Supressão Temporária da Coreia pela Vontade do Paciente
Sim, a coreia na doença de Huntington pode ser temporariamente suprimida pela vontade do paciente, embora este seja um fenômeno transitório e limitado. Esta característica clínica distingue a coreia de outros movimentos involuntários e é uma observação clássica na avaliação neurológica.
Características Clínicas da Coreia
A coreia na doença de Huntington manifesta-se como movimentos involuntários, sem propósito e não-estereotipados do tronco ou extremidades 1. Estes movimentos apresentam características específicas:
- Os movimentos coreicos fluem entre diferentes regiões do corpo de forma breve e transitória 2
- Frequentemente associam-se com fraqueza muscular e labilidade emocional 1
- Podem ser predominantemente unilaterais em alguns pacientes, requerendo exame neurológico cuidadoso 1
Supressão Voluntária: Uma Característica Diagnóstica
A capacidade de suprimir temporariamente os movimentos coreicos através do esforço consciente é uma característica clínica importante, embora não seja sustentável por períodos prolongados. Esta supressão voluntária transitória:
- Diferencia a coreia de outros distúrbios do movimento como tiques, atetose, reação de conversão e hipercinesia 1
- Representa um ponto diagnóstico crucial na avaliação clínica de movimentos involuntários 1
Armadilha Clínica Importante
É fundamental reconhecer que esta supressão voluntária é temporária e parcial. Os pacientes não conseguem manter o controle voluntário indefinidamente, e os movimentos inevitavelmente retornam. Esta limitação distingue a coreia de movimentos voluntários ou psicogênicos, onde o controle pode ser mais completo e sustentado.
Diagnóstico Diferencial
A avaliação deve excluir outras causas de coreia, incluindo:
- Coreia de Huntington, lúpus eritematoso sistêmico, doença de Wilson e reações medicamentosas devem ser diferenciadas 1
- Teste genético para expansão de repetições CAG no gene da huntingtina (≥40 repetições) confirma o diagnóstico com 100% de especificidade 3
- RM cerebral sem contraste é a modalidade de imagem inicial ideal, embora possa ser normal no início da doença 4, 5, 3