Can atomoxetine be prescribed for an adult with moderate cardiovascular risk, provided blood pressure and heart rate are normal and there is no uncontrolled hypertension or recent cardiac event?

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Atomoxetina pode ser utilizada em paciente com risco cardiovascular moderado

Sim, a atomoxetina pode ser utilizada em pacientes com risco cardiovascular moderado, desde que a pressão arterial e a frequência cardíaca estejam normais, não haja hipertensão não controlada ou evento cardíaco recente, e seja implementado um protocolo rigoroso de monitorização cardiovascular. 1, 2, 3

Efeitos Cardiovasculares da Atomoxetina

A atomoxetina produz aumentos modestos, mas estatisticamente significativos, na pressão arterial e frequência cardíaca:

  • Aumentos médios de 1-4 mmHg na pressão arterial sistólica e diastólica 4, 5, 6
  • Aumentos médios de 1-2 batimentos por minuto na frequência cardíaca 4, 5
  • Estes aumentos tendem a ocorrer precocemente na terapia, estabilizam-se e retornam aos valores basais após a descontinuação 5

Importante: Embora estes aumentos sejam geralmente de pouca significância clínica na maioria dos pacientes, aproximadamente 5-15% dos indivíduos podem experimentar elevações mais substanciais, exigindo monitorização cuidadosa. 1

Estratificação de Risco e Critérios de Elegibilidade

Pacientes de Risco Moderado (Atomoxetina Apropriada com Monitorização)

A atomoxetina é considerada apropriada para pacientes com risco cardiovascular moderado que apresentem: 7, 4

  • Risco cardiovascular de 10 anos entre 5-10% (segundo critérios ESC/ESH) 7
  • Hipertensão controlada com medicação anti-hipertensiva (PA <130/80 mmHg) 1, 8
  • Pressão arterial e frequência cardíaca normais no momento da avaliação inicial 4, 1
  • Ausência de evento cardíaco recente (infarto do miocárdio, AVC, síndrome coronariana aguda nos últimos 3-6 meses) 2

Contraindicações Relativas (Considerar Alternativas)

A atomoxetina deve ser evitada ou usada com extrema cautela em: 2, 3, 9

  • Hipertensão não controlada (PA ≥140/90 mmHg) 1, 2, 3
  • Doença cardiovascular estrutural significativa (cardiomiopatia, anormalidades cardíacas graves) 2
  • Taquicardia sintomática ou arritmias cardíacas não controladas 2, 9
  • Doença cerebrovascular ativa 2
  • Glaucoma de ângulo estreito (risco ou história) 3, 9

Avaliação Pré-Tratamento Obrigatória

Antes de iniciar a atomoxetina em pacientes com risco cardiovascular moderado: 1, 8

  • Medir pressão arterial e frequência cardíaca basal em ambos os braços 7, 1
  • Avaliar hipotensão ortostática (queda ≥20 mmHg sistólica e/ou ≥10 mmHg diastólica aos 1 e 3 minutos após levantar) 7
  • História cardiovascular detalhada: síncope, dor torácica, palpitações, intolerância ao exercício, história familiar de morte súbita antes dos 50 anos 1, 8
  • Exame físico cardiovascular completo 1, 8
  • Testes laboratoriais basais: creatinina sérica/TFG, potássio, função hepática, glicemia de jejum, perfil lipídico 1
  • ECG basal pode ser considerado em pacientes com fatores de risco cardiovascular ou história familiar de síndrome do QT longo, Wolff-Parkinson-White, ou cardiomiopatia hipertrófica 1

Protocolo de Dosagem e Titulação

Início do Tratamento

  • Dose inicial: 40 mg uma vez ao dia 4
  • Titulação lenta: aumentar a cada 7-14 dias para minimizar efeitos cardiovasculares 4
  • Dose máxima: não exceder 1,4 mg/kg/dia ou 100 mg/dia 4

