In a patient with unexplained small‑fiber or autonomic neuropathy, normal cerebrospinal fluid studies and a negative work‑up for familial amyloidosis, what are the recommended next diagnostic steps?

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Próximos Passos Diagnósticos em Neuropatia de Pequenas Fibras com Líquor Normal e Amiloidose Familiar Negativa

Em um paciente com neuropatia de pequenas fibras ou autonômica inexplicada, líquor normal e investigação negativa para amiloidose familiar, você deve realizar biópsia de pele com quantificação da densidade de fibras nervosas intraepidérmicas (IENFD) usando imuno-histoquímica PGP 9.5 como teste diagnóstico padrão-ouro, seguido de investigação etiológica abrangente incluindo rastreio metabólico, autoimune e genético. 1

Testes Diagnósticos Primários para Confirmar Neuropatia de Pequenas Fibras

Biópsia de Pele

  • A biópsia de pele de 3 mm da perna distal com avaliação da IENFD usando imuno-histoquímica anti-PGP 9.5 é o teste padrão-ouro para neuropatia de pequenas fibras, com sensibilidade de 77,2-88% e especificidade de 79,6-88,8%. 1
  • Um ponto de corte de ≤8 fibras/mm no tornozelo demonstra boa acurácia diagnóstica. 1
  • Este teste é validado, reprodutível e seguro, distinguindo de forma confiável pacientes com neuropatia de pequenas fibras de controles saudáveis. 1

Testes Funcionais Autonômicos

  • O teste quantitativo do reflexo axonal sudomotor (QSART) documenta disfunção de pequenas fibras com alta sensibilidade e deve ser realizado como complemento à biópsia de pele. 1
  • O teste de variabilidade da frequência cardíaca (HRV) avalia a função autonômica cardiovagal e atinge aproximadamente 97,5% de especificidade quando valores de referência ajustados por idade são aplicados. 1
  • Uma bateria de testes autonômicos validados, em vez de um único teste, é recomendada para alcançar a maior acurácia diagnóstica. 2

Investigação Etiológica Abrangente

Rastreio Metabólico Essencial

  • O rastreio metabólico, incluindo glicemia de jejum, HbA1c e teste oral de tolerância à glicose, é essencial para investigar causas subjacentes de neuropatia de pequenas fibras. 1
  • Dosagem de vitamina B12, função tireoidiana (TSH), função renal e hepática devem ser testadas para excluir outras causas potenciais. 1
  • Sorologias para hepatite B/C e HIV devem ser consideradas no contexto clínico apropriado. 1

Marcadores Autoimunes e Paraproteínas

  • Anticorpos anti-Sjögren (SSA/SSB) e eletroforese de proteínas séricas com imunofixação para gamopatia monoclonal devem ser testados para identificar causas autoimunes e paraproteinêmicas. 1
  • A neuropatia de pequenas fibras pode ser a manifestação inicial de doenças autoimunes, particularmente em mulheres e adultos jovens saudáveis. 3

Testes Genéticos Secundários

  • Testes genéticos são particularmente importantes para casos familiares e pediátricos, incluindo rastreio para doença de Fabry, amiloidose sistêmica primária por transtiretina, neuropatia autonômica sensitiva hereditária tipo 1 e mutações em canais iônicos. 3
  • Mutações nos genes de canais de sódio SCN9A, SCN10A e SCN11A (codificando Nav1.7, Nav1.8 e Nav1.9) são causas genéticas estabelecidas de neuropatia de pequenas fibras. 1

Considerações Especiais sobre Amiloidose

Quando Reconsiderar Amiloidose Apesar de Teste Negativo

  • Aproximadamente 30% dos pacientes com amiloidose ATTRwt (tipo selvagem) podem desenvolver polineuropatia que pode se apresentar inicialmente como neuropatia de pequenas fibras, mesmo sem mutação genética identificada. 4, 5
  • A neuropatia amilóide frequentemente é inicialmente uma neuropatia de pequenas fibras, causando perda sensorial e dor nos dedos dos pés e pés, com disfunção autonômica como manifestação inicial ou precoce. 4
  • A progressão rápida dos sintomas sugere amiloidose, que progride 15-20 vezes mais rápido que a neuropatia diabética. 4, 1

