Tratamento da Rinorreia Posterior em Paciente de 51 Anos
Para um paciente de 51 anos com rinorreia posterior, o tratamento inicial mais eficaz consiste em corticosteroides intranasais, que podem ser combinados com anticolinérgicos intranasais (como brometo de ipratrópio) se a rinorreia for o sintoma predominante. 1
Abordagem Diagnóstica Inicial
Antes de iniciar o tratamento, é fundamental determinar se a rinorreia posterior é de origem alérgica ou não-alérgica, pois isso influencia a escolha terapêutica:
- Rinite alérgica é sugerida por prurido nasal, espirros, sintomas sazonais e início antes dos 20 anos de idade 1
- Rinite não-alérgica é mais provável quando há rinorreia posterior isolada, sintomas desencadeados por odores fortes (perfume, fumaça), ou início após os 20 anos 1
- A rinorreia posterior isolada é menos provável de ser causada por rinite alérgica 1
Tratamento de Primeira Linha
Para Rinite Não-Alérgica (Mais Provável Neste Caso)
Corticosteroides intranasais são a primeira escolha:
- Aliviam tanto a congestão quanto a rinorreia associada à rinite vasomotora 1
- Fluticasona intranasal 100-200 mcg/dia (1-2 sprays em cada narina uma vez ao dia) demonstrou eficácia significativa 2
- Efeito máximo pode levar vários dias, mas melhora pode ser observada em 12 horas 2
- Instruir o paciente a direcionar o spray para longe do septo nasal para evitar irritação local 1
Anticolinérgicos intranasais devem ser adicionados se a rinorreia for predominante:
- Brometo de ipratrópio intranasal é particularmente útil para rinorreia predominante 1
- Reduz efetivamente a rinorreia, mas tem efeito mínimo na congestão 1
- A combinação de anticolinérgicos com corticosteroides intranasais pode proporcionar eficácia aumentada sem efeitos adversos adicionais 1
Medidas Adjuvantes
Irrigação nasal com solução salina:
- Alivia a congestão e facilita a limpeza das secreções nasais 3
- Pode ser usada regularmente como terapia complementar 3
Evitar irritantes:
- Particularmente importante em pacientes com suspeita de rinite vasomotora 1
- Evitar fumaça de tabaco, perfumes fortes e outros irritantes 1
O Que NÃO Fazer
Anti-histamínicos orais não-sedantes:
- NÃO demonstraram eficácia na rinite não-alérgica 1
- Devem ser evitados como monoterapia neste contexto 1
Descongestionantes tópicos:
- Usar apenas por períodos curtos (máximo 3-5 dias) 3
- Uso prolongado pode causar rinite medicamentosa (congestão de rebote) 1
Antibióticos:
- NÃO são indicados para rinorreia posterior crônica sem evidência de infecção bacteriana 3
Avaliação de Resposta e Seguimento
Reavaliar após 7 dias de tratamento:
- Avaliar sintomas nasais (congestão, rinorreia), sinais físicos e qualidade de vida 1
- Se não houver resposta adequada, considerar ajuste de dose ou adição de terapia combinada 1
Critérios para encaminhamento ao especialista (alergista/imunologista):
- Manifestações prolongadas sem resposta ao tratamento 1
- Complicações como otite média, sinusite ou polipose nasal 1
- Comorbidades como asma ou sinusite crônica 1
- Necessidade de corticosteroides sistêmicos 1
- Sintomas que interferem significativamente na qualidade de vida ou função diária 1
Armadilhas Comuns a Evitar
- Não prescrever anti-histamínicos orais como primeira linha para rinite não-alérgica, pois são ineficazes 1
- Não usar descongestionantes tópicos por mais de 3-5 dias para evitar rinite medicamentosa 3
- Não iniciar corticosteroides sistêmicos antes de tentar corticosteroides intranasais 1
- Não subestimar a importância da irrigação nasal salina como medida simples e eficaz 3