What are the indications, contraindications, and types of nutrition support in Intensive Care Unit (ICU) patients, including enteral nutrition (EN) and parenteral nutrition (PN)?

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Nutrição em Pacientes de Unidade de Terapia Intensiva

Recomendação Principal

A nutrição enteral precoce (dentro de 48 horas) deve ser iniciada em todos os pacientes críticos quando o trato gastrointestinal estiver disponível, pois reduz complicações infecciosas, tempo de internação na UTI e mortalidade em comparação com nutrição parenteral precoce ou nutrição enteral tardia. 1

Tipos de Nutrição na UTI

Nutrição Enteral (NE)

A nutrição enteral é a primeira escolha para suporte nutricional em pacientes críticos com trato gastrointestinal funcional. 1

  • A NE deve ser iniciada dentro de 24-48 horas da admissão na UTI em pacientes hemodinamicamente estáveis 1, 2
  • A NE precoce reduz complicações infecciosas em 50% comparada à NE tardia (RR 0.50, IC 95% 0.37-0.67) 2
  • A NE precoce está associada a menor tempo de internação hospitalar e na UTI comparada à nutrição parenteral 1

Nutrição Parenteral (NP)

A nutrição parenteral deve ser reservada apenas para situações onde a nutrição enteral é contraindicada ou não tolerada. 1, 3

  • A NP deve ser implementada dentro de 3-7 dias quando há contraindicações para via oral e enteral 1
  • Em pacientes gravemente desnutridos com contraindicações para NE, a NP precoce e progressiva pode ser fornecida ao invés de nenhuma nutrição 1
  • A NP deve ser iniciada dentro de 24-48 horas em pacientes críticos que não podem receber nutrição enteral, mas somente após tentar alimentação enteral primeiro 3

Indicações Específicas

Quando Iniciar Nutrição Enteral Precoce

Inicie NE dentro de 48 horas em: 1

  • Pacientes críticos com trato gastrointestinal funcional
  • Trauma cranioencefálico 1
  • Pancreatite aguda grave 1
  • Cirurgia gastrointestinal 1
  • Trauma abdominal 1
  • Pacientes com abdome aberto após ressuscitação completa 1
  • Lesão renal aguda ou doença renal crônica (não há evidência de aumento de complicações gastrointestinais, mecânicas ou metabólicas) 1

Quando Iniciar Nutrição Parenteral

Inicie NP quando: 1, 3

  • Contraindicações absolutas para nutrição enteral estão presentes
  • Paciente não pode receber nutrição enteral e está gravemente desnutrido 1
  • Após 2 dias de alimentação enteral inadequada (menos que o alvo), considere NP suplementar 4

Contraindicações para Nutrição Enteral

Contraindicações Absolutas - Retardar NE

A nutrição enteral deve ser retardada nas seguintes situações: 1

  • Choque não controlado (especialmente com vasopressores em doses muito altas, ex: noradrenalina >1 μg/kg/min) e hiperlactatemia persistente 1
  • Hipoxemia não controlada e acidose 1
  • Sangramento gastrointestinal superior não controlado 1
  • Aspirado gástrico >500 ml/6 horas 1
  • Isquemia intestinal 1
  • Obstrução intestinal 1
  • Síndrome compartimental abdominal 1
  • Fístula de alto débito sem acesso de alimentação distal 1
  • Intestino viável menor que 75 cm 1
  • Trato intestinal em descontinuidade (alças temporariamente fechadas) 1

Precauções - Iniciar com Cautela

Inicie NE em taxa baixa (10-20 ml/h) com monitoramento cuidadoso em: 1

  • Pacientes com choque controlado (iniciar assim que o choque estiver controlado) 1
  • Patologia abdominal grave 1
  • Hipoperfusão 1
  • Sobrecarga de fluidos 1
  • Consciência diminuída com deglutição inadequada (considerar alimentação pós-pilórica) 1

Protocolo de Implementação

Iniciando Nutrição Enteral

Siga este algoritmo rigoroso: 1

  1. Inicie em taxa baixa: 10-20 ml/h enquanto monitora cuidadosamente sintomas abdominais/gastrointestinais 1
  2. Aumente lentamente: Somente quando sintomas prévios estiverem resolvendo e nenhum sintoma novo ocorrer 1
  3. Não aumente a NE: Em casos de intolerância ou novos sintomas (dor, distensão abdominal, aumento da pressão intra-abdominal) 1
  4. Continue em taxa lenta ou cesse: Dependendo da gravidade dos sintomas e suspeita de patologia subjacente grave (ex: isquemia mesentérica) 1

Alvos Nutricionais

Fase Aguda (primeiras 72-96 horas): 1, 3, 4

  • Energia: 20-25 kcal/kg/dia (não tente cobrir o alvo energético completo) 3, 4
  • Proteína: 1.3-1.5 g/kg peso corporal ideal/dia 3, 4
  • Glicose: Mínimo de 2 g/kg/dia 4
  • Lipídios: 0.7-1.5 g/kg/dia (administrar ao longo de 12-24 horas) 4