Ajustes para Pacientes com Hipertensão Controlada

Em pacientes já em uso de anti-hipertensivos (ex: losartana, lisinopril): 1

  • Confirmar controle adequado da PA (<130/80 mmHg) antes de iniciar atomoxetina 1
  • Manter a terapia anti-hipertensiva atual durante a introdução da atomoxetina 1
  • Evitar combinação de dois bloqueadores do sistema renina-angiotensina (ex: IECA + BRA) 1

Protocolo de Monitorização Cardiovascular

Fase Inicial (Primeiros 3 Meses)

  • Medir PA e FC a cada ajuste de dose 4, 1
  • Reavaliar PA 2 semanas após qualquer mudança de dose 4, 1
  • Meta de PA: <130/80 mmHg 4, 1

Monitorização Contínua (Dose Estável)

  • Avaliações trimestrais de PA e FC 4
  • Avaliações anuais de PA e risco cardiovascular 7

Critérios para Descontinuação da Atomoxetina

Interromper a atomoxetina se: 4, 1

  • PA aumenta acima de 130/80 mmHg apesar da terapia anti-hipertensiva 4
  • Surgimento de novos sintomas cardiovasculares (dor torácica, síncope, palpitações) 4
  • Taquicardia sintomática persistente 2

Manejo da Hipertensão Emergente Durante o Tratamento

Se a PA aumentar acima da meta durante o tratamento com atomoxetina: 1

  • Otimizar a terapia anti-hipertensiva adicionando um segundo agente (bloqueador dos canais de cálcio ou diurético tiazídico) ao bloqueador do SRA existente 1
  • Agentes de primeira linha: IECA, BRA, bloqueadores dos canais de cálcio, ou diuréticos tiazídicos 7, 1
  • Reavaliar PA dentro de 1 mês após ajuste da medicação anti-hipertensiva 7
  • Considerar redução da dose de atomoxetina se a PA permanecer elevada 1

Alternativas para Pacientes de Alto Risco

Se a atomoxetina for contraindicada ou mal tolerada, considerar: 1

  • Guanfacina de liberação prolongada ou clonidina: podem reduzir a PA em aproximadamente 1-4 mmHg, sendo preferíveis em pacientes hipertensos 1, 6
  • Estimulantes de longa ação podem ser usados com extrema cautela, mas tipicamente aumentam a PA em 1-4 mmHg (até 15% dos pacientes podem ter elevações substanciais) 4, 1

Considerações de Segurança Adicionais

  • Alerta de caixa preta da FDA: aumento da ideação suicida; triagem basal e contínua para pensamentos suicidas é recomendada 4, 2
  • Função hepática: obter testes de função hepática basais; descontinuar se houver icterícia ou evidência laboratorial de lesão hepática 4, 2
  • Retenção urinária: usar com cautela em pacientes com obstrução do fluxo urinário 2, 3
  • Gravidez e lactação: avaliar cuidadosamente riscos e benefícios 8

Armadilhas Clínicas Comuns a Evitar

  • Não assumir que "hipertensão controlada" permite uso sem monitorização: mesmo com PA controlada, a monitorização rigorosa é obrigatória 1, 3
  • Não iniciar atomoxetina em pacientes com PA ≥140/90 mmHg: primeiro controlar a hipertensão, depois considerar atomoxetina 1, 3
  • Não descontinuar abruptamente: embora menos problemático que com agonistas alfa-2, a descontinuação gradual é preferível 1
  • Não ignorar sintomas cardiovasculares emergentes: qualquer novo sintoma (dor torácica, síncope, palpitações) requer avaliação cardíaca imediata 2

References

Guideline

Safest ADHD Medication Options for Patients with Hypertension

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Guideline

Cardiac Evaluation and Risk‑Based Use of Atomoxetine in Turner Syndrome

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

Guideline

Guideline Directed Topic Overview

Dr.Oracle Medical Advisory Board & Editors, 2025

Guideline

Methylphenidate Contraindications and Precautions

Praxis Medical Insights: Practical Summaries of Clinical Guidelines, 2026

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