Avaliação Cardíaca Complementar

  • Avaliação cardíaca com ecocardiografia e consideração de ressonância magnética cardíaca é recomendada para rastrear amiloidose, dado que a neuropatia pode preceder ou coexistir com cardiomiopatia amilóide. 4, 1
  • Cintilografia cardíaca com 99mTc-PYP/DPD/HMDP pode ser indicada se houver evidência de envolvimento cardíaco em exames de imagem. 4

Biópsia de Tecidos Extracardíacos

  • Se a suspeita clínica de amiloidose permanece alta apesar de testes genéticos negativos, considere biópsia de tecidos extracardíacos (gordura abdominal, reto, glândula salivar menor ou nervo sural) com coloração de vermelho Congo e tipagem por imuno-histoquímica e/ou espectrometria de massa. 4
  • A biópsia de nervo sural pode mostrar deposição amilóide com birrefringência verde-maçã sob luz polarizada. 6

Armadilhas Críticas a Evitar

Não Confiar Apenas em Estudos de Condução Nervosa

  • Nunca confie apenas em estudos de condução nervosa, pois estes avaliam apenas a função de fibras grandes e perderão completamente a neuropatia de pequenas fibras. 1
  • Estudos de condução nervosa normais não excluem neuropatia, pois o dano de pequenas fibras frequentemente precede o dano de fibras grandes na neuropatia diabética. 1
  • Fibras pequenas representam 79,6-91,4% das fibras nervosas periféricas, portanto estudos de condução nervosa normais podem coexistir com neuropatia significativa de pequenas fibras. 2

Reconhecer Padrões Atípicos que Sugerem Causas Específicas

  • Envolvimento simultâneo de extremidades superiores e pernas aumenta a suspeita de neuropatia amilóide, que pode ser rapidamente progressiva e afetar múltiplas distribuições. 1
  • Sintomas autonômicos proeminentes sugerem fortemente neuropatia amilóide ou ganglionopatia autonômica autoimune. 4, 1
  • História de síndrome do túnel do carpo precedendo a neuropatia por anos é característica de amiloidose. 4, 1

Dissociação Albumino-Citológica no Líquor

  • Embora o líquor seja descrito como normal, reavalie especificamente para dissociação albumino-citológica (contagem celular normal com proteína elevada), que pode ocorrer em amiloidose primária e requer diferenciação de polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica. 6
  • Proteína do líquor elevada (>1000 mg/L) com células normais foi documentada em amiloidose primária apresentando-se com neuropatia autonômica. 6

Abordagem Algorítmica Estruturada

  1. Confirme o diagnóstico de neuropatia de pequenas fibras:

    • Biópsia de pele com IENFD 1
    • QSART e testes de variabilidade da frequência cardíaca 1
  2. Realize investigação etiológica completa:

    • Rastreio metabólico (glicose, HbA1c, TOTG, B12, TSH) 1
    • Marcadores autoimunes (SSA/SSB, eletroforese de proteínas) 1
    • Sorologias infecciosas conforme indicado clinicamente 1
  3. Se a suspeita de amiloidose permanece alta:

    • Avaliação cardíaca (ecocardiograma, biomarcadores cardíacos) 4, 1
    • Considere ressonância magnética cardíaca ou cintilografia cardíaca 4
    • Biópsia de tecido extracardíaco com tipagem 4, 6
  4. Para casos familiares ou pediátricos:

    • Testes genéticos para canalopatias (SCN9A, SCN10A, SCN11A) 1
    • Rastreio para doença de Fabry e outras causas genéticas tratáveis 3
  5. Se todos os testes forem negativos (neuropatia idiopática):

    • Considere mecanismos autoimunes, especialmente em pacientes jovens e do sexo feminino 3
    • Avalie para síndromes paraneoplásicas se houver características atípicas 1
    • Monitore para progressão e reavalie periodicamente 4

References

Guideline

Diagnostic Workup for Small Fiber Neuropathy

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Guideline

Polyneuropathy and Multifocal Mononeuropathy Diagnosis and Management

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Management of Numbness and Tingling in Amyloidosis

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

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