What is the best approach to risk stratification for a patient with metastatic renal cell carcinoma who experienced disease recurrence while on pembrolizumab (immunotherapy) and has recently undergone surgical intervention?

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Estratificação de Risco Pós-Cirúrgica em Carcinoma de Células Renais Metastático com Recorrência Durante Pembrolizumab

Para um paciente com carcinoma de células renais metastático que apresentou recorrência durante pembrolizumab adjuvante e foi submetido a intervenção cirúrgica recente, a estratificação de risco deve utilizar os critérios IMDC (International Metastatic RCC Database Consortium) e considerar o momento da recorrência em relação à última dose de imunoterapia, pois estes fatores determinam diretamente a escolha terapêutica subsequente e o prognóstico.

Estratificação de Risco Imediata Pós-Cirúrgica

Critérios IMDC para Doença Metastática

A estratificação de risco deve incluir os seguintes fatores prognósticos 1:

  • Hemoglobina abaixo do limite inferior da normalidade
  • Cálcio corrigido acima do limite superior da normalidade
  • Contagem de neutrófilos acima do limite superior da normalidade
  • Contagem de plaquetas acima do limite superior da normalidade
  • Karnofsky Performance Status <80%
  • Tempo desde o diagnóstico até o tratamento sistêmico <1 ano

Classificação de risco IMDC:

  • Risco favorável: 0 fatores
  • Risco intermediário: 1-2 fatores
  • Risco desfavorável: 3-6 fatores 1

Fatores Adicionais Críticos Neste Contexto Específico

Momento da recorrência em relação ao pembrolizumab adjuvante 2, 3:

  • Recorrência durante ou ≤3 meses após a última dose: indica resistência adquirida aos inibidores de checkpoint imunológico, com pior prognóstico
  • Recorrência >3 meses após a última dose: pode indicar sensibilidade residual à imunoterapia

Padrão de metástases 3:

  • Metástases ósseas: significativamente mais frequentes em recorrências precoces (<3 meses: 20% vs >3 meses: 2%; p=0,008)
  • Número e localização das metástases: incorporar no escore de risco

Marcadores inflamatórios 1:

  • Razão monócito/linfócito (MLR): MLR <0,93 associado a melhor prognóstico
  • Índice de massa corporal (IMC): IMC ≥24 associado a melhor prognóstico

Algoritmo de Decisão Terapêutica Baseado na Estratificação

Passo 1: Determinar o Momento da Recorrência

Se recorrência ocorreu durante ou ≤3 meses após pembrolizumab adjuvante 2:

  • NÃO utilizar inibidores de checkpoint imunológico (recomendação fraca da European Association of Urology)
  • NÃO utilizar combinações ICI-ICI (nivolumab + ipilimumab)
  • NÃO utilizar combinações ICI + inibidor de VEGF (pembrolizumab + axitinib ou lenvatinib + pembrolizumab)
  • Justificativa: estudos TiNivo e CONTACT-03 demonstraram ausência de benefício com rechallenge de ICI após progressão em ICI no cenário metastático 2

Se recorrência ocorreu >3 meses após pembrolizumab adjuvante 3:

  • Considerar terapias baseadas em ICI com cautela, especialmente em pacientes com risco favorável IMDC

Passo 2: Selecionar Terapia Sistêmica de Primeira Linha

Para pacientes com recorrência precoce (≤3 meses) 2, 3:

Opção preferencial:

  • Terapia anti-VEGF isolada: cabozantinib, axitinib ou pazopanib 2
  • Justificativa: evita resistência cruzada com ICI e demonstra eficácia em pacientes previamente expostos a imunoterapia

Para pacientes com recorrência tardia (>3 meses) e risco favorável IMDC 3:

  • Terapia anti-VEGF isolada: pode derivar mais benefício que terapias baseadas em ICI
  • Sobrevida livre de progressão em 18 meses: 45% (IC 95%: 34-60)
  • Sobrevida global em 18 meses: 85% (IC 95%: 75-95)

Para pacientes com recorrência tardia (>3 meses) e risco intermediário/desfavorável IMDC 3:

  • Considerar combinações ICI + anti-VEGF: pembrolizumab + axitinib ou lenvatinib + pembrolizumab
  • Alternativa: nivolumab + ipilimumab (especialmente se risco desfavorável)

Passo 3: Considerar Ensaios Clínicos

Para pacientes além da segunda linha de terapia 4:

  • Primeira escolha: inscrição em ensaio clínico (recomendação ESMO)
  • Alternativas: belzutifan (aprovado FDA para pacientes pré-tratados com PD-1 e terapia anti-VEGFR), everolimus, sorafenib

Considerações Críticas de Manejo

Metástases Ósseas

Se metástases ósseas presentes 4:

  • Iniciar bisfosfonatos: ácido zoledrônico para reduzir eventos relacionados ao esqueleto (evidência nível II, A)

Metástases Cerebrais

Se suspeita de metástases cerebrais 4:

  • Radiocirurgia estereotáxica (SRS): tratamento local urgente
  • Corticosteroides: iniciar imediatamente para alívio temporário de sintomas cerebrais

Monitoramento de Toxicidade

Eventos adversos relacionados ao tratamento 5:

  • Fadiga, diarreia, hipertensão, rash: eventos mais comuns
  • Toxicidade grau 3-4: ocorre em 40-63% dependendo do regime
  • Descontinuação por toxicidade: 10-30% dependendo do regime
  • Monitoramento cardiológico: essencial se história de toxicidade cardiológica prévia 4

Armadilhas Comuns a Evitar

Não utilizar pembrolizumab novamente após recorrência durante terapia adjuvante 2:

  • Rechallenge com o mesmo agente não é recomendado
  • Mecanismos de escape imunológico estão ativos, tornando improvável que outro ICI seja eficaz

Não assumir que todos os pacientes com critérios KEYNOTE-564 necessitam pembrolizumab adjuvante 6:

  • Pacientes cuja probabilidade de mortalidade por outras causas supera o risco de recorrência do CCR podem não se beneficiar
  • Em coorte multicêntrica, 81%, 66%, 43% e 29% dos pacientes não seriam elegíveis para pembrolizumab adjuvante em seguimento de ≤2, ≤5, ≤10 e ≤20 anos, respectivamente

Não ignorar o padrão de metástases 3:

  • Metástases ósseas em recorrências precoces indicam doença mais agressiva
  • Número e localização das metástases devem ser incorporados na avaliação de risco

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