How are insomnia and excessive daytime sleepiness managed?

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Manejo da Insônia e Sonolência Diurna Excessiva

Tratamento da Insônia Crônica

A Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I) deve ser o tratamento inicial para todos os adultos com insônia crônica, antes de qualquer intervenção farmacológica. 1, 2

Componentes da TCC-I

A TCC-I é uma intervenção multimodal que combina:

  • Terapia de restrição do sono: Limita o tempo na cama para aumentar a eficiência do sono 1
  • Controle de estímulos: Fortalece a associação entre cama e sono, eliminando atividades incompatíveis com o sono no quarto 1
  • Terapia cognitiva: Reestrutura crenças disfuncionais sobre o sono 1
  • Técnicas de relaxamento: Reduz a hiperativação fisiológica e mental 1
  • Educação sobre higiene do sono: Embora insuficiente como monoterapia, é componente essencial 1

Modalidades de Entrega da TCC-I

A TCC-I pode ser administrada através de 1, 2:

  • Sessões individuais presenciais (4-10 sessões semanais ou quinzenais)
  • Terapia em grupo
  • Programas baseados em telefone
  • Módulos baseados na web
  • Livros de autoajuda

Todas as modalidades demonstram eficácia comparável. 1, 2

Evidência de Eficácia

A TCC-I demonstra evidência de qualidade moderada para 1:

  • Melhora dos resultados globais do sono
  • Redução da latência do sono
  • Diminuição do tempo acordado após início do sono
  • Melhora da eficiência do sono
  • Benefícios sustentados a longo prazo superiores à farmacoterapia

Tratamento Farmacológico da Insônia

Quando Considerar Farmacoterapia

A farmacoterapia deve ser adicionada apenas quando a TCC-I for insuficiente ou indisponível, e sempre como suplemento—nunca como substituição—das intervenções comportamentais. 1, 2, 3

Opções de Primeira Linha

Agonistas dos receptores benzodiazepínicos de ação curta/intermediária:

  • Zolpidem 10 mg (5 mg em idosos): Para insônia de início e manutenção 1, 2, 3
  • Eszopiclone 2-3 mg: Para insônia de início e manutenção, sem restrição de uso a curto prazo 1, 2, 3
  • Zaleplon 10 mg: Especificamente para insônia de início 1, 3
  • Temazepam 15 mg: Para insônia de início e manutenção 1, 3
  • Ramelteon 8 mg: Agonista do receptor de melatonina para insônia de início 1, 3

Opções de Segunda Linha

  • Doxepina 3-6 mg: Especificamente aprovada pela FDA para insônia de manutenção 2, 3
  • Suvorexant: Antagonista do receptor de orexina para insônia de manutenção 3
  • Antidepressivos sedativos (trazodona 50-100 mg): Considerar quando há depressão/ansiedade comórbida 2, 3

Algoritmo de Seleção de Medicamentos

  1. Identifique o padrão de sintomas 3:

    • Dificuldade de início: Zaleplon, ramelteon, zolpidem ou triazolam
    • Dificuldade de manutenção: Eszopiclone, zolpidem, temazepam, doxepina ou suvorexant
    • Ambos: Eszopiclone, zolpidem ou temazepam
  2. Considere fatores do paciente 3:

    • Idade (doses reduzidas em idosos)
    • Comorbidades (antidepressivos sedativos para depressão/ansiedade)
    • Histórico de abuso de substâncias (evitar benzodiazepínicos, considerar ramelteon ou suvorexant)
  3. Implemente com TCC-I simultânea 2, 3

  4. Use a menor dose eficaz pelo menor tempo possível 1, 3

Medicamentos NÃO Recomendados

Evite absolutamente 1, 2, 3:

  • Anti-histamínicos de venda livre (difenidramina): Falta de dados de eficácia, sedação diurna, risco de delirium
  • Suplementos herbais (valeriana): Evidência insuficiente
  • Melatonina suplementar: Evidência insuficiente (exceto melatonina 2 mg de liberação prolongada)
  • Barbitúricos e hidrato de cloral: Perfil de segurança inadequado
  • Trazodona como monoterapia: Não recomendada pela AASM

Considerações de Segurança Críticas

Todos os hipnóticos carregam riscos 2, 3:

  • Comprometimento diurno e prejuízo na condução
  • Comportamentos complexos durante o sono (dirigir dormindo, caminhar dormindo)
  • Quedas e fraturas (especialmente em idosos)
  • Comprometimento cognitivo
  • Risco de dependência (benzodiazepínicos)

Em idosos (≥65 anos) 2, 3:

