What is the evidence for using Clobazam in patients with Autism Spectrum Disorder (ASD) level 3?

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Evidência para o Uso de Clobazam em Pacientes com Transtorno do Espectro Autista Nível 3

O clobazam NÃO é recomendado para pacientes com TEA nível 3, pois pode causar agitação agressiva grave, comportamento autolesivo e deterioração comportamental significativa, especialmente em crianças com deficiência intelectual e autismo.

Evidência de Risco Significativo

A evidência disponível demonstra riscos substanciais do clobazam especificamente em pacientes autistas:

  • Em um estudo com 63 crianças tratadas com clobazam para epilepsia refratária, 11% desenvolveram transtorno comportamental grave caracterizado por agitação agressiva, comportamento autolesivo, insônia e atividade motora incessante 1

  • As crianças afetadas eram relativamente jovens (idade média 6,4 anos) e com deficiência de desenvolvimento - quatro eram autistas e duas tinham retardo mental isolado 1

  • Esta deterioração comportamental ocorreu entre 10 e 55 dias após o início da terapia com clobazam, em doses relativamente baixas, e exigiu a descontinuação do medicamento 1

  • Após a descontinuação do clobazam, os pacientes retornaram ao comportamento anterior dentro de 3 semanas 1

Alternativas Baseadas em Evidências para TEA Nível 3

Para Irritabilidade e Agressividade (Primeira Linha)

A Academia Americana de Psiquiatria Infantil e do Adolescente recomenda risperidona (0,5-3,5 mg/dia) ou aripiprazol (5-15 mg/dia) como tratamento de primeira linha para irritabilidade e agressão no TEA 2

  • Ambos os medicamentos são aprovados pela FDA para irritabilidade associada ao TEA em crianças e adolescentes de 6-17 anos 2
  • Risperidona e aripiprazol demonstraram melhora significativa na subescala de Irritabilidade do Aberrant Behavior Checklist comparado ao placebo 2
  • Combinar medicação com treinamento parental é moderadamente mais eficaz do que medicação isolada para diminuir distúrbios comportamentais graves 2

Para Casos Refratários Graves

Clozapina deve ser considerada para manejo de comportamentos disruptivos em pacientes com TEA que não melhoraram com antipsicóticos de primeira linha 3

  • Em estudo retrospectivo, clozapina resultou em diminuição significativa de 2 vezes no número de dias com agressão 3
  • Pacientes da primeira coorte ainda estavam em uso de clozapina após média de 11 ± 2,6 anos, com mesma eficácia e sem efeitos adversos graves 4
  • Clozapina resultou em diminuição de 65,2% ± 32,6% no número de dias com agressão em 13 pacientes com TEA 4
  • Tolerância de longo prazo foi boa, exceto por ganho de peso significativo (14,3 ± 10,9 kg) 3

Considerações Importantes sobre Benzodiazepínicos no TEA

  • A Academia Americana de Pediatria sugere que lorazepam é preferido para manejo de agitação aguda devido ao início rápido de ação, absorção rápida e completa, e ausência de metabólitos ativos 5
  • O uso de lorazepam deve ser pela menor duração possível para evitar tolerância e dependência, com monitoramento cuidadoso para depressão respiratória e reações paradoxais 5
  • Evitar uso de longo prazo de benzodiazepínicos devido a perfis desfavoráveis de risco-benefício 2

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Não prescrever clobazam para pacientes autistas com deficiência intelectual, pois este grupo apresenta risco particularmente elevado de deterioração comportamental grave 1
  • O mecanismo da mudança comportamental com clobazam em autistas permanece obscuro, mas o risco é bem documentado 1
  • Benzodiazepínicos podem causar reações paradoxais em crianças com TEA, manifestando-se como aumento da agitação ao invés de sedação 5

Abordagem Algorítmica Recomendada

  1. Para irritabilidade/agressão em TEA nível 3: Iniciar risperidona ou aripiprazol como primeira linha 2
  2. Se resposta inadequada: Considerar clozapina para casos refratários graves, com monitoramento rigoroso 4, 3
  3. Para agitação aguda: Lorazepam em dose única, não clobazam 5
  4. Sempre combinar: Farmacoterapia com intervenções comportamentais e treinamento parental 2

References

Research

Aggression in children treated with clobazam for epilepsy.

Clinical neuropharmacology, 1994

Guideline

Medication Treatment for Autism Spectrum Disorder (ASD)

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Management of Acute Agitation in Autistic Children

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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