Prevalência de Aneurismas Cerebrais na População
A prevalência de aneurismas cerebrais não rotos na população adulta geral é de aproximadamente 3,2% (intervalo de confiança de 95%: 1,9%-5,2%), com estimativas variando entre 1% e 6% dependendo da metodologia do estudo. 1
Dados Epidemiológicos Baseados em Diretrizes
A American Heart Association/American Stroke Association, na diretriz mais recente de 2015, estabelece que:
A prevalência global de aneurismas intracranianos não rotos é de aproximadamente 3,2% (IC 95%: 1,9%-5,2%) na população adulta mundial, baseada em uma revisão sistemática abrangente e meta-análise com 68 estudos incluindo 83 populações. 1
Em populações sem comorbidades e idade média de 50 anos, a prevalência estimada é de 2,8% (IC 95%: 2,0%-3,9%). 1
A grande maioria destes aneurismas nunca romperá - de cada 1 milhão de adultos com idade média de 50 anos, aproximadamente 32.000 possuem um aneurisma não roto, mas apenas 0,25% destes (1 em 200-400) romperá. 1
Variação nas Estimativas Segundo Diferentes Metodologias
As diretrizes de neurocirurgia de 2008 reportam uma faixa mais ampla:
A prevalência varia entre 1% e 6% da população, dependendo do estudo citado, da população estudada e do método de detecção utilizado. 1
Estudos de autópsia mostram taxas de 0,8% a 5,6%: Uma revisão de Fox incluindo mais de 160.000 casos de autópsia encontrou taxa de 0,8%, enquanto Stehbens encontrou 5,6% em série institucional única. 1
Estudos com angiografia cerebral no Japão reportam prevalência de 2,5% a 3,0%. 1
Diretrizes da American Heart Association de 2002 citam prevalência de 0,5% a 6% em adultos segundo estudos de autópsia. 1
Fatores que Influenciam as Estimativas de Prevalência
As variações nas taxas de prevalência reportadas dependem de múltiplos fatores metodológicos:
Método de detecção utilizado: Estudos de autópsia versus estudos de imagem (RM angiografia, TC angiografia, angiografia convencional). 1
População estudada: Estudos em centros terciários de referência tendem a reportar taxas mais altas devido ao viés de seleção. 1
Experiência dos patologistas ou radiologistas: A detecção de aneurismas pequenos (<2-3 mm) depende significativamente da expertise do examinador. 1
Idade da população: A prevalência aumenta com a idade, sendo marcadamente maior na 7ª década em mulheres e 8ª década em homens. 2
Inclusão ou exclusão de aneurismas minúsculos: Aneurismas microscópicos (<2 mm) detectados apenas em autópsia podem estar presentes em 10-20% da população geral, mas apenas 10% destes aumentam para aneurismas maiores (≥2 mm) detectáveis por técnicas de imagem convencionais. 3
Implicações Clínicas Práticas
É fundamental compreender que:
A maioria dos aneurismas cerebrais permanece assintomática e nunca é detectada durante a vida. 1
Apenas uma pequena fração dos aneurismas não rotos eventualmente romperá - aproximadamente 80 de 32.000 aneurismas não rotos apresentarão hemorragia subaracnóidea em qualquer ano específico. 1
O aumento da utilização de ressonância magnética de alta resolução está levando à descoberta incidental cada vez mais frequente de aneurismas não rotos, criando dilemas clínicos sobre tratamento versus observação. 1