos (<5mm) é extremamente baixo, com uma taxa anual de ruptura de aproximadamente 0,05% para aneurismas menores que 10mm 1
- Estudos demonstram que aneurismas sintomáticos tendem a ter diâmetros nunca menores que 3mm, sugerindo que aneurismas <3mm raramente causam sintomas 1
- A detecção de aneurismas muito pequenos (<3mm) pode ser difícil com técnicas de imagem não invasivas como angiotomografia e angiorressonância, que têm sensibilidade reduzida para lesões tão pequenas 1
Algoritmo de Manejo
Para Aneurismas <3mm Assintomáticos:
- Manejo conservador é a abordagem recomendada 1
- Monitoramento radiológico periódico para detectar possível crescimento 1
- Controle de fatores de risco modificáveis:
Exceções para Considerar Tratamento:
- Aneurismas <3mm que apresentam sintomas neurológicos (extremamente raros) 4, 5
- Pacientes com história prévia de hemorragia subaracnóidea por outro aneurisma 1
- Aneurismas localizados na artéria comunicante anterior, que apresentam maior risco de ruptura mesmo quando pequenos 3
- Aneurismas que demonstram crescimento durante o acompanhamento 1
Riscos e Considerações do Tratamento
- O tratamento endovascular de aneurismas ≤3mm apresenta maior taxa de falha técnica (13,7%) comparado a aneurismas maiores (3%) 6
- As taxas de complicações como ruptura intraoperatória (3,9%) e eventos tromboembólicos (3,9%) são semelhantes às de aneurismas maiores 6
- A morbimortalidade em 1 mês para tratamento de aneurismas muito pequenos é de aproximadamente 2,0%, semelhante à de aneurismas maiores 6
- Como o risco de ruptura espontânea é menor em aneurismas muito pequenos, o risco do tratamento frequentemente supera o benefício 6
Pontos Importantes
- A decisão de tratamento deve ser tomada por uma equipe multidisciplinar em centros com alta experiência em manejo de aneurismas 2
- O acompanhamento por imagem é essencial para detectar crescimento do aneurisma, que é um fator de risco para ruptura 1
- Fatores de risco específicos como hipertensão não controlada aumentam significativamente o risco de ruptura mesmo em aneurismas pequenos (HR 5,2) 3
- A localização na artéria comunicante anterior é um preditor independente de ruptura mesmo para aneurismas pequenos (HR 5,0) 3
Em resumo, para aneurismas cerebrais não rotos <3mm, a evidência atual fortemente favorece o manejo conservador com acompanhamento periódico, a menos que existam fatores de risco específicos como história prévia de hemorragia subaracnóidea, localização na artéria comunicante anterior, ou crescimento documentado durante o seguimento.