In the pre‑hospital setting (e.g., SAMU), should we apply direct pressure to a suspected subclavian artery injury and initiate crystalloid resuscitation until hospital arrival?

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Manejo Pré-Hospitalar de Lesão Arterial Subclávia Suspeita

Sim, no ambiente pré-hospitalar (SAMU), deve-se aplicar compressão direta sobre a lesão arterial subclávia suspeita e iniciar ressuscitação com cristaloides, mas com volumes restritos e alvos de pressão arterial permissivos até a chegada ao hospital.

Controle Imediato da Hemorragia

A compressão direta da artéria subclávia é essencial e deve ser iniciada imediatamente no local do trauma. 1, 2

  • Lesões da artéria subclávia apresentam hemorragia ativa, hematoma expansivo e alterações no pulso distal em apenas 29% dos casos de trauma contuso e 29% dos casos penetrantes, tornando o controle direto crítico quando há suspeita 3
  • A exposição cirúrgica definitiva requer controle proximal e distal antes de explorar o local da lesão, mas no pré-hospitalar a compressão direta é a única opção disponível 1
  • Lesões por arma de fogo representam 85% dos casos penetrantes e estão associadas a mortalidade de 39%, exigindo controle hemorrágico agressivo 4

Estratégia de Ressuscitação com Fluidos

Inicie cristaloides com volume restrito, mantendo hipotensão permissiva até o controle cirúrgico definitivo.

Alvos Hemodinâmicos Específicos

  • Mantenha pressão arterial sistólica de 80-100 mmHg (PAM ≈65 mmHg) até controle cirúrgico definitivo 5
  • Esta estratégia de hipotensão permissiva reduz ruptura de coágulos e diluição de fatores de coagulação 5
  • Exceção crítica: se houver suspeita de lesão cerebral traumática concomitante, mantenha PAM ≥80 mmHg para preservar perfusão cerebral 5, 6

Volume e Administração de Cristaloides

  • Administre cristaloides em alíquotas de 500-1.000 mL durante 15-30 minutos, reavaliando a resposta hemodinâmica após cada bolus 5
  • Evite volumes pré-hospitalares >2.000 mL: volumes acima deste limite estão associados a >40% de coagulopatia, >50% com >3.000 mL e >70% com >4.000 mL 7, 5
  • A ressuscitação volêmica agressiva no pré-hospitalar aumenta síndrome compartimental abdominal secundária e mortalidade 7

Escolha do Cristaloide

  • Use solução salina 0,9% como cristaloide de escolha 6
  • Evite soluções hipotônicas como Ringer lactato se houver qualquer suspeita de trauma craniano associado 7

Armadilhas Comuns a Evitar

Não use vasopressores como terapia inicial: a administração precoce de vasopressores em choque hemorrágico está associada a piores desfechos e aumento da mortalidade 5

Não tente normalizar a pressão arterial (120/80 mmHg) antes do controle cirúrgico: a hipotensão permissiva é mais segura até o controle definitivo da hemorragia 5

Não continue cristaloides agressivos além dos volumes iniciais sem reavaliar: o excesso de fluidos leva a coagulopatia dilucional, edema tecidual e síndrome compartimental 7, 5

Não atrase o transporte para obter acesso venoso central: acessos periféricos calibrosos (14 ou 16 gauge) são suficientes e mais rápidos 5

Transporte e Destino Hospitalar

Transporte imediato para centro com capacidade cirúrgica vascular é mandatório.

  • Lesões da artéria subclávia requerem exposição cirúrgica especializada: esternotomia mediana para lesões proximais direitas, toracotomia anterolateral para lesões proximais esquerdas, e claviculectomia para lesões distais 2
  • A mortalidade geral é de 19-39% dependendo do mecanismo, com sobrevida de apenas 76-81% mesmo com reparo bem-sucedido 1, 3, 4
  • Fatores que predizem mortalidade: pressão sistólica <90 mmHg na chegada, três ou mais lesões associadas, e mecanismo por arma de fogo 3, 4
  • Lesões associadas ao plexo braquial ocorrem em 31-44% dos casos e são mais comuns em trauma contuso, representando a principal causa de morbidade a longo prazo 3, 4

Monitorização Durante o Transporte

  • Monitore continuamente sinais vitais e resposta à ressuscitação volêmica 5
  • Reavalie o pulso radial: déficit de pulso está presente em apenas 12% dos traumas contusos e 29% dos penetrantes, mas sua ausência indica lesão grave 3
  • Observe sinais de sobrecarga volêmica (edema pulmonar, piora da oxigenação) e interrompa cristaloides imediatamente se presentes 5

References

Research

Subclavian artery injuries.

The American surgeon, 1997

Research

Surgical management of subclavian artery injury.

American journal of surgery, 1987

Research

Penetrating injuries of the subclavian artery.

American journal of surgery, 2003

Guideline

Initial Fluid Resuscitation and Hemodynamic Management of Post‑MVC Hemorrhagic Shock

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Guideline

Fluid Management After Intracranial Bleed

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2025

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

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