What is the diagnostic approach and treatment for Amyotrophic Lateral Sclerosis (ALS)?

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INVESTIGAÇÃO DE ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA

Abordagem Diagnóstica

O diagnóstico de ELA requer evidência de degeneração combinada de neurônios motores superiores e inferiores, progressão dos sintomas, e exclusão de outras condições através de avaliação clínica, estudos eletrofisiológicos e neuroimagem. 1

Apresentação Clínica

  • A ELA apresenta sinais mistos de neurônio motor superior (hipertonia, hiperreflexia) e neurônio motor inferior (fasciculações musculares, fraqueza e atrofia) 2
  • Aproximadamente 80% dos pacientes com ELA de início bulbar desenvolvem disartria e disfagia 1
  • A forma típica de ELA envolve ambos os neurônios motores superior e inferior, enquanto formas raras incluem atrofia muscular progressiva (apenas neurônio motor inferior) e esclerose lateral primária (apenas neurônio motor superior) 3

Testes Eletrofisiológicos (Essenciais)

  • A eletromiografia (EMG) e estudos de velocidade de condução nervosa (VCN) são os testes fundamentais para diagnosticar ELA, detectando degeneração do neurônio motor inferior e distinguindo ELA de outras condições 1, 4
  • A EMG de agulha registra atividades anormais em repouso e procura padrões neurogênicos durante a contração muscular 3
  • Potenciais evocados motores após estimulação magnética transcraniana são o teste de escolha para identificar comprometimento dos neurônios motores superiores 3

Neuroimagem

  • Ressonância magnética cerebral sem contraste IV é recomendada como imagem inicial para excluir outras condições 1, 4
  • Achados comuns na RM incluem sinal anormal T2/FLAIR nos tratos corticoespinais, particularmente no braço posterior da cápsula interna e pedúnculos cerebrais 4, 2
  • Imagens T2* ou ponderadas por susceptibilidade podem mostrar hipointensidade anormal no giro pré-central, com alta sensibilidade e especificidade para ELA 4
  • RM da coluna sem contraste IV pode ser apropriada em certos casos para excluir etiologias estruturais, infecciosas ou neoplásicas 1, 4
  • O sinal anormal T2/STIR nos cornos anteriores (aparência de "olhos de cobra") pode aparecer, mas não é específico para ELA 4, 2

Testes Laboratoriais (Para Excluir Condições Tratáveis)

  • Hemograma completo para avaliar condições infecciosas ou inflamatórias 1, 4
  • Perfil químico sanguíneo incluindo glicose, eletrólitos, função renal e enzimas hepáticas 1, 4
  • Testes de função tireoidiana para excluir distúrbios tireoidianos 1, 4
  • Níveis de vitamina B12, folato e vitamina E para excluir deficiências 1, 4
  • Eletroforese de proteínas séricas para excluir neuropatias paraproteinêmicas 1, 4
  • Anticorpos anti-gangliosídeos (GM1, GD1a, GD1b) para excluir neuropatias motoras imunomediadas 1, 4
  • Painel de anticorpos paraneoplásicos 1, 4
  • Anticorpos anti-receptor de acetilcolina e anti-MuSK para excluir miastenia gravis 1, 4

Análise do Líquido Cefalorraquidiano

  • Análise do LCR incluindo contagem celular, proteína, glicose, índice IgG, bandas oligoclonais e citologia para excluir causas infecciosas, inflamatórias ou neoplásicas 1, 4
  • Pleocitose acentuada (>50 células/μl) sugere diagnósticos alternativos 4

Testes Genéticos

  • Considerar testes genéticos para genes associados à ELA (C9orf72, SOD1, FUS, TARDBP), especialmente em casos com história familiar 1, 4
  • A expansão de repetições no gene C9orf72 é a causa genética mais comum de ELA, vista em aproximadamente 40% dos pacientes com história familiar e 10% sem história familiar 5

Biomarcadores Emergentes

  • Níveis de neurofilamentos no soro e/ou LCR fornecem evidência Classe II estabelecendo confiabilidade e sensibilidade no apoio ao diagnóstico de ELA 6
  • Níveis elevados de neurofilamentos podem ser detectados em estágios pré-sintomáticos 6

Avaliação da Deglutição

A triagem para disfagia deve ser realizada em todos os pacientes com ELA, tanto no diagnóstico quanto no acompanhamento, como parte de uma avaliação clínica e neurológica abrangente. 7

Frequência de Avaliação

  • A frequência da avaliação clínica da disfagia no acompanhamento deve depender da presença e progressão dos sinais clínicos; em geral, recomenda-se frequência de 3 meses 7, 1