Fase de Recuperação/Anabólica: 1, 4

  • Energia: 25-35 kcal/kg/dia (35 kcal/kg para pacientes sem obesidade; 25-35 kcal/kg para pacientes com obesidade IMC 30-40) 1, 4
  • Proteína: Pode necessitar aumento para suportar reconstituição anabólica 4

Via de Administração

Via Gástrica vs. Pós-Pilórica: 1

  • Em caso de retenção gástrica sem outros sintomas abdominais novos, use procinéticos e/ou alimentação pós-pilórica de forma protocolizada 1
  • Para pacientes com consciência diminuída e deglutição inadequada, considere alimentação pós-pilórica para prevenir aspiração 1

Acesso Venoso para NP: 3, 4

  • Acesso venoso central é necessário para misturas de NP de alta osmolaridade projetadas para cobrir necessidades nutricionais completas 3, 4

Monitoramento e Manejo de Complicações

Disfunção Gastrointestinal

Durante introdução e aumento da taxa de NE: 1

  • Medição da pressão intra-abdominal (PIA) fornece valor numérico adicional para detectar dinâmica negativa da PIA durante NE em pacientes com patologia abdominal grave, hipoperfusão ou sobrecarga de fluidos 1

Controle Glicêmico

Mantenha glicemia entre 140-180 mg/dL (7.8-10 mmol/L): 1, 3, 4

  • Hiperglicemia é fator de risco importante que aumenta mortalidade e complicações infecciosas 3, 4
  • Controle glicêmico rigoroso (80-110 mg/dL) leva a mais episódios hipoglicêmicos graves e maior mortalidade 1
  • Monitoramento glicêmico estrito é necessário para prevenir complicações associadas à hiperglicemia 3

Síndrome de Realimentação

Em pacientes desnutridos: 1

  • Inicie suporte nutricional lentamente: 5-10 kcal/kg nas primeiras 24 horas 1
  • Monitore eletrólitos séricos (potássio, magnésio, fósforo) antes do início da nutrição e pelo menos frequentemente nos primeiros 3 dias 1
  • Reposição agressiva de eletrólitos e monitoramento cardiorrespiratório são recomendados para evitar arritmias cardíacas 1

Micronutrientes

Administração de micronutrientes: 1, 4

  • Inclua dose diária de multivitaminas e oligoelementos em todas as prescrições de nutrição parenteral 4
  • Administre micronutrientes e vitaminas para tratar deficiência confirmada ou clinicamente suspeita 1
  • Monitore eletrólitos, particularmente potássio, magnésio e fosfato 4

Consequências Clínicas

Benefícios da Nutrição Enteral Precoce

Comparada à NE tardia: 1, 2

  • Redução de complicações infecciosas 1, 2
  • Redução da taxa de infecção 1
  • Menor tempo de internação hospitalar 1, 5
  • Menor tempo de internação na UTI 1
  • Melhor autossuficiência 1
  • Redução de pneumonia 2

Comparada à NP precoce: 1

  • Proteção contra infecções 1
  • Menor tempo de internação hospitalar e na UTI 1
  • Redução dramática do risco de infecções adquiridas na UTI (RR 0.64, IC 95% 0.48-0.87) 1

Riscos da Nutrição Inadequada

Déficits energéticos correlacionam-se fortemente com: 3

  • Complicações infecciosas 3
  • Duração da ventilação mecânica 3
  • Tempo de permanência na UTI 3

Hiperalimentação (fornecendo mais energia do que realmente gasto): 4, 6

  • Pode piorar os desfechos 4
  • Superalimentação calórica pode desempenhar papel nas complicações infecciosas da NP 1
  • Estudos recentes mostram dano dose-dependente por suporte nutricional completo precoce em pacientes críticos 6

Riscos Específicos da Nutrição Parenteral

Quando comparada à NE: 1

  • Maior taxa de complicações infecciosas 1
  • Maior tempo de internação hospitalar e na UTI 1
  • Risco aumentado de hiperglicemia 3

Armadilhas Comuns a Evitar

Evite estas práticas: 1, 4, 5

  • Não tente cobrir o alvo energético completo com NE precoce (a NE que excede o gasto energético real parece prejudicial) 1
  • Não use corante alimentar azul com alimentação enteral devido à sensibilidade limitada para aspiração e risco de mortalidade 5
  • Não subestime as necessidades proteicas, pois provisão inadequada de proteína pode levar ao aumento da perda muscular 4
  • Evite dietas caseiras (liquidificadas) para alimentação por sonda devido ao conteúdo nutricional inconsistente e maior risco de infecção 4
  • Não forneça doses altas de aminoácidos precocemente em pacientes com disfunções orgânicas (associado a dano) 6
  • Para pacientes recebendo propofol, contabilize as calorias adicionais fornecidas pela emulsão lipídica para prevenir superalimentação 4

Abordagem individualizada necessária: 1

  • Saúde pré-mórbida e curso da doença aguda podem diferir entre pacientes com diagnósticos similares; portanto, uma abordagem individual deve sempre ser aplicada 1

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Total Parenteral Nutrition in ICU

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Nutritional Requirements for ICU Patients

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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