How should I prescribe analgesia and sedation for an adult on mechanical ventilation to achieve a Richmond Agitation‑Sedation Scale of –2 to 0?

Medical Advisory BoardAll articles are reviewed for accuracy by our Medical Advisory Board
Educational purpose only • Exercise caution as content is pending human review
Article Review Status
Submitted
Under Review
Approved

Last updated: February 11, 2026View editorial policy

Personalize

Help us tailor your experience

Which best describes you? Your choice helps us use language that's most understandable for you.

Prescrição de Sedação em Ventilação Mecânica

Recomenda-se utilizar opioides intravenosos como primeira linha para analgesia, seguidos de sedação leve (RASS -2 a 0) com propofol ou dexmedetomidina, evitando benzodiazepínicos, e implementando protocolos de interrupção diária da sedação ou titulação para sedação leve. 1

Avaliação e Monitorização

Escalas de Sedação

  • Utilize a Escala de Agitação e Sedação de Richmond (RASS) ou a Escala de Agitação-Sedação (SAS) como ferramentas de avaliação, pois demonstram a maior validade e confiabilidade para medir profundidade e qualidade da sedação em pacientes adultos na UTI 1
  • A RASS apresenta alta confiabilidade inter-avaliadores e correlação moderada a alta com valores de EEG e índice bispectral 1
  • Avalie a sedação sistematicamente a cada hora durante a titulação inicial e após qualquer mudança de medicação 2

Meta de Sedação

  • Estabeleça como meta RASS -2 a 0 (sedação leve), onde o paciente está sonolento mas desperta ao estímulo verbal e consegue obedecer comandos simples (abrir olhos, manter contato visual, apertar a mão, mostrar a língua, mexer os dedos dos pés) 1
  • Esta meta permite avaliação da dor através do autorrelato do paciente, avaliação de prontidão para desmame ventilatório, realização de avaliações de delirium e implementação de mobilização precoce 1

Estratégia de Analgosedação (Analgesia Primeiro)

Abordagem Inicial

  • Identifique e trate prontamente causas subjacentes de agitação antes de administrar sedativos: dor, delirium, hipoxemia, hipoglicemia, hipotensão ou abstinência de álcool/drogas 1
  • Priorize analgesia adequada antes da sedação (estratégia de analgosedação), pois dor e desconforto são causas primárias de agitação 1
  • Otimize medidas não-farmacológicas: conforto do paciente, analgesia adequada, reorientação frequente e otimização do ambiente para manter padrões normais de sono 1

Analgesia (Primeira Linha)

  • Administre opioides intravenosos como primeira linha para dor não-neuropática em pacientes críticos 1

  • Todos os opioides IV disponíveis, quando titulados para endpoints similares de intensidade de dor, são igualmente eficazes 1

  • Doses típicas de opioides:

    • Fentanil: 25-100 mcg em bolus, infusão contínua 25-200 mcg/h
    • Morfina: 2-5 mg em bolus, infusão contínua 2-10 mg/h
    • Remifentanil: 0,05-0,2 mcg/kg/min (início rápido e offset rápido) 3, 4
  • Para dor neuropática: adicione gabapentina ou carbamazepina oral aos opioides IV 1

  • Considere analgésicos não-opioides (acetaminofeno IV, inibidores de COX, cetamina IV) para reduzir a quantidade total de opioides e efeitos adversos relacionados 1

Sedação (Segunda Linha)

Somente após analgesia adequada, se necessário:

Propofol

  • Dose de ataque: 5 mcg/kg/min por 5 minutos (evitar em pacientes com risco de hipotensão) 1
  • Dose de manutenção: 5-50 mcg/kg/min 1
  • Início de ação: 1-2 minutos, meia-vida curta (3-12 horas) 1
  • Vantagens: Despertar rápido, facilita avaliações neurológicas frequentes
  • Efeitos adversos: Dor na injeção, hipotensão, depressão respiratória, hipertrigliceridemia, pancreatite, síndrome de infusão relacionada ao propofol 1
  • Monitorização: Triglicerídeos séricos em infusões prolongadas