Métodos de Triagem

  • Questionários estruturados como o EAT-10 podem identificar pacientes com proteção insegura das vias aéreas durante a deglutição (sensibilidade 86%, especificidade 76%) 1
  • O Teste de Deglutição Volume-Viscosidade (V-VST) tem alta sensibilidade (92%) e especificidade (80%) para detectar disfagia em pacientes com ELA 7, 1

Avaliação Instrumental

  • A videofluoroscopia é recomendada na avaliação clínica da disfagia no diagnóstico 1
  • Sinais frequentes na videofluoroscopia em pacientes com ELA incluem transporte retardado do bolo da cavidade oral para a faringe e diminuição da contração faríngea 7
  • A videofluoroscopia pode revelar alterações no processo de deglutição em pacientes com ELA assintomáticos 7
  • A avaliação endoscópica flexível da deglutição (FEES) é uma alternativa apropriada 7

Achados Fisiopatológicos

  • Estudos videofluoromanométricos observaram que a diminuição da pressão de deglutição aparece primeiro na orofaringe 7
  • Pacientes com ELA apresentam forças de propulsão lingual reduzidas e amplitudes de contração faríngea diminuídas 7

Abordagem Terapêutica

Tratamento Farmacológico

Riluzol 50 mg duas vezes ao dia, tomado pelo menos 1 hora antes ou 2 horas após uma refeição, é aprovado pela FDA para o tratamento da ELA. 8

  • O riluzol é um antagonista do receptor de glutamato com benefícios modestos 5
  • Medir aminotransferases séricas antes e durante o tratamento 8
  • O uso de riluzol não é recomendado em pacientes com elevações basais de aminotransferases séricas maiores que 5 vezes o limite superior da normalidade 8
  • Edaravone, um eliminador de radicais livres, é outra medicação aprovada pela FDA com benefícios modestos 5
  • O início precoce da terapia para retardar o processo neurodegenerativo fundamental demonstra efeitos benéficos 6

Manejo Nutricional e da Disfagia

Em pacientes com ELA com fadiga muscular e refeições prolongadas, deve-se aconselhar fracionamento e enriquecimento das refeições com energia ou nutrientes deficientes. 7

  • Se a perda de peso progredir, a suplementação nutricional oral deve ser recomendada 7
  • Em pacientes com ELA com disfagia moderada, aconselhamento dietético deve ser fornecido para adaptar a textura de sólidos e líquidos para facilitar a deglutição e evitar aspiração 7
  • Estudo instrumental da função de deglutição (videofluoroscopia, FEES ou videofluoroscopia-manometria), se disponível, pode orientar a segurança e eficácia da dieta com textura modificada 7

Manobras Posturais

Em pacientes com ELA com disfagia moderada, manobras posturais (como postura de queixo para baixo) devem ser recomendadas para proteger as vias aéreas durante a deglutição. 7

Cuidados Multidisciplinares

  • O suporte nutricional é essencial para pacientes com disfagia e perda de peso 1
  • Avaliações regulares de deglutição (recomendadas a cada 3 meses) para monitorar a progressão da disfagia 1
  • Encaminhamento precoce para serviços paliativos é recomendado para estabelecer relacionamentos com a equipe e abordar questões de fim de vida antes que a comunicação se torne limitada 1
  • O suporte para cuidadores é crucial, pois frequentemente experimentam sobrecarga significativa 1

Prognóstico

  • A sobrevida média de pacientes típicos com ELA é de 3-5 anos após o início dos sintomas 1, 3
  • Apenas 5-10% dos pacientes vivem mais de 10 anos 1
  • A insuficiência respiratória devido à fraqueza dos músculos respiratórios é a causa mais comum de morte 1
  • O início precoce do cuidado multidisciplinar resulta em economia de custos e sobrevida prolongada 6

Armadilhas Comuns

  • O processo neurodegenerativo já está ativo em um estágio clinicamente pré-sintomático, com aproximadamente 20% de perda de neurônios motores já ocorrida antes do início dos sintomas 6
  • O tempo médio do início da fraqueza progressiva até o diagnóstico definitivo é de aproximadamente 12 meses, o que pode atrasar o início do tratamento 6
  • Alterações na capacidade de deglutição podem ocorrer em estágios precoces da doença, mesmo na ausência de sintomas bulbares 7

References

Guideline

Diagnostic and Treatment Approaches for Amyotrophic Lateral Sclerosis (ALS)

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Motor Neuron Disease Characteristics and Diagnostic Features

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Research

Diagnostics of Amyotrophic Lateral Sclerosis: Up to Date.

Diagnostics (Basel, Switzerland), 2021

Guideline

Diagnostic Testing for Suspected Amyotrophic Lateral Sclerosis (ALS)

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Research

Amyotrophic Lateral Sclerosis: An Update for 2018.

Mayo Clinic proceedings, 2018

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

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