What are the management strategies for an immunosuppressed patient, particularly regarding infection prevention and corticosteroid tapering?

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Estratégias de Manejo para Pacientes Imunossuprimidos: Cadeias Hematológicas e Imunológicas

Prevenção de Infecções em Pacientes Imunossuprimidos

A profilaxia antimicrobiana deve ser implementada em pacientes com alto risco de infecções oportunistas, particularmente aqueles recebendo quimioterapia baseada em análogos de purina ou bendamustina, com cotrimoxazol para prevenção de pneumocistose. 1

Rastreamento e Profilaxia Viral

  • Pacientes devem ser rastreados para hepatite B antes de iniciar terapia imunossupressora prolongada, com profilaxia antiviral considerada para aqueles com evidência de infecção por HBV 1
  • A reativação do HBV pode ocorrer até 12 meses após o tratamento com agentes depletores de células B, exigindo monitoramento prolongado após cessação da profilaxia antiviral 1
  • Entecavir ou tenofovir são preferíveis à lamivudina em receptores de transplante de medula óssea devido à maior barreira à resistência medicamentosa 1

Vacinação e Imunoglobulinas

  • Vacinação pneumocócica e influenza sazonal é recomendada em pacientes com leucemia linfocítica crônica em estágio inicial 1
  • Imunoglobulina sistêmica profilática não impacta a sobrevida global, sendo recomendada apenas em pacientes com hipogamaglobulinemia grave e infecções recorrentes 1
  • Pacientes tratados com corticosteroides não imunes à varicela devem receber profilaxia com imunoglobulina varicela-zoster se expostos 2

Redução Gradual de Corticosteroides: Abordagem Algorítmica

A redução de corticosteroides deve ser realizada gradualmente ao longo de pelo menos 4 semanas para minimizar o risco de insuficiência adrenal e síndrome de retirada, com monitoramento rigoroso de sinais de reativação da doença. 1

Protocolo de Redução em Receptores de Transplante com Criptococose

  • Reduzir corticosteroides antes dos inibidores de calcineurina, pois estes últimos possuem atividade anticriptocócica direta 1
  • Espaçar a redução dos imunossupressores ao longo do tempo para evitar síndrome de reconstituição imune (IRIS) 1
  • A eliminação escalonada dos imunossupressores após início da terapia antifúngica é a abordagem prudente 1

Protocolo de Redução em Aloenxerto Renal Falido

Para pacientes em diálise com aloenxerto falido:

  • Mês 0-3: Interromper antimetabólito, manter inibidor de calcineurina (CNI) em dose baixa ± prednisona em dose baixa 1
  • Mês 6: Reduzir CNI em 50% ± prednisona em dose baixa 1
  • Mês 9: Considerar redução adicional de CNI ou manutenção de prednisona 5 mg 1
  • Mês 12: Considerar cessação de toda imunossupressão se não houver sinais de síndrome de intolerância ao enxerto e sem aumento significativo no valor de CPRA 1

Redução em Toxicidades Relacionadas a Inibidores de Checkpoint Imune

  • Para eventos adversos imunorrelacionados graves, iniciar metilprednisolona IV 1-2 mg/kg, convertendo para esteroides orais quando apropriado 1
  • A redução deve ocorrer ao longo de pelo menos 4 semanas após melhora dos sintomas 1
  • Redução muito rápida pode causar recidiva ou piora dos efeitos adversos 1

Complicações Hematológicas da Imunossupressão

Anemia Hemolítica Autoimune

Pacientes com anemia hemolítica grau 3 (Hgb < 8.0 g/dL) devem descontinuar permanentemente o inibidor de checkpoint imune e receber prednisona 1-2 mg/kg/dia, com consulta hematológica imediata. 1

  • Grau 1 (Hgb < LLN a 10.0 g/dL): Continuar terapia com acompanhamento clínico rigoroso 1
  • Grau 2 (Hgb < 10.0 a 8.0 g/dL): Suspender tratamento e considerar fortemente descontinuação permanente; administrar prednisona 0.5-1 mg/kg/dia 1
  • Grau 4 (consequências potencialmente fatais): Descontinuar permanentemente, admitir paciente, prednisona IV 1-2 mg/kg/dia; se sem melhora, iniciar rituximab, IVIG, ciclosporina A ou micofenolato mofetil 1

Trombocitopenia e Anemia Resistente a Eritropoietina

  • Achados hematológicos incluindo trombocitopenia e anemia resistente a agentes estimuladores de eritropoietina podem indicar síndrome de intolerância ao enxerto em receptores de transplante 1
  • Marcadores inflamatórios elevados (ferritina, PCR, VHS) frequentemente acompanham essas citopenias 1

Síndrome de Intolerância ao Enxerto (GIS)

A síndrome de intolerância ao enxerto ocorre em 30-50% dos pacientes dentro de 1 ano após falha do aloenxerto e início de diálise, apresentando-se com febre, hematúria macroscópica, aumento do enxerto ou sensibilidade. 1

Manejo da GIS

  • Pulso de esteroides seguido de redução gradual de esteroides 1
  • Pacientes com GIS recorrente requerem nefrectomia do enxerto ou embolização 1
  • Infecções ou malignidades devem ser descartadas antes do diagnóstico de GIS 1
  • Risco 7 vezes maior de internações por doenças febris sem fonte infecciosa identificada dentro de 6 meses após retirada da imunossupressão 1

Monitoramento de Pacientes Imunossuprimidos

Vigilância de Infecções

  • Uso de agentes imunossupressores, especialmente corticosteroides, deve ser restrito ao mínimo possível 1
  • Profilaxia antibiótica e antiviral deve ser usada em pacientes com infecções recorrentes e/ou risco muito alto de desenvolver infecções 1
  • Pacientes devem ser monitorados rigorosamente por até 1 ano após descontinuação da imunoterapia, pois eventos adversos imunorrelacionados podem ocorrer a qualquer momento 1

Monitoramento Laboratorial

  • Hemograma completo com diferencial, função hepática e renal devem ser avaliados regularmente 1
  • Níveis de hemoglobina devem ser monitorados semanalmente até que o processo de redução de corticosteroides esteja completo 1
  • Eletrólitos séricos, pressão arterial e sintomas clínicos devem guiar ajustes de dose de fludrocortisona em pacientes com insuficiência adrenal 3

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Nunca descontinuar corticosteroides abruptamente: Pode levar a insuficiência adrenocortical e crise adrenal potencialmente fatal 3, 2
  • Não ignorar exposição a varicela ou sarampo: Podem ter curso grave ou fatal em pacientes não imunes recebendo corticosteroides 2
  • Evitar retirada rápida de imunossupressão em receptores de transplante: Pode precipitar IRIS e rejeição do órgão 1
  • Não interromper fludrocortisona completamente quando hipertensão se desenvolve: Reduzir dose ao invés de parar 3

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Adjusting Fludrocortisone Dose in Adult Adrenal Insufficiency

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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