Is Anabolic-Androgenic Steroids (AAS) contraindicated in a patient with a recent perforated peptic ulcer?

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AAS (Aspirina/Ácido Acetilsalicílico) e Úlcera Perfurada Recente

A aspirina NÃO é contraindicada de forma absoluta em úlcera perfurada recente quando há indicação cardiovascular; na verdade, deve ser reiniciada o mais rápido possível quando o risco cardiovascular supera o risco de ressangramento, sempre em combinação com inibidor de bomba de prótons (IBP). 1

Contexto Crítico da Decisão

A questão central não é SE reiniciar a aspirina, mas QUANDO reiniciá-la após uma úlcera perfurada. A evidência demonstra que:

  • A descontinuação da aspirina aumenta o risco de eventos cardíacos adversos maiores em 3 vezes, com eventos trombóticos ocorrendo tipicamente entre 7-10 dias após a suspensão 1, 2
  • Cada hora de atraso tem consequências: as plaquetas inibidas circulam por aproximadamente 10 dias, criando uma janela de vulnerabilidade trombótica 1
  • Um estudo randomizado controlado demonstrou que a reintrodução imediata da aspirina com IBP resultou em mortalidade 10 vezes menor (1,3% vs 12,9%) comparado à descontinuação, apesar de uma taxa numericamente maior (mas não significativa) de ressangramento 2

Algoritmo de Decisão Pós-Perfuração

1. Avaliação Imediata do Risco Cardiovascular

Para prevenção secundária (doença cardiovascular estabelecida):

  • Reinicie a aspirina imediatamente ou assim que possível após o reparo cirúrgico da perfuração 2
  • Não há necessidade de período livre de aspirina mandatório 1

Para pacientes com stents coronarianos recentes em terapia antiplaquetária dupla (TAPD):

  • Consulte cardiologia antes de qualquer modificação 2
  • Considere manter aspirina enquanto suspende temporariamente o inibidor P2Y12 (ex: clopidogrel) se houver alto risco de trombose de stent 2
  • Reinicie o inibidor P2Y12 dentro de 5 dias após o diagnóstico endoscópico 2

2. Proteção Gástrica Obrigatória

  • Sempre inicie IBP concomitantemente ao reiniciar a aspirina para reduzir o risco de complicações ulcerosas 1, 2, 3
  • A combinação de aspirina com IBP é superior ao clopidogrel isolado para prevenir ressangramento recorrente (OR 0,06) 2
  • Para úlceras duodenais, tipicamente 4-6 semanas de terapia com IBP é suficiente para cicatrização 2

3. Contraindicações Verdadeiras da Aspirina

As diretrizes da ACC/AHA estabelecem contraindicações absolutas 1:

  • Intolerância e alergia (principalmente manifestada como asma com pólipos nasais)
  • Sangramento ativo no momento
  • Hemofilia
  • Sangramento retiniano ativo
  • Hipertensão grave não tratada
  • Úlcera péptica ativa (não a úlcera já reparada cirurgicamente)
  • Outra fonte séria de sangramento gastrointestinal ou geniturinário

Nota crítica: Uma úlcera perfurada que foi reparada cirurgicamente com sucesso (patch omental) NÃO constitui contraindicação absoluta se houver indicação cardiovascular 1.

Armadilhas Comuns a Evitar

  • Atrasar desnecessariamente a retomada da aspirina aumenta o risco trombótico, que pode resultar em mortalidade maior do que o risco de ressangramento da úlcera 1, 2
  • Falhar em fornecer terapia concomitante com IBP ao reiniciar a aspirina aumenta significativamente o risco de ressangramento 2
  • Descontinuar ambos os agentes antiplaquetários simultaneamente em pacientes em TAPD pode levar à trombose de stent em apenas 7 dias 2

Fatores de Risco Modificáveis Pós-Operatórios

Após o reparo da úlcera perfurada, é mandatório 4, 3:

  • Evitar completamente AINEs (anti-inflamatórios não esteroides), pois são um dos fatores de risco independentes mais fortes para perfuração de úlcera péptica e recorrência 1, 4, 3, 5
  • Cessar tabagismo completamente, pois é fator etiológico chave para doença ulcerosa péptica 1, 4, 3
  • Evitar ou minimizar uso de esteroides quando possível, pois estão associados a risco aumentado de mortalidade 1, 3, 6
  • Realizar teste para H. pylori se ainda não realizado, e iniciar terapia de erradicação com regimes antibióticos apropriados se confirmada a infecção 4, 3

Evidência Sobre Esteroides e Perfuração

Vale ressaltar que esteroides anabolizantes (se essa foi a interpretação de "AAS") não têm evidência de qualidade para tratamento de úlceras 7, e esteroides em geral (corticosteroides) são reconhecidos como fator de risco para perfuração de úlcera péptica 1, 5, 8, 6, 9. Um padrão recorrente é a perfuração ocorrendo após aumento importante na dose de esteroides 6.

References

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Restarting Aspirin After Non-Bleeding Duodenal Ulcer

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Post-Operative Management After Omental Patch Repair for Perforated Peptic Ulcer

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Guideline

Management of Perforated Gastric Ulcer

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Research

Peptic ulcer perforation associated with steroid use.

Archives of surgery (Chicago, Ill. : 1960), 1987

Research

Anabolic steroids for treating pressure ulcers.

The Cochrane database of systematic reviews, 2017

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