Tratamento para Enxaqueca sem Aura com Fotofobia Associada a Labirintite
Para enxaqueca sem aura com fotofobia em paciente com labirintite aguda concomitante, inicie tratamento agudo com AINE (ibuprofeno, naproxeno sódico ou aspirina) combinado com antiemético procinético, limitando o uso a no máximo 2 dias por semana para evitar cefaleia por uso excessivo de medicação. 1
Abordagem do Tratamento Agudo
Medicações de Primeira Linha
- AINEs são o tratamento de primeira linha para a maioria dos pacientes com enxaqueca, com evidência mais consistente para aspirina, ibuprofeno, naproxeno sódico e a combinação acetaminofeno-aspirina-cafeína 1
- O paracetamol isolado é ineficaz e não deve ser utilizado 1
- A combinação sumatriptana/naproxeno sódico demonstrou eficácia superior ao placebo, com 29% dos pacientes livres de dor em 2 horas versus 11% com placebo 2
Quando Usar Triptanos
- Agentes específicos para enxaqueca (triptanos, di-hidroergotamina) devem ser usados quando os ataques não respondem aos AINEs 1, 3
- Evidência robusta existe para sumatriptana (oral e subcutânea), naratriptana, rizatriptana e zolmitriptana 1
- Os triptanos são aprovados pela FDA especificamente para tratamento agudo de enxaqueca com ou sem aura 3
- Contraindicações absolutas: hipertensão não controlada, enxaqueca hemiplégica ou basilar, risco de doença cardíaca 1
Manejo da Fotofobia e Náusea
- Via não-oral deve ser selecionada quando náusea ou vômito são componentes significativos precoces do ataque de enxaqueca 1
- Náusea deve ser tratada com medicação antiemética com propriedades procinéticas 1
- A fotofobia é um sintoma acompanhante característico da enxaqueca sem aura, presente na maioria dos casos 1, 4
Considerações Especiais para Labirintite Concomitante
Escolha de Medicações
- Evite medicações que possam piorar vertigem ou náusea associadas à labirintite
- A via não-oral (nasal, subcutânea) pode ser preferível se a labirintite causar náusea significativa 1
- Di-hidroergotamina intranasal tem boa evidência de eficácia e segurança 1
Armadilha Crítica: Limite de Uso
- Limite o uso de tratamento agudo a no máximo 2 dias por semana para prevenir cefaleia por uso excessivo de medicação 1
- Uso regular por >3 meses de analgésicos não-opioides em ≥15 dias/mês ou triptanos em ≥10 dias/mês caracteriza cefaleia por uso excessivo 1, 5
Quando Considerar Terapia Preventiva
Indicações para Prevenção
- Dois ou mais ataques de enxaqueca por mês com incapacidade por 3 ou mais dias 1
- Uso de medicação de resgate mais de 2 vezes por semana 1
- Falha ou contraindicações aos tratamentos agudos 1
Opções de Primeira Linha para Prevenção
- Propranolol, metoprolol ou topiramato são medicações preventivas de primeira linha 1, 5
- Cuidado: beta-bloqueadores, antidepressivos tricíclicos, valproato de sódio podem aumentar peso 1
- Topiramato pode ajudar com perda de peso mas tem efeitos colaterais de depressão e lentificação cognitiva 1
- Medicações preventivas precisam ser iniciadas lentamente e aumentadas até dose terapêutica tolerada por 3 meses para avaliar eficácia 1
Medidas Não-Farmacológicas Essenciais
- Implementar estratégias para limitar ingestão de cafeína 1
- Garantir refeições regulares, hidratação adequada, programa de exercícios e higiene do sono 1
- Técnicas comportamentais e de manejo de estresse como yoga, terapia cognitivo-comportamental e mindfulness 1
Monitoramento e Reavaliação
- Utilize diário de cefaleia para registrar gravidade, frequência, duração dos ataques, grau de incapacidade e resposta ao tratamento 1
- Pacientes devem identificar fatores desencadeantes (álcool, cafeína, alimentos com tiramina ou nitratos, estresse, fadiga, perfumes, luzes piscantes) 1
- Reavalie o diagnóstico se não houver resposta ao primeiro ataque tratado 3