Does the cutting mode cause less tissue damage than the Blend 2 mode during electrosurgery?

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Modo de Corte vs Blend 2: Dano Tecidual na Eletrocirurgia

Sim, o modo de corte (cutting mode) causa menos dano tecidual do que o modo blend 2, mas essa vantagem técnica não deve orientar a escolha clínica devido ao risco significativamente maior de sangramento imediato.

Evidência sobre Dano Tecidual

A corrente de corte puro realmente produz menos lesão térmica aos tecidos quando comparada às correntes mistas ou de coagulação:

  • Estudos em modelos suínos demonstraram que a corrente de coagulação causa maior profundidade de dano tecidual do que a corrente mista (p=0,0157) e a corrente de corte puro (p=0,0461). 1

  • A corrente de corte possui propriedades de incisão superiores, permitindo espécimes de ressecção de maior qualidade e induzindo menos lesão térmica aos tecidos. 1

  • Um estudo comparando corrente mista e corrente automatizada controlada por microprocessador (n=148) encontrou que a corrente automatizada produziu menos dano tecidual do que a corrente mista com gerador eletrocirúrgico convencional (p<0,02), além de produzir espécimes de ressecção de maior qualidade (p=0,024). 1

Por Que Isso Não Importa na Prática Clínica

Apesar do menor dano tecidual, o modo de corte puro está associado a taxas significativamente maiores de sangramento imediato devido às suas propriedades hemostáticas inadequadas:

  • Um estudo multicêntrico (n=5152) identificou a corrente de corte puro como um dos maiores fatores de risco para sangramento pós-polipectomia imediato (OR=6,95, IC 95% 4,42 a 10,04). 1

  • Em estudos de esfincterotomia, o sangramento imediato ocorreu em 35 pacientes com corrente de corte puro versus 8 pacientes com corrente mista (p=0,002). 2

  • Um estudo comparando corrente de corte puro com corrente mista (n=142) encontrou significativamente mais sangramento visível no grupo de corte puro (31/75,41%) comparado ao grupo de corrente mista (16/67,23%) (p<0,05). 3

Recomendação Baseada em Diretrizes

As diretrizes da British Society of Gastroenterology/Association of Coloproctologists recomendam evitar corrente de corte puro e sugerem o uso de corrente mista ou corrente automatizada (como Endocut) como opção mais segura de diatermia. 1

A justificativa é que essas correntes fornecem propriedades de incisão adequadas combinadas com hemostasia efetiva. 1

Armadilha Clínica Importante

Deve-se evitar o uso prolongado de corrente de coagulação pura devido ao risco aumentado de sangramento pós-polipectomia tardio e lesão térmica tecidual, especialmente no cólon direito de parede mais fina. 1, 4

Algoritmo de Decisão Prática

Para procedimentos endoscópicos de ressecção:

  1. Primeira escolha: Corrente mista (blend) ou corrente automatizada controlada por microprocessador (Endocut Q) que equilibra corte e coagulação 1, 4

  2. Evitar: Corrente de corte puro isolada devido ao risco de sangramento imediato (OR=6,95) 1

  3. Evitar: Corrente de coagulação pura prolongada devido ao maior dano térmico e risco de perfuração tardia 1, 4

Em resumo: embora o modo de corte cause menos dano tecidual histológico, o modo blend 2 é clinicamente superior porque previne sangramento imediato sem aumentar complicações graves, sendo a escolha recomendada pelas diretrizes.

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Research

A randomized trial of endoscopic biliary sphincterotomy using pure-cut versus combined cut and coagulation waveforms.

Clinical gastroenterology and hepatology : the official clinical practice journal of the American Gastroenterological Association, 2005

Guideline

Electrosurgical Techniques for Minimally Invasive Procedures

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

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