Dexmedetomidina

  • Dose de ataque: 1 mcg/kg por 10 minutos (evitar em pacientes com risco de hipotensão/bradicardia) 1
  • Dose de manutenção: 0,2-0,7 mcg/kg/h 1, 5
  • Início de ação: 5-10 minutos, meia-vida 1,8-3,1 horas 1
  • Vantagens: Sedação cooperativa (paciente desperta mas confortável), mínima depressão respiratória, útil durante desmame ventilatório 5
  • Efeitos adversos: Bradicardia, hipotensão; hipertensão com dose de ataque 1
  • Eficácia prolongada: Mantém sedação adequada (RASS ≤0) em ≥85% do tempo até 20 dias de infusão 5

EVITE Benzodiazepínicos

  • Midazolam e lorazepam estão associados a maior duração de ventilação mecânica, tempo de internação na UTI, incidência de delirium e disfunção cognitiva de longo prazo 1
  • Use benzodiazepínicos apenas para sedação de curto prazo (<24h) ou situações específicas (convulsões, abstinência alcoólica) 1

Protocolos de Sedação

Opção 1: Interrupção Diária da Sedação

  • Interrompa diariamente as infusões de sedativos até que o paciente desperte ou fique agitado, depois reinicie com metade da dose anterior 1
  • Reduz tempo de ventilação mecânica e tempo de internação na UTI em pacientes de UTI médica 1
  • Benefícios incertos em pacientes dependentes de álcool ou fora de UTI médica 1

Opção 2: Protocolo de Sedação Leve Contínua

  • Titule sedativos a cada hora para manter RASS -2 a 0 sem interrupção diária 1
  • Reduz tempo de ventilação mecânica (aumenta dias livres de ventilador) 1
  • Pode não beneficiar sistemas com proporção enfermeira:paciente 1:1 ou onde minimização de sedação já é rotina 1

Ambas as estratégias são equivalentes e superiores à sedação profunda 1

Ajuste dos Parâmetros Ventilatórios

  • Antes de aumentar sedação, otimize o ventilador para reduzir assincronia paciente-ventilador 3
  • Considere: modo pressão-controlado, ventilação espontânea, gatilho inspiratório sensível 3
  • Avalie sistematicamente sintomas relacionados ao estresse: dor, desconforto, ansiedade, dispneia 3

Situações Especiais Requerendo Sedação Profunda

Quando sedação leve não é apropriada:

  • SDRA grave com assincronia ventilatória refratária
  • Hipertensão intracraniana
  • Estado de mal epiléptico
  • Necessidade de bloqueio neuromuscular
  • Instabilidade hemodinâmica grave 3

Nestes casos, utilize propofol ou midazolam para sedação profunda (RASS -4 a -5), mas reavalie diariamente a necessidade de manter sedação profunda 1, 3

Armadilhas Comuns

  • Não prescrever meta de RASS: 94,9% dos pacientes devem ter meta de RASS documentada pelo médico 6
  • Avaliação inconsistente: Apenas 56,8% dos pacientes têm RASS avaliado dentro de 1 hora do início da sedação 6
  • Sedação excessiva: Apenas 18,9% dos pacientes atingem meta de RASS na prática clínica devido à tendência de sobressedar 6
  • Uso rotineiro de benzodiazepínicos: 39% dos pacientes recebem combinações de múltiplos sedativos desnecessariamente 6
  • Ignorar analgesia: 40% dos pacientes de UTI ainda relatam dor moderada a grave, e analgesia preemptiva para procedimentos dolorosos é usada apenas 20% das vezes 1

Monitorização de Desfechos

  • Tempo de ventilação mecânica (meta: redução com sedação leve) 1, 4
  • Tempo de internação na UTI 1
  • Incidência de delirium (use CAM-ICU) 1
  • Controle da dor (use escala comportamental de dor em pacientes não-comunicativos) 1
  • Efeitos adversos cardiovasculares (hipotensão, bradicardia) 1, 5

Professional Medical Disclaimer

This information is intended for healthcare professionals. Any medical decision-making should rely on clinical judgment and independently verified information. The content provided herein does not replace professional discretion and should be considered supplementary to established clinical guidelines. Healthcare providers should verify all information against primary literature and current practice standards before application in patient care. Dr.Oracle assumes no liability for clinical decisions based on this content.

Have a follow-up question?

Our Medical A.I. is used by practicing medical doctors at top research institutions around the world. Ask any follow up question and get world-class guideline-backed answers instantly.