  • Use doses reduzidas (zolpidem máximo 5 mg)
  • Risco aumentado de quedas, comprometimento cognitivo e comportamentos complexos durante o sono
  • Evite benzodiazepínicos de ação prolongada

Monitoramento e Reavaliação

  • Reavalie após 1-2 semanas para eficácia e efeitos adversos 3
  • Reavaliações clínicas a cada poucas semanas/mensalmente até estabilização, depois a cada 6 meses 1
  • Se a insônia persistir além de 7-10 dias de tratamento, investigue distúrbios do sono subjacentes (apneia do sono, síndrome das pernas inquietas) 1, 3
  • Tente reduzir gradualmente a medicação quando as condições permitirem, facilitado pela TCC-I simultânea 1, 2

Manejo da Sonolência Diurna Excessiva (SDE)

Avaliação Inicial

A SDE requer investigação das causas subjacentes antes do tratamento 4, 5:

Causas principais a investigar:

  • Privação crônica de sono: Causa mais comum 4, 5
  • Síndrome da apneia do sono: Requer polissonografia se suspeita 1, 5
  • Narcolepsia: Requer teste de latência múltipla do sono (MSLT) 5
  • Distúrbios do movimento relacionados ao sono: Síndrome das pernas inquietas, movimentos periódicos dos membros 4, 5
  • Distúrbios do ritmo circadiano: Distúrbio do trabalho em turnos, síndrome da fase atrasada do sono 4, 5
  • Medicamentos e drogas: Revise todos os medicamentos 4, 5
  • Hipersonia idiopática: Diagnóstico de exclusão 5
  • Condições médicas ou psiquiátricas subjacentes 5

Algoritmo de Tratamento da SDE

  1. Trate a causa primária quando identificada 4, 5:

    • Privação de sono: Higiene do sono, extensão do tempo de sono 4
    • Apneia do sono: CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas) 4, 5
    • Distúrbios do movimento: Agentes dopaminérgicos, exercícios 4
    • Distúrbios circadianos: Fototerapia e/ou melatonina 4
  2. Se a SDE persistir apesar do tratamento da causa primária (por exemplo, apneia do sono tratada com CPAP) 6, 5:

    • Modafinil 200-400 mg/dia: Agente promotor de vigília de primeira linha 6, 5
    • Estimulantes (metilfenidato, anfetaminas): Alternativas eficazes 5
    • Agentes mais recentes: Armodafinil, solriamfetol, pitolisant 5
  3. Intervenções comportamentais como adjuvantes 5:

    • Cochilos estratégicos programados
    • Manutenção de horário regular de sono-vigília
    • Exposição à luz brilhante pela manhã
    • Exercício regular

Considerações Especiais para Distúrbio do Trabalho em Turnos

Para trabalhadores noturnos com SDE 6:

  • Modafinil 200 mg tomado no início do turno noturno demonstrou eficácia
  • Continue intervenções comportamentais (higiene do sono adaptada ao trabalho em turnos)
  • O sono diurno medido por polissonografia não é afetado pelo uso de modafinil 6

Armadilhas Comuns a Evitar

Para Insônia

  • Nunca use higiene do sono isoladamente: Insuficiente como monoterapia, deve ser combinada com outros componentes da TCC-I 1
  • Não prescreva farmacoterapia sem TCC-I: A farmacoterapia deve suplementar, não substituir, intervenções comportamentais 2, 3
  • Evite uso prolongado sem reavaliação: Alto risco de recaída e dependência 1, 3
  • Não use doses de adultos jovens em idosos: Requer ajuste de dose específico por idade 2, 3
  • Nunca combine múltiplos sedativos: Aumenta significativamente os riscos de comportamentos complexos durante o sono, comprometimento cognitivo e quedas 2

Para Sonolência Diurna Excessiva

  • Não trate SDE sem investigar a causa: O tratamento sintomático sem abordar a etiologia subjacente é inadequado 4, 5
  • Não assuma que toda sonolência em trabalhadores noturnos é distúrbio do trabalho em turnos: Apenas pacientes sintomáticos por ≥3 meses com critérios diagnósticos específicos se qualificam 6
  • Não negligencie a continuação do tratamento primário: Pacientes com apneia do sono devem continuar CPAP mesmo ao usar agentes promotores de vigília 6

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Treatment of Sleep-Onset Insomnia

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Pharmacotherapy of Insomnia

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Research

[Excessive daytime sleepiness].

Revista brasileira de psiquiatria (Sao Paulo, Brazil : 1999), 2005

Research

Excessive Daytime Sleepiness: A Clinical Review.

Mayo Clinic proceedings, 2021

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