Lorazepam tem meia-vida intermediária, não longa
O lorazepam possui uma meia-vida de aproximadamente 12 horas em adultos saudáveis, classificando-o como um benzodiazepínico de ação intermediária, não de ação longa. 1, 2
Classificação Farmacocinética
A meia-vida do lorazepam varia conforme a população:
- Adultos saudáveis: aproximadamente 12 horas 1, 2
- Idosos: 15,9 horas (comparado a 14,1 horas em jovens), com clearance 20-22% menor 3
- Crianças: aproximadamente 10,5 horas 4
- Lactentes: aproximadamente 40 horas (marcadamente prolongada) 4
O metabolito principal, lorazepam glucuronídeo, tem meia-vida de cerca de 18 horas, mas é farmacologicamente inativo 1, 2
Contexto Clínico Comparativo
As diretrizes de insônia classificam os benzodiazepínicos por duração de ação 5:
- Ação curta a intermediária: zolpidem, zaleplon
- Ação intermediária: lorazepam, estazolam
- Ação longa: flurazepam (raramente prescrito devido à meia-vida estendida) 5
O lorazepam é especificamente mencionado como tendo "duração de ação apropriada" quando comparado a benzodiazepínicos de meia-vida verdadeiramente longa como flurazepam 5
Implicações Clínicas da Meia-Vida Intermediária
A meia-vida intermediária do lorazepam oferece vantagens específicas:
- Permite dosagem a cada 6-12 horas para efeito sustentado 6
- Requer monitorização por até 2 horas após administração IV para sedação procedural 4, 7
- Atinge estado de equilíbrio em 2-3 dias com doses múltiplas 2
- Eliminação completa ocorre dentro de 1 semana após a última dose 2
Considerações Especiais
Populações vulneráveis apresentam farmacocinética alterada:
- Idosos têm clearance reduzido e podem ter tempo de eliminação prolongado 4, 3
- Insuficiência renal pode aumentar a meia-vida de eliminação 4
- Disfunção hepática reduz o clearance de benzodiazepínicos 4
Ao converter de midazolam para lorazepam em pediatria, o lorazepam tem meia-vida seis vezes maior, exigindo ajuste significativo na dosagem 4, 7
Armadilhas Comuns
Não confundir a meia-vida de 12 horas do lorazepam com benzodiazepínicos verdadeiramente de ação longa (flurazepam) ou de ação curta (triazolam, zaleplon) 5. A classificação "intermediária" é clinicamente relevante para determinar o intervalo de dosagem e o risco de sedação residual 5.