How do you differentiate between intrahepatic and extrahepatic cholestasis and what are the causes of intrahepatic cholestasis?

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Diferenciação entre Colestase Intra-hepática e Extra-hepática

A ultrassonografia abdominal é o primeiro exame obrigatório para diferenciar colestase intra-hepática (ductos não dilatados) de colestase extra-hepática (ductos dilatados). 1

Abordagem Diagnóstica Inicial

Confirmação Bioquímica

  • Confirme elevação de fosfatase alcalina (FA) >1,5 vezes o limite superior da normalidade (LSN) com gama-glutamiltransferase (GGT) >3 vezes o LSN para estabelecer origem hepatobiliar 1
  • A GGT eleva-se mais precocemente e persiste por mais tempo que a FA em distúrbios colestáticos, porém elevação isolada de GGT carece de especificidade e pode refletir indução enzimática por álcool ou drogas 1

Diferenciação por Imagem

Ultrassonografia (Primeiro Passo Obrigatório):

  • Ductos NÃO dilatados = Colestase INTRA-hepática 1
  • Ductos dilatados = Colestase EXTRA-hepática 1

Colangiopancreatografia por Ressonância Magnética (CPRM):

  • Utilize CPRM como próximo passo diagnóstico em pacientes com colestase intra-hepática de causa desconhecida, com sensibilidade de 96-100% para detectar cálculos nos ductos biliares 1
  • A CPRM fornece informações superiores às obtidas por CPRE e colangiografia trans-hepática percutânea para avaliação não invasiva 2

Armadilha Crítica a Evitar

  • NUNCA realize colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) diagnóstica como investigação de primeira linha - use CPRM ou ultrassonografia endoscópica para evitar complicações desnecessárias 1

Causas de Colestase Intra-hepática

Classificação por Tipo de Lesão

1. Colestase Hepatocelular:

  • Hepatite viral A (causa viral mais comum, padrão colestático em 10-15% dos casos) 3
  • Hepatite B 3
  • Citomegalovírus 3
  • Sepse/endotoxemia (em pacientes criticamente enfermos com infecção sistêmica) 3
  • Lesões induzidas por drogas (considere medicações tomadas nas 6 semanas anteriores à apresentação) 3, 4

2. Colestase Colangiocítica (Lesões Ductais):

  • Cirrose biliar primária (pesquise anticorpos antimitocondriais - AMA) 1
  • Colangite esclerosante primária 1
  • Colangite esclerosante secundária relacionada à AIDS e outras formas de imunossupressão 3
  • Colangite bacteriana (mesmo sem obstrução visível na imagem, bacteremia por E. coli indica infecção biliar sistêmica) 5

3. Distúrbios Infiltrativos:

  • Listados como causa de colestase intra-hepática, requerem biópsia para diagnóstico definitivo 1

Mecanismos Fisiopatológicos

  • Lesões hepatocelulares podem ocorrer em três níveis: canalicular, hepatocanalicular e hepatocelular 4
  • Lesões ductais podem ocorrer ao nível do colangiolo ou ductos portais/septais 4
  • Na sepse, citocinas inflamatórias e endotoxinas interrompem o transporte biliar hepatocelular 3

Algoritmo Diagnóstico Sequencial

Passo 1: Confirme padrão bioquímico colestático (FA >1,5x LSN + GGT >3x LSN) 1

Passo 2: Realize ultrassonografia abdominal imediatamente 1

  • Ductos dilatados → Colestase extra-hepática → Prossiga com CPRM para identificar causa (cálculo, estenose, tumor) 1
  • Ductos não dilatados → Colestase intra-hepática → Prossiga para Passo 3

Passo 3: Pesquise anticorpos antimitocondriais (AMA) 1

  • AMA positivo → Cirrose biliar primária
  • AMA negativo → Prossiga para Passo 4

Passo 4: Realize CPRM 1

  • CPRM anormal → Colangite esclerosante primária ou outras lesões ductais
  • CPRM normal → Prossiga para Passo 5

Passo 5: Biópsia hepática quando o diagnóstico permanece incerto 1

  • Biópsia de qualidade adequada deve conter ≥10 campos portais devido à alta variabilidade de amostragem em doenças de pequenos ductos biliares 1
  • Classifique os achados em três categorias: distúrbios envolvendo ductos biliares, distúrbios não envolvendo ductos biliares, e colestase hepatocelular com anormalidades histológicas mínimas 1

Passo 6: Considere teste genético para ABCB4 em pacientes com AMA negativo e achados de biópsia compatíveis com cirrose biliar primária ou colangite esclerosante primária 1

Considerações Clínicas Específicas

Padrão Misto (Hepatocelular + Colestático)

  • Bilirrubina conjugada elevada com ALT/AST elevadas indica lesão hepatocelular secundária devido à infecção biliar 5
  • Este padrão é característico de colangite, onde a infecção causa tanto colestase quanto lesão hepatocelular direta 5
  • Bilirrubina plasmática >145 µmol/L sugere estenose biliar maligna em vez de cálculo (categoriza corretamente 4 de 5 pacientes) 6

Hepatite Colestática Viral

  • A maioria resolve espontaneamente com cuidados de suporte 3
  • Para hepatite A com colestase grave e prurido, considere corticosteroides de curta duração com redução rápida 3
  • Trate prurido com colestiramina como primeira linha, rifampicina como segunda linha 3

Colangite Bacteriana

  • Inicie antibioticoterapia de amplo espectro imediatamente, mesmo na ausência de obstrução biliar visível na imagem, devido ao alto risco de sepse e mortalidade 5
  • Ceftriaxona é escolha adequada para infecções por E. coli em sepse biliar 5
  • Monitore complicações potenciais incluindo pseudolitíase induzida por ceftriaxona e síndrome do ducto biliar evanescente 5

References

Guideline

Diagnosis of Intrahepatic Cholestasis

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Infections That Cause Cholestatic Hepatitis

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Research

Drug-induced cholestasis.

Medical toxicology, 1987

Guideline

Bacterial Cholangitis Diagnosis and Management

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

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