Broncodilatadores Mais Fracos
Os broncodilatadores mais fracos são os anticolinérgicos de ação curta (como ipratrópio) e a teofilina oral, sendo ambos considerados terapia de segunda linha em relação aos beta-2 agonistas inalados. 1, 2
Hierarquia de Potência dos Broncodilatadores
Broncodilatadores de Menor Potência
Os anticolinérgicos de ação curta (ipratrópio) são considerados broncodilatadores mais fracos:
- O ipratrópio tem efeito broncodilatador comparável aos simpaticomiméticos apenas em algumas instâncias específicas 3
- Atua inibindo os efeitos do reflexo parassimpático, mas com eficácia limitada como monoterapia 3
- É classificado como agente de segunda linha, sendo mais útil quando combinado com beta-2 agonistas 1, 2
A teofilina representa o broncodilatador mais fraco disponível:
- É descrita como um broncodilatador "leve a moderado" 2
- Funciona como broncodilatador fraco e estimulante respiratório não seletivo 4
- Deve ser usada apenas quando os sintomas persistem apesar da terapia broncodilatadora ótima, devido aos seus efeitos adversos potenciais e índice terapêutico estreito 4
- Os broncodilatadores orais, incluindo teofilina, agem mais lentamente que os agentes inalados e são muito menos adequados para alívio de curto prazo dos sintomas 1
Broncodilatadores de Maior Potência (Para Contexto)
Os beta-2 agonistas de ação curta (SABAs) são os broncodilatadores mais potentes:
- Albuterol (salbutamol), levalbuterol e pirbuterol proporcionam alívio rápido dos sintomas agudos 2, 5
- Têm início de ação em minutos (6-7 minutos) e duração de 3-6 horas 5
- São a pedra angular do tratamento sintomático para o componente reversível da obstrução das vias aéreas 1
Os beta-2 agonistas de longa ação (LABAs) oferecem broncodilatação prolongada:
- Salmeterol, formoterol, indacaterol, olodaterol e vilanterol proporcionam broncodilatação por pelo menos 12 horas 2
- Salmeterol produz broncodilatação apreciável por 12 horas 1
Considerações Clínicas Importantes
Armadilhas Comuns
Evite usar broncodilatadores orais como primeira linha:
- Os broncodilatadores orais devem ser considerados como tratamento de segunda linha em relação aos broncodilatadores inalados 1
- A via inalada é preferida para minimizar efeitos sistêmicos 6
Cuidado com a teofilina:
- Requer monitoramento dos níveis séricos devido à variabilidade individual na meia-vida 3
- Fatores fisiopatológicos (idade, hábitos alimentares, insuficiência hepática, insuficiência cardíaca) e interações medicamentosas afetam sua farmacocinética 3
- Principais efeitos colaterais incluem intolerância digestiva e, em doses tóxicas, distúrbios neurológicos 3
Quando Considerar Broncodilatadores Mais Fracos
O ipratrópio pode ser útil em situações específicas:
- Como terapia adjuvante aos SABAs em exacerbações moderadas ou graves em ambientes de emergência 2
- A combinação SAMA (anticolinérgico de ação curta) mais SABA é mais eficaz que SABA isolado para prevenir exacerbações agudas na DPOC 2
A teofilina oral pode ser considerada:
- Como terapia alternativa (não preferida) para cuidados de etapa 2 na asma persistente leve 2
- Como terapia adjuvante com corticosteroides inalados quando outras opções não são toleradas 2
Algoritmo de Seleção
- Primeira escolha: Beta-2 agonistas inalados de ação curta (albuterol/salbutamol) 1, 2, 5
- Segunda escolha: Anticolinérgicos de ação curta (ipratrópio), especialmente em combinação com SABAs 1, 2
- Última escolha: Teofilina oral, apenas quando sintomas persistem apesar de terapia broncodilatadora ótima 2, 4