Prescrição de Durateston (Testosterona)
Durateston deve ser prescrito apenas para homens com deficiência de testosterona confirmada laboratorialmente (testosterona total <300 ng/dL em duas medições matinais) e sintomas clínicos associados, administrado por via intramuscular profunda no músculo glúteo na dose de 50-400 mg a cada 2-4 semanas. 1
Critérios Diagnósticos Obrigatórios
Antes de prescrever Durateston, é essencial confirmar:
- Níveis de testosterona total <300 ng/dL em pelo menos duas medições realizadas pela manhã 2
- Presença de sintomas como diminuição da libido, disfunção erétil, humor deprimido, perda de massa muscular ou óssea 3
- Dosagem de hormônio luteinizante (LH) para estabelecer a etiologia da deficiência 2
Diretrizes de Prescrição
Dose e Administração
- Via intramuscular profunda no músculo glúteo - nunca administrar por via intravenosa 1
- Dose padrão: 50-400 mg a cada 2-4 semanas para reposição em homens hipogonadais 1
- Objetivo terapêutico: alcançar níveis de testosterona no terço médio da faixa normal (450-600 ng/dL) 2
- A dose deve ser ajustada conforme resposta do paciente e aparecimento de reações adversas 1
Escolha da Formulação
- Produtos comerciais manufaturados devem ser preferidos em vez de formulações manipuladas, devido à variabilidade de potência e qualidade 4
- Para pacientes >70 anos ou com doenças crônicas, formulações facilmente tituláveis (gel, spray ou adesivo) são preferíveis às injetáveis de longa ação 4
- Testosterona oral alquilada nunca deve ser prescrita devido ao risco de hepatotoxicidade 4
Contraindicações Absolutas
Não prescrever Durateston em:
- Homens tentando conceber (suprime espermatogênese) 4
- Câncer de próstata em vigilância ativa ou em terapia de privação androgênica 4
- Eventos cardiovasculares recentes (aguardar 3-6 meses) 4, 2
- Histórico de câncer de próstata ou níveis elevados de PSA 4
Monitoramento Obrigatório
Avaliação Inicial
- Hematócrito basal e PSA antes de iniciar 4
- Avaliação cardiovascular completa em homens >30 anos com disfunção erétil 4
Seguimento
- Primeira medição de testosterona após intervalo apropriado para garantir níveis-alvo 4
- Monitoramento a cada 6-12 meses: testosterona total, hematócrito e PSA 4
- Descontinuar após 3-6 meses se níveis-alvo forem alcançados mas sem melhora sintomática 4
Precauções Especiais
Insuficiência Cardíaca Congestiva
- Cautela extrema devido ao risco de retenção hídrica 4
- Objetivos de reposição devem ser na faixa média (350-600 ng/dL) 4
Faixas de Testosterona para Decisão Terapêutica
- >350 ng/dL: geralmente não requer reposição 4
- <230 ng/dL: geralmente beneficia-se da terapia 4
- 231-346 ng/dL: considerar trial de 4-6 meses apenas em homens sintomáticos após discussão cuidadosa de riscos e benefícios 4
Riscos Reconhecidos
Embora os estudos não tenham poder adequado para avaliar eventos adversos graves, riscos conhecidos incluem 4:
- Policitemia e elevação do PSA
- Hipertensão arterial
- Atrofia testicular e infertilidade
- Ginecomastia
- Retenção hídrica
- Risco de transferência para mulheres e crianças (formulações tópicas)
- Eventos cardiovasculares (dados de segurança a longo prazo ainda em investigação)
Armadilhas Comuns a Evitar
- Não prescrever para "andropausa" ou envelhecimento masculino sem deficiência documentada e sintomas claros 5
- Não usar para hipogonadismo relacionado à idade sem etiologia estrutural ou genética (contraindicado pela FDA para formulação oral) 4
- Nunca prescrever sem confirmação laboratorial em duas ocasiões 2
- Evitar uso em atletas ou para fins estéticos (abuso documentado) 6